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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Top 10 Compositores e Trilhas Sonoras de Filmes


Durante anos antes da popularização da internet a minha única fonte de trilhas sonoras eram as lojas de cd e mega-livrarias do tipo da Saraiva ou Cultura, eventualmente eu encontrava alguma coisa na finada seção de cd's de algum hipermercado. A primeira trilha sonora que eu comprei foi a de O Poderoso Chefão. Eu achei na seção de descontos do Big, acho que paguei uns R$ 9,00. Sério! Nunca fiquei tão feliz por ninguém mais se interessar por esse tipo de música onde eu morava e eles serem obrigados a colocar o preço tão baixo. Eu sempre achei as trilhas sonoras de filme um espectáculo à parte. Elas viviam além do filme e assumiam outras funções. Sobreviviam a seu objetivo inicial e finito e se tornavam imortais enquanto ilustravam minhas leituras de livros e até mesmo meus pensamentos e fantasias. Com a difusão dos players portáteis as trilhas sonoras orquestradas ganharam ainda mais uma função e começaram a poder ser utilizadas como trilhas sonoras para as nossas vidas. Nada melhor do ouvir John Williams no mp3 no caminho para o trabalho ou ouvir James Newton Howard enquanto eu cozinho.
Inicialmente eu havia pensado em fazer um top 10 de trilhas específicas de filmes, depois eu considerei incluir o meu top 10 compositores de trilhas sonoras originais de filmes, por fim eu decidi ser um pouco mais específico e ainda me manter nos dois assuntos propostos anteriormente. Esse será um Top 10 dos Melhores Compositores de Trilhas Sonoras Originais baseado nas duas melhores trilhas sonoras do compositor. Obviamente a lista é baseada única e exclusivamente na minha opinião e nos filmes que eu assisti. Compositores que tinham apenas uma trilha que eu considero ótima (Michael Giacchino, do novo Star Trek, Nino Rota de O Poderoso Chefão e Bill Conti de Rocky) foram omitidos da lista.

10º - Basil Poledouris - Conan, O Bárbaro e Caçada Ao Outubro Vermelho

Basil é um compositor inconstante. Nem sempre eu aprecio o seu trabalho, mas quando ele acerta ele consegue tornar um tema absolutamente inesquecível. Além de ter imortalizado Conan e Caçada Ao Outubro Vermelho, ele também é responsável pela inconfundível trilha sonora de Robocop e de Tropas Estelares.






9º - Vangelis - 1492 - A Conquista do Paraíso e Blade Runner, O Caçador de Andróides
Eu tenho que ser sincero e admitir que eu não fico impressionado com nenhum dos trabalhos de Vangelis além de "1492", "Blade Runner" e "Carruagens de Fogo". O resto da extensa lista de trabalho do compositor realmente não me agradam. Mas essas três trilhas são tão icônicas e maravilhosas que eu não tenho como não me deslumbrar. Obviamente, Vangelis não é um compositor que pode ser usado em qualquer filme, seus temas (alguns diriam excessivamente) eletrônicos exigem uma atomosfera apropriada. Eu acredito que ele acha seu nicho em épicos com uma ambientação não convencional. A estranheza e decadência do futuro de Blade Runner são o pano de fundo perfeitos para os meus temas favoritos desse compositor grego. Eu acredito que ele não tenha a sutileza de Howard ou o "efeito orquestra" de Williams, mas quando Vangelis faz uma trilha sonora ele quebra barreiras e estabelece novos patamares. As trilhas de Vangelis também ajudaram a abrir portaas para outros compositores como Hans Zimmer, outro músico conhecido por seus temas eletrônicos.





8º - James Horner - Star Trek 2 - A Ira de Khan e Aliens

James Horner é um daqueles compositores do tipo ame ou odeie. Não há meio termo. O problema com Horner, ou sua maior qualidade, é o tema comum a praticamente todas as suas obras. Ele praticamente repete e definitivamente recicla diversos de seus temas e os aplica sob novas roupagens a filmes e sensações diferentes. Há semelhanças óbvias entre quase todas as suas trilhas sonoras: Mar em Fúria, Coração Valente, Titanic, Aliens, Avatar e vários outros. Porém, Horner ganha pontos pela familiariedade da sua música e pela facilidade que vai do emocional ao épico. Ele não é muito bom no modo "intimista" como outros compositores como Philip Glass e James Newton Howard, mas quando você tem coisas explodindo e grandes sequências de batalhas e atos extraodinariamente heróicos James Horner é o seu cara. Um dos poucos momentos em que eu achei que Horner foi completamente original foi na trilha sonora de Apocalypto.






7º - Michael Kamen - X-Men e Robin Hood - O Príncipe dos Ladrões
Michael Kamen (falecido em 2003) tinha um estilo familiar mas ao mesmo tempo conseguia a façanha de mergulhar no mundo dos filmes para os quais compunha sempre conseguindo um tema único e duradouro para a estória. Ainda que eu considere que ele não era muito específico em suas trilhas e acabasse sempre escrevendo trilhas para ambientes e cenas mais do que temas para personagens Kamen conseguiu alguns temas incríveis. A trilha sonora de Duro de Matar é uma das poucas coisas que dá um tom de seriedade e consequentemente de perigo ao filme. Suas trilhas sempre tiveram um ótimo apelo, casando perfeitamente com músicas temas que ele compunha em conjunto com o resto da trilha, o que gerou uma parceria duradoura com Bryan Adams, ajudando a popularizar a venda de trilhas sonoras, esse foi o caso em "Don Juan de Marco" com "Have You Ever Really Loved a Woman", "Os Três Mosqueteiros" com "All For Love" e "Robin Hood - O Princípe dos Ladrões" com "(Everything I do) I do It For You".






6º - Alan Silvestri - Náufrágo e De Volta Para O Futuro
Alan Silvestri poderia facilmente ser definido com um Peter Pan dos compositores de Hollywood. Ele sempre tem a jovialidade necessária para encontrar um tema rico, espernaçoso e enaltecedor. Essas características estão presentes em várias de suas trilhas como "De Volta Para o Futuro", "Forrest Gump" e "Contato", todas colaborações dele com Robert Zemeckis. Mas Silvestri já mostrou uma mão inspirada para filmes de ação e seus temas para "Predador" e "Comando Delta" conseguem evocar ação com tensão, no caso do primeiro e ação com heroísmo, no caso do segundo. O melhor tema de Silvestri na minha opinião é o de Náufrago (mais uma colaboração com Zemeckis), na verdade não apenas dele mas considero um dos melhores que eu já ouvi e que sempre me comove. Náufrago não tem trilha sonora pela maior parte de sua projeção, a técnica foi utilizada para aumentar a sensação de isolamento do personagem de Tom Hanks. Mas no fim do filme somos presenteados com umas das mais comoventes trilhas que eu já ouvi.
Infelizmente, Silvestri não nos apresentou nada digno de nota desde "A Lenda de Beowulf" justamente sua última colaboração com Zemeckis (isso se não considerarmos "Os Fantasmas de Scrooge", mas ninguém assistiu esse filme mesmo). Esperamos que ele esteja de volta a sua boa forma em breve, pois esse ano ele está encarregado da trilha sonora do aguardadíssimo "Os Vingadores".






5º - James Newton Howard - A Vila e Corpo Fechado
James Newton Howard não é um compositor para filmes de ação, ele funciona muito melhor em temas sentimentais e contemplativos ou em cenas nas quais o perigo é mais sugerido do que explícito ainda sim o compositor se aventurou no ramo da ação algumas vezes e teve o significativo resultado de conseguir dar mais "alma" a cenas poderiam ter sido muito menos marcantes não fossem sua trilha sonora, "O Fugitivo" e "Diamantes de Sangue" são bons exemplos. Mas Howard brilha mesmo quando o assunto é o drama e a tensão crescente suas colaborações frequentes com Shyamalan são o ponto alto de sua carreira, apesar da qualidade cada vez menor dos filmes do diretor indiano, o melhor exemplo disso é "Fim dos Tempos" um filme absolutamente ridículo porém com uma trilha sonora brilhante. Para mim os maiores exemplos do talento de Howