Eu recentemente assisti ao documentário "Quando Éramos Reis" que retrata a histórica luta de Muhammad Ali contra George Foreman no Zaire em 74. O filme mostra um pouco da vida de Ali, mas se concentra principalmente na luta contra Foreman. Eu não sabia muito sobre Ali e fiquei fascinado por aquela figura impressionante que não para de falar um segundo quando não está dentro do ringue. Incomum para um peso-pesado do boxe Ali era extremamente articulado em suas colocações e seguidamente usava rimas para se expressar. Foi até mesmo convidado para discursar em Harvard. Muitas de suas frases são análises impressionantes sobre a vida, provenientes de um homem que sofreu profundamente com o preconceito racial e religioso e cresceu a ponto de se tornar o maior desportista do mundo. Uma das frases de Ali sobre o que é o impossível é a minha favorita, ao vermos que essa frase veio do homem que derrotou diversas adversidades e adversários que eram considerados impossíveis se percebe que há algo de extremamente valioso nessa frase. Em 1964 Ali enfrentou Sonny Liston em sua primeira disputa de título, das centenas de comentaristas esportivos que cobriam o evento apenas dois apostavam em uma vitória de Ali. A vantagem de Liston era tão esmagadora que as apostas estavam sendo feitas sobre qual round Muhammad cairia. Houve importantes canais de televisão que se recusaram a transmitir a luta pois disseram que era um confronto inteiramente desproporcional. Nos primeiros quatro assaltos Ali dominou a luta mas no quinto ele foi cegado por uma substância presente nas luvas de Liston. Ali sobreviveu ao quinto assalto derrotando Liston no sexto assalto.Esse foi apenas um dos diversos momentos especiais na carreira de Ali.
"Impossível é apenas uma palavra grande jogada ao redor por homens pequenos que acham mais fácil viver no mundo que lhes foi dado do que explorar o poder que têm para mudá-lo. Impossível não é um fato. É uma opinião. Impossível não é uma declaração. É um desafio. Impossível é potencial. Impossível é temporário. Impossível é nada."
terça-feira, 12 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
1001 Filmes - O Jovem Frankenstein (1974)
Assistir a O Jovem Frankenstein para colocá-lo na lista dos 1001 filmes para assistir antes de morrer foi o maior prazer que eu tive até o momento com essa colossal lista. Não que eu tenha descoberto o filme agora mas é sempre muito divertido revê-lo. Assistir a essa comédia hoje em dia é confirmar a triste percepção de que não se fazem mais comédias como antigamente. O Jovem Frankenstein é uma paródia de todos os filmes de Frankenstein lançados até a década de 70 e pode-se dizer que supera muitos deles, algo extraordinário para uma paródia, ainda mais se considerarmos que as paródias atuais de outros filmes ficam no nível de "Super-Herói- O filme" e "Vampiros Que Se Mordam". Se alguém acha que é impossível um ator apresentar uma atuação digna de um Oscar em uma comédia escrachada é porque nunca viram o gênio Gene Wilder em sua melhor performance como o atormentado neto do Dr. Victor Frankenstein, que atraído pelo testamento do avó vai a Transylvania para acabar se envolvendo na inevitável trama que envolve a criação do clássico monstro. Desde o clima perfeito entre filme clássico e deboche até a marcante trilha sonora o filme funciona com piadas simples e eficientes, o fato de que o filme é todo em preto e branco acrescenta um charme ainda maior à película.. O filme é recheado com cenas clássicas e tem mais momentos memoráveis do que qualquer outro filme que eu conheça. Uma pena que entre tantas comédias essa não seja uma das mais conhecidas.
Cachorro Estrela
Há diversos aspectos da minha vida que se tornam mais significativos pelo fato de eu morar sozinho. Nem todos eles são agradáveis, mas todos eles tem um ar de liberdade que transforma mesmo os aspectos mais incômodos em um exercicio de liberdade. Louça acumulando na pia? Bom, eu iniciei um nova experiência científica que se constitui de deixar a louça lá até que eu precise de louça limpa novamente. Para mostrar o meu desapego a necessidade de lavar a louça eu comecei a comprar apenas comida pronta. Aqueço no microondas e como na embalagem. Perfeito! O experimento de não lavar a louça tem sido um sucesso a quase quatro meses. Se bem que eu devo dizer que a essa altura a sujeira começou a cristalizar e acho que vou ter comprar panelas e pratos novos. Mas ei, tudo em nome da ciência.
Então como eu dizia, quando você mora sozinho há várias coisas que eram ruins e se tornam boas e várias coisas boas que se tornam ruins. Um dia eu fui agraciado com a presença de um cachorro. Sabe quando você está acordando de uma ressaca e não sabe bem quem é ou onde está? Foi exatamente esse momento que esse animal entrou na minha vida. Eu havia saído de uma despedida de solteiro e estava me recuperando de um porre homérico, daqueles que a calçada começa a parecer uma cama atraente quando a sua casa está cada vez mais longe. Eu devo ter entrado em casa sem fechar a porta e na manhã seguinte esse indivíduo peludo estava lá lambendo o meu nariz enquanto eu implorava ao mundo para parar de girar. Eu posso dizer sinceramente que a última coisa que alguém que está morrendo de dor de cabeça quer ouvir é o latido de um cachorro no sábado pela manhã. Eu me levantei cambaleando e não tive energias para me espantar com a presença do cachorro. Só tive a presença de espírito de repreendê-lo por ter deixado a porta aberta e voltei a dormir. Depois de mais umas duas horas de um sono mal dormido a minha mente começou a raciocinar que eu não tinha um cachorro e portanto eu poderia estar na casa errada. Me acordei rapidamente e para meu alívio percebi que estava em casa. Bom se eu não estava na casa errada o cachorro estava e isso era mais do que eu podia raciocinar por enquanto, então decidi simplesmente ignorá-lo pelos próximos dias. Essa atitude começou a não surtir muito efeito quando o cachorro se negou a limpar a própria sujeira e não queria comprar a sua própria comida.
Depois de uma semana decidi ter uma conversa definitiva com o cachorro. Me preparei psicologicamente pesquisando na internet o tópico "Como ter sucesso em negociações com cães". O primeiro tópico aconselhava a chamar o cachorro pelo nome de forma autoritária. Mas qual seria o nome do cachorro? Decidi chamá-lo de Téti, um nome razoavelmente feminino e que me pareceu adequado aos traços afeminados do que eu supunha ser uma cadela. Assim que eu a repreendi veêmentemente Téti olhou diretamente para mim e levantou a perna urinando no meu computador em uma clara atitude que demonstrava que "Teodoro" teria sido um nome mais apropriado para o cachorro. Não pude culpá-lo pois se alguém confundisse o meu sexo provavelmente urinar no seu CPU seria obviamente a minha reação. Pelo sim, pelo não mantive o nome, já que não sei se seria adequado rebatizar o cachorro, traumas à parte acho que ele se adequou bem. Esperei mais uns dias depois de minha gafe inicial e resolvi retomar o assunto com Téti. Consultei novamente a Internet e resolvi procurar em uns sites que ensinavam a lidar com jovens promissores porém revoltados, classificação obviamente adequada a Téti uma vez que ele demonstrava uma clara revolta ao velho sistema autoritário quando se recusava a perseguir gatos. Achei um tópico que aconselhava a ser extremamente específico nas suas considerações com os jovens e que se fosse preciso eu escrevê-se o que queria dizer e lê-se para que a mensagem chegasse na integra ao jovem. Pela manhã antes de sair de casa verifiquei que Téti não havia gostado de eu ter pego o último biscoito canino do pacote para provar e havia retaliado mordendo todo o meu controle do Xbox 360. Ponderei friamente a respeito e decidi que esse seria o dia.
À noite assim que cheguei da faculdade chamei Téti, me sentei e puxei a carta, redigida durante a aula de Marketing a qual não prestei a devida atenção:
"Cara, tú tá reclamando por 1BOLACHINHA.
Eu tenho certeza que esse é o tipo de decisão que te parece tender a obstinação mas no fim acaba se parecendo muito mais um erro calculado de decisão arbitrária que as pessoas que começam a conviver contigo acabam se aconstumando. É engraçado que por outro lado a sua parte lógica e imparcial me parece inerente a todos os nossos contatos. Essa inconstância sempre te deixa mais interessante, porém ao mesmo tempo difícil de socializar. Eu poderia dizer que você pode responder a qualquer tipo de brincadeira com um sorriso ou um xingamento, o problema é que o ônus de descobrir como será essa resposta é sempre da outra pessoa. Um tanto quanto difícil de advinhar como você vai se portar diante de uma determinada situação e por isso mesmo imprevisivelmente exaustante interagir com você. Se você não fosse tão interessante, determinado, e uma boa companhia eu certamente não me cansaria a escrever uma linha a seu respeito. Obviamente não é o caso. Entenda que muitas vezes estamos ambos cansados para nos chatearmos com qualquer outra coisa além do nosso exaustivo trabalho, ter que me preocupar com as suas imprevísiveis reações é algo além do cansativo, isso exauri as forças da paciência de qualquer pessoa. Infelizmente, para mim, eu não tenho escolha a não ser continuar me penitenciando em nossa amizade já que não quero perder um amigo tão interessante pelo simples fato de que estou cansado demais para me preparar psicologicamente para nossos inesperados confrontos a respeito da fome gerada pela ausência de um mísero biscoito canino. Na falta de outra opção a não ser não me deixar abater por essas inconsistências alimentícias e psicológicas peço desculpas antecipadas por todas as falhas a sua imprevisível moral ao longo dos próximos anos. Que você me perdõe pelas minhas inevitáveis ofensas que virão ao longo dos anos, ainda que involuntárias, sejam elas a apropriação indevida de 1 bolachinha ou o comentário distorcido e absurdo de que você seria uma cadela, isso foi a mais ou menos uns dois mêses atrás e você não esquece né? Sendo assim me despeço, pedindo tão somente que você tenha compaixão pelas minhas absurdas e impensadas falhas e que elas não comprometam a nossa jovem amizade a qual eu prezo tanto."
Logo percebi que o impacto de nossa conversa havia sido severo e que Téti havia ficado com um comportamento um tanto quanto contido. Obviamente essa impressão passou assim que ele descobriu que as minhas toalhas de banho viraram ótimos inimigos para seu treinamento de artes marciais que ele insiste em ter quando eu não estou em casa. Pela ferocidade que a minha última toalha foi destroçada começo a imaginar que ele esteja em um nível faixa preta. Engraçado como é importante ter alguém em casa para nos ouvir reclamar ou simplesmente para responder com um latido debochado quando você conta uma piada sem graça. É isso que morar sozinho faz com a gente, começamos a aturar mesmo os mais inoportunos companheiros de quarto só para termos uma companhia...
"Quando o melhor amigo de um homem é seu cachorro, o cachorro têm um problema."
Edward Abbey
"Quando o melhor amigo de um homem é seu cachorro, o cachorro têm um problema."
Edward Abbey
domingo, 10 de outubro de 2010
Bioshock
Com um considerável atraso eu terminei Bioshock, já que o jogo foi lançado em 2007 e eu só coloquei as minhas mãos nele no mês passado. Eu já sabia que o jogo havia sido eleito o jogo do ano em 2007 por vários sites e revistas e imaginava que se tratava de um jogo com grandes qualidades. Para ser sincero nada em Bioshock me pegou de surpresa, eu li bastante sobre o jogo e já tinha ouvido falar sobre os ótimos gráficos (ainda que hoje eles sejam meramente bons), sobre a competente história e sobre a atmosfera envolvente. Eu também já tinha ouvido sobre as Little Sisters e sobre os Big Daddys e que isso adicionava uma dinâmica muito interessante ao jogo. A minha percepção sobre tudo isso é muito fácil, todos os comentários são verdadeiros e o jogo entrega tudo o que promete. Mas o que mais me impressionou é que esse é um jogo que faz o jogados pensar e tem um enredo muito mais forte do que a ação em si e é totalmente em primeira pessoa. Esse foi o primeiro jogo que eu joguei em primeira pessoa que não envolve algo militar em seu foco principal. Um outro ponto é que a história de Bioshock é quase que totalmente contada através de arquivos de áudio que você vai recuperando através das fases o que é bem interessante e envolvente, é uma forma inteligente de contar a história sem parar o jogo.
A história do jogo se passa em 1960 e é a seguinte, você começa bem tranquilo em um avião sobrevoando o Atlântico quando de repente o seu avião cai e você é o único sobrevivente e ao atingir a superfície avista uma espécie de farol e para lá segue. Momentos depois você descobre que aquela é a entrada para uma cidade submarina chamada Rapture. Pela apresentação de áudio você descobre que a cidade foi criada pelo industriario Andrew Ryan com um objetivo bem específico:
Toda essa boa intenção não teve um fim muito bom como se pode observar logo no ínicio a cidade passou a ser o equivalente ao Asilo Arkham do fundo do mar, nada além de loucos e poucos refugiados sobrevivem na cidade. Bioshock apresenta alguns conceitos e idéias bem fantásticos mas de uma certa maneira o jogo nunca perde seu toque com a realidade seja através do seu clima ou das boas explicações apresentadas pela convincente história. Com a ajuda da Wikipédia, aqui segue um resumo:
"BioShock se passa durante 1960, em Rapture, uma cidade subaquática de ficção distópica. Rapture foi idealizada pela empresário magnata Andrew Ryan, que queria criar um laissez-faire do Estado para escapar da cada vez mais opressiva autoridade política, econômica e religiosa na terra. A cidade foi construída secretamente em 1946 no meio do Atlântico, fundo do mar, utilizando vulcões submarinos para fornecer energia geotérmica . Progresso científico floresceu em Rapture, levando à rápida evolução da engenharia e da biotecnologia, graças em parte aos cientistas brilhantes que Ryan trouxe para a cidade. Um tal avanço foi ADAM, as células-tronco extraídas de uma espécie previamente desconhecida de lesma do mar, que foram descobertos pela Dr. Bridgette Tenenbaum e têm a capacidade de regenerar o tecido danificado e reescrever o genoma humano. Tenenbaum se juntou com o empresário e mafioso Frank Fontaine para criar a indústria do plasmídeo, que ofereceu super melhorias físicas aos seus clientes. Tenenbaum descobriu que ADAM poderia ser produzido em massa através da implantação de lesmas nos estômagos das jovens ("Little Sisters"), provenientes de orfanatos fundada por Fontaine.
Conforme o tempo passava, a diferença entre ricos e pobres aumentou. Frank Fontaine estabeleceu organizações de caridade para apoiar a classe baixa. Seus motivos eram longe de ser altruísta, o seu objetivo final era usar essas organizações para manipular a subclasse. Ele também montou uma operação de contrabando para abastecer a população com artigos proibidos a partir da superfície, tais como material religioso. Estes, juntamente com seu controle sobre a indústria de plasmídeo, tornaram-o imensamente poderoso. Ele tentou derrubar Ryan, mas a revolta foi violentamente esmagada e Fontaine foi dado como morto. Ryan assumiu o controle do negócio plasmídeo. Dentro de poucos meses, uma nova figura chamado Atlas surge como o líder da classe de descontentes inferiores. Na véspera de Ano Novo de 1959, Atlas e seus seguidores infundidos com ADAM começou uma nova revolta contra Ryan que se espalhou pela cidade. Ryan, por sua vez começou a usar ADAM em suas próprias forças, e sua paranóia chegou a tal nível que ele estava enforcando dezenas de pessoas, a maioria inocentes, na praça principal de Rapture. A fim de solucionar a escassez de ADAM, as Little Sisters foram mentalmente condicionado a vagar pela cidade e extrair o ADAM dos mortos, reciclá-lo em seus estômagos depois de engolir, podendo assim reutilizá-lo. "Big Daddies", humanos reforçados em trajes de mergulho blindados e mentalmente esterilizados, foram criados pelo Dr. Suchong, o cientista por trás de muitos plasmídeos, para proteger as Little Sisters no seu trabalho.
Uma desvantagem de ADAM é que um usuário deve tomar injeções regulares ou sofrer degeneração física e mental. Enquanto a guerra interrompeu a produção e fornecimento, cada usuário do ADAM na cidade finalmente se tornou violentamente insano. Até o momento em que o jogador chega, apenas um punhado de seres humanos não-mutantes sobrevivem em esconderijos barricados."
A história do jogo se passa em 1960 e é a seguinte, você começa bem tranquilo em um avião sobrevoando o Atlântico quando de repente o seu avião cai e você é o único sobrevivente e ao atingir a superfície avista uma espécie de farol e para lá segue. Momentos depois você descobre que aquela é a entrada para uma cidade submarina chamada Rapture. Pela apresentação de áudio você descobre que a cidade foi criada pelo industriario Andrew Ryan com um objetivo bem específico:
Eu sou Andrew Ryan e eu estou aqui para lhe fazer uma pergunta
Um homem não tem direito ao suor do seu rosto?
Não, diz o homem, em Washington, ele pertence aos pobres.
Não, diz o homem, em Washington, ele pertence aos pobres.
Não, diz o homem, no Vaticano, ele pertence a Deus.
Não, diz o homem, em Moscovo, ele pertence a todos.
Eu rejeitei essas respostas. Em vez disso, eu escolhi algo diferente. Eu escolhi o impossível. Eu escolhi ...
Rapture.
Uma cidade onde o artista não tem medo da censura.
Eu rejeitei essas respostas. Em vez disso, eu escolhi algo diferente. Eu escolhi o impossível. Eu escolhi ...
Rapture.
Uma cidade onde o artista não tem medo da censura.
Onde o cientista não estaria sujeito a moralidade mesquinha.
Onde o grande não seria limitada pelo pequeno.
E com o suor do seu rosto,Rapture pode tornar-se sua cidade também.
Andrew Ryan
Andrew Ryan
Toda essa boa intenção não teve um fim muito bom como se pode observar logo no ínicio a cidade passou a ser o equivalente ao Asilo Arkham do fundo do mar, nada além de loucos e poucos refugiados sobrevivem na cidade. Bioshock apresenta alguns conceitos e idéias bem fantásticos mas de uma certa maneira o jogo nunca perde seu toque com a realidade seja através do seu clima ou das boas explicações apresentadas pela convincente história. Com a ajuda da Wikipédia, aqui segue um resumo:
Conforme o tempo passava, a diferença entre ricos e pobres aumentou. Frank Fontaine estabeleceu organizações de caridade para apoiar a classe baixa. Seus motivos eram longe de ser altruísta, o seu objetivo final era usar essas organizações para manipular a subclasse. Ele também montou uma operação de contrabando para abastecer a população com artigos proibidos a partir da superfície, tais como material religioso. Estes, juntamente com seu controle sobre a indústria de plasmídeo, tornaram-o imensamente poderoso. Ele tentou derrubar Ryan, mas a revolta foi violentamente esmagada e Fontaine foi dado como morto. Ryan assumiu o controle do negócio plasmídeo. Dentro de poucos meses, uma nova figura chamado Atlas surge como o líder da classe de descontentes inferiores. Na véspera de Ano Novo de 1959, Atlas e seus seguidores infundidos com ADAM começou uma nova revolta contra Ryan que se espalhou pela cidade. Ryan, por sua vez começou a usar ADAM em suas próprias forças, e sua paranóia chegou a tal nível que ele estava enforcando dezenas de pessoas, a maioria inocentes, na praça principal de Rapture. A fim de solucionar a escassez de ADAM, as Little Sisters foram mentalmente condicionado a vagar pela cidade e extrair o ADAM dos mortos, reciclá-lo em seus estômagos depois de engolir, podendo assim reutilizá-lo. "Big Daddies", humanos reforçados em trajes de mergulho blindados e mentalmente esterilizados, foram criados pelo Dr. Suchong, o cientista por trás de muitos plasmídeos, para proteger as Little Sisters no seu trabalho.
Uma desvantagem de ADAM é que um usuário deve tomar injeções regulares ou sofrer degeneração física e mental. Enquanto a guerra interrompeu a produção e fornecimento, cada usuário do ADAM na cidade finalmente se tornou violentamente insano. Até o momento em que o jogador chega, apenas um punhado de seres humanos não-mutantes sobrevivem em esconderijos barricados."
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Religião Perdida
Faz tempo que eu queria escrever novamente um texto sobre religião e não consigo porque não me sobra tempo. Como bom ateísta eu tendo a focar nos defeitos e falhas das religiões e por isso mesmo é que demoro a escrever. Seria muito fácil e rápido simplesmente enumerar defeitos, desonestidades, leviandades e outras incongruências, mas também seria desleal e ineficaz da minha parte. Metralhar mensagens desconexas é algo utilizado pelos defensores da religião e isso é algo que eu não posso me permitir. No entanto, eu sempre acho importante agradecer aqueles que se dispõe a argumentar de forma clara e lógica a respeito de religião, nesse caso os meus dois últimos companheiros de discussão foram o Derek e o João Colombo. Eu e o Derek tivemos uma extensa argumentação sobre religião em outro post e foi algo muito esclarecedor e interessante. Já o João deu uma opinião muito interessante no meu post sobre frases ateístas. Eu tenho que admitir que eu achei o argumento do João, extremamente simples e por isso mesmo muito inteligente. Até considerei que dada a natureza pouco específica do argumento seria impossível respondê-lo, porém pensei mais um pouco e decidi que vale a pena tentar. O post que eu mencionei mostra diversas frases de ateístas e agnósticos famosos e demonstra sua insatisfação com a religião. O João observou muito bem que:
"Há problemas entre todas as frases... elas não implicam na descrença da existência de Deus ou algo que substitua uma definição de Deus, todos estes pensadores, mostram-se desiludidos sobre como religião (o ato de se religar) vem sendo praticada ou ainda, mais especificamente, desiludidos com a igreja católica, associando isso diretamente ao Cristianismo, o que é bem diferente.
Não se pode tomar o local pelo global, nem o particular pelo todo. Antes de afirmar categoricamente ser ateu, é necessário entender um conceito mais amplos de "Deus", ao invés de renegar sua existência por não aceitar os feitos da humanidade em relação a este conceito, que foi deturpado ao longo de milênios.
Enfim, antes de questionar quem é Deus, como é Deus ou porque Deus faz isso e aquilo, é preciso entender "que é Deus?" e acredito que nossa vã filosofia não consegue responder em absoluto, mas nos dar algumas pistas."
Eu acho a primeira parte da resposta do João fantástica e absolutamente correta. Eu sou totalmente sincero ao afirmar que esse foi a argumento que mais me fez considerar estar errado em renegar a religião e me considerar um ateu convicto. Afinal, se pararmos para pensar de fato é exatamente essa a argumentação que todas as frases desses pensadores (corretas ou não) representam: uma profunda desilusão na maneira como a religião é tratada. E essa desilusão vem justamente da forma como esse conceito " foi deturpado ao longo de milênios" como muito bem esclarece o João. Muito bem, mas a pergunta que acaba se iluminando na minha cabeça é, o que é Deus se não as atitudes tomadas e causadas em seu nome nos últimos milênios? O que afeta a sua vida diariamente: Deus ou as atitudes tomadas diariamente em nome dele? Particularmente eu não tenho nada contra Deus, eu simplesmente não acredito que ele exista, mas o conceito em si é ótimo. O que me decepciona são os resultados. Basicamente nós temos algo, uma conexão tênue se preferir, com algo que até poderia nos dar resultados maravilhosos, mas que na prática tem nos dado atraso, preconceito e estagnação. Por quanto tempo se continua seguindo uma promessa (improvável na mais condescendente das avaliações) enquanto ela dá resultados negativos? Agora, eu acredito que entraria em ação o argumento do Derek, sobre religião como ideal evolutivo, e eu tenho que admitir que faz sentido. Tentando manter o meu argumento puro eu refutei esse tipo de percepção, mas buscando uma avaliação maior da situação eu posso verificar que é perfeitamente aceitável. Há de fato religiões "benignas" por assim dizer. Não há nada de errado em alguém venerar seu Deus e manter suas tradições e há obviamente uma importância cultural nisso. É bastante provável que seja benéfico ao ser humano ter uma consciência espiritual desenvolvida e talvez a religião seja o caminho certo para isso. Porém há dois fatores que me incomodam profundamente: os excessos e a importância dada ao aspecto religioso em nossas vidas. Eu não gosto muito de usar esse argumento porque ele é o mais batido quando alguém se pronuncia contra a religião, mas infelizmente é uma verdade histórica e irrefutável que a religião causou as maiores guerras, injustiças, horrores e atrocidades que a humanidade já teve o desprazer de observar. E é bom dar o crédito correto a algumas afirmações, quando eu digo que esse fato é "verdade histórica e irrefutável" eu sei que várias pessoas usam o peso dessas palavras (e equivalentes) para apoiar situações menos claras e definidas apenas para provarem estar certas e tentarem convencer as pessoas. Há muita mentira escrita por aí e isso é algo que eu tento evitar aqui. Mas afirmar algo tão contundente sobre o papel da religião na história é algo simplesmente inevitável. Todos que se deram ao infímo trabalho de não se alienar completamente da história mundial sabem do que eu estou falando. Obviamente conflitos políticos também tiveram sua farta cota de horrores na história mas essa fatia não chega nem perto do desserviço prestado pela religião ao mundo. Isso é algo que é tão contundente que eu frequentemente me pergunto onde estaríamos sem religião hoje. Impossível determinar, mas eu tenho essa insistente sensação de que não teríamos tanto sangue nas mãos que se unem para orar.
Um ponto interessante a ser considerado é que por causa da religião colocamos toda a nossa capacidade analítica moral nas mãos de outra pessoa. Literalmente pessoas dão a outros indivíduos o direito de se tornarem suas bússolas morais. Já é ruim considerarmos escrituras arcaicas, livros duvidosos e mensagens suspeitas como guias morais, mas ainda pior é deixarmos isso na interpretação de uma outra pessoa. Normalmente alguém com a mesma nacionalidade que você, talvez a mesma instrução, talvez até mesmo a mesma idade, no entanto de alguma forma essa pessoa está intitulada a fazer uma avaliação dos seus atos e lhe dizer quais deles são acertados e quais deles são incorretos. A situação toda atinge um nível de absurdo absoluto quando percebemos que é comum que esses mesmos auto-apontados guias morais sejam os primeiros a quebrarem as regras impostas não apenas pelas normas da sua religião mas da sociedade como um todo.
No fim eu me vejo obrigado a admitir que não poderia defender o fim de todas as religiões, isso seria extremo e até mesmo absurdo (ainda que não menos absurdo do que muitos dos discursos religiosos que eu me canso de ouvir). Eu concordo que existam religiões positivas e que não causam mal algum (pelo menos não de forma direta) e sou obrigado a me perguntar qual seria a alternativa a esses desastres religiosos que eu observo diariamente? Acredito que duas atitudes devam ser consideradas a fim de se conseguir algum progresso nessa condição tão crítica.
Primeiro é necessário um maior respeito em relação aos ateus. É extremamente frustrante entrar em um conversa que envolva religião e perceber o tom condescedente das pessoas ao você se declarar ateu. É muito comum as pessoas responderem dizendo que já passaram por uma fase assim, insinuando tratar-se de uma coisa temporária e juvenil. As pessoas tem uma dificuldade em entender que ser ateu é um posicionamento (normalmente baseado em uma profunda analíse da religião) e não apenas uma outra religião. Não somos filhos ingratos e revoltados com Deus, simplesmente não acreditamos que exista um Deus. Eu lembro que pouco antes da eleição de Barack Obama para presidente dos Estados Unidos uma grande rede americana divulgou uma pesquisa que questionava as pessoas se o país estava preparado para eleger um presidente que fosse ateu (baseado na infundada informação de que o presidente americano seria ateu) e o resultado da pesquisa foi de que 85% das pessoas responderam que não. Nada contra a opinião das pessoas, eu mesmo considero que políticos evangélicos são uma ameaça a liberdade e um convite a repressão. Mas o que me fere nesse sentido é que se a mesma pergunta fosse realizada levando-se em consideração um suposto presidente judeu ela seria considerada preconceituosa e até mesmo anti-semita. Há algum tempo atrás eu lembro de ter visto no youtube uma entrevista do Dr. Drauzio Varela contando que ele era ateu e que como ele recebeu um retorno negativo de várias pessoas em relação a isso. Ele afirmava que recebeu e-mails de pessoas que o tinham na mais alta conta e que se mostravam decepcionadas com a sua opção ateísta.
Um ponto interessante a ser considerado é que por causa da religião colocamos toda a nossa capacidade analítica moral nas mãos de outra pessoa. Literalmente pessoas dão a outros indivíduos o direito de se tornarem suas bússolas morais. Já é ruim considerarmos escrituras arcaicas, livros duvidosos e mensagens suspeitas como guias morais, mas ainda pior é deixarmos isso na interpretação de uma outra pessoa. Normalmente alguém com a mesma nacionalidade que você, talvez a mesma instrução, talvez até mesmo a mesma idade, no entanto de alguma forma essa pessoa está intitulada a fazer uma avaliação dos seus atos e lhe dizer quais deles são acertados e quais deles são incorretos. A situação toda atinge um nível de absurdo absoluto quando percebemos que é comum que esses mesmos auto-apontados guias morais sejam os primeiros a quebrarem as regras impostas não apenas pelas normas da sua religião mas da sociedade como um todo.
No fim eu me vejo obrigado a admitir que não poderia defender o fim de todas as religiões, isso seria extremo e até mesmo absurdo (ainda que não menos absurdo do que muitos dos discursos religiosos que eu me canso de ouvir). Eu concordo que existam religiões positivas e que não causam mal algum (pelo menos não de forma direta) e sou obrigado a me perguntar qual seria a alternativa a esses desastres religiosos que eu observo diariamente? Acredito que duas atitudes devam ser consideradas a fim de se conseguir algum progresso nessa condição tão crítica.
Primeiro é necessário um maior respeito em relação aos ateus. É extremamente frustrante entrar em um conversa que envolva religião e perceber o tom condescedente das pessoas ao você se declarar ateu. É muito comum as pessoas responderem dizendo que já passaram por uma fase assim, insinuando tratar-se de uma coisa temporária e juvenil. As pessoas tem uma dificuldade em entender que ser ateu é um posicionamento (normalmente baseado em uma profunda analíse da religião) e não apenas uma outra religião. Não somos filhos ingratos e revoltados com Deus, simplesmente não acreditamos que exista um Deus. Eu lembro que pouco antes da eleição de Barack Obama para presidente dos Estados Unidos uma grande rede americana divulgou uma pesquisa que questionava as pessoas se o país estava preparado para eleger um presidente que fosse ateu (baseado na infundada informação de que o presidente americano seria ateu) e o resultado da pesquisa foi de que 85% das pessoas responderam que não. Nada contra a opinião das pessoas, eu mesmo considero que políticos evangélicos são uma ameaça a liberdade e um convite a repressão. Mas o que me fere nesse sentido é que se a mesma pergunta fosse realizada levando-se em consideração um suposto presidente judeu ela seria considerada preconceituosa e até mesmo anti-semita. Há algum tempo atrás eu lembro de ter visto no youtube uma entrevista do Dr. Drauzio Varela contando que ele era ateu e que como ele recebeu um retorno negativo de várias pessoas em relação a isso. Ele afirmava que recebeu e-mails de pessoas que o tinham na mais alta conta e que se mostravam decepcionadas com a sua opção ateísta.
A segunda atitude a ser tomada é que deveríamos eliminar o excesso de respeito com que o assunto é tratado. Todos nós nos sentimos à vontade para criticarmos a administração equivocada de um time de futebol, ou nos sentimos na obrigação de apontar as falhas políticas de um partido. Mas pouquissimas pessoas tomam esse tipo de atitude em relação a religião. As religiões conseguem passar incólumes por escândalos como pedofilia, evasão de divisas, desvio de dinheiro e etc. Tudo isso se deve a esse respeito excessivo e esta mais do que na hora de começarmos a questionar com mais ênfase esses excessos e não simplesmente virar o rosto para o outro lado.
Por último para aqueles que argumentam que os ateus são propensos a maldades ou sem a consciência altruísta inerente aos religiosos, eu posso lhes dizer que não há sensação melhor do que deitar a cabeça no travesseiro no fim do dia e saber que você fez o bem simplesmente porque assim decidiu e não porque está pensando em uma recompensa na eternidade.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Bebê Bravo
Eu ia enviar um e-mail para uma amiga minha e estava procurando uma foto de bebê triste e acabei encontrando uma de bebê zangado que eu achei impagável. O mais legal foi descobrir que já fizeram várias montagens com a foto do garoto. Achei tão engraçado que resolvi postar aqui.
Estilo Michael Moore
Exterminador do Futuro
Fuzileiro
As crianças hoje em dia estão cada vez piores!
Hulk Hogan não morreu!
Você também não entende Laranja Mecânica?
Só faltou o burro!
Cruzes!
Venha para o lado negro da força! Nós temos biscoito...
Nada como ser chefe do Homem-Aranha...
Hulk Hogan não morreu!
Você também não entende Laranja Mecânica?
Só faltou o burro!
Cruzes!
Venha para o lado negro da força! Nós temos biscoito...
Nada como ser chefe do Homem-Aranha...
PROTEJAM-SE!
FIFA 11 - O que mudou?
Essa semana eu recebi o FIFA 11, comecei a jogar e decidi comentar sobre as principais mudanças que eu notei no jogo. Apesar de eu normalmente só comentar sobre um jogo depois de terminá-lo, no caso do jogos de futebol isso significa terminar uma temporada como treinador já me satisfaz. Eu ainda pretendo fazer isso com o FIFA 11, mas por enquanto vamos as primeiras impressões. Afinal o que muda? Já na abertura (uma sequência do Kaka saindo do vestiário e indo em direção ao campo) o jogo pretende impressionar com os gráficos e passar um clima mais sério ou profissional se preferirem. Em seguida sou apresentado a uma tela onde o jogo explica que baseado nas minhas conquistas do FIFA 10 (identificado pelo save do jogo na memória do video-game) o jogo me sugere um nível de dificuldade adequado ao meu perfil. Em seguida eu esolho os botões padrões (e personalizações desejadas) dos controles do jogo. Como qualquer pessoa acostumada a jogar Winning Eleven pela última década eu faço as alteração colocando os botões na configuração clássica do PES e aqui uma surpresa. No FIFA 10 eu não consegui colocar o "carrinho" no mesmo botão do "chutão" e acabava colocando no botão do chute. Isso fazia com que seguidamente eu cometesse faltas de ataque enquanto tentava chutar uma bola em gol. No FIFA 11 eu consegui configurar o "carrinho" em seu local clássico e tudo parece ficar mais fácil. Os menus me pareceram mais diretos e reforçaram essa impressão geral de jogo mais sério. Os tutoriais evoluiram sutilmente, e ao que me parecem agora levam em consideração as alterações que você faz no início do jogo referente aos controles o que acaba ajudando bastante ao tentar se aprender os comandos mais avançados. Um ponto que me chamou a atenção foi a sensível melhora na trilha sonora, ainda que essa não tenha nenhuma música brasileira como acontecia no FIFA 10. É evidente que diversas definições do jogo foram mantidas do FIFA WORLD CUP 2010, como a câmera padrão e o sistema de "postura" para bater pênaltis. Quanto a partida em si até agora o que mais me chamou a atenção foi um realismo bem maior no sistema de passes que claramente altera a perspectiva do jogo. Acabou aquele passe pingue-pongue onde o adversário não tem nem chance de pegar a bola. Uma real novidade, algo raro no que diz respeito aos jogos de futebol, é a possibilidade de se jogar com o goleiro, eu testei e posso dizer que das possibilidades de se jogar em uma posição específica foi a que mais me divertiu. Também verifiquei a possibilidade de se colocar músicas próprias como canto de torcidas e hinos de time, não cheguei a testar mas a descrição me pareceu muito interessante. Quanto aos times brasileiros eu fiquei feliz ao verificar que a grande maioria dos times tem o escudo e uniformes oficias ao contrário do FIFA 10 onde muitos apresentavam equivalentes genéricos. Também me pareceu interessante que um dos modos carreira explora a possibilidade de ser o técnico do time ao mesmo tempo em que se controla um jogador específico durante as partidas. Novidades como e essa e uma sensível restruturação na mecânica do jogo demonstram que o pessoal da EA GAMES não ficou um ano se vangloriando de ter deixado o PES para trás e de fato trabalhou para nos apresentar um jogo enxuto e solidamente aprimorado.
Para mim a conclusão óbvia é que oficialmente eu estou aposentando o FIFA 10 e o substituindo por um produto de qualidade superior.
Para mim a conclusão óbvia é que oficialmente eu estou aposentando o FIFA 10 e o substituindo por um produto de qualidade superior.
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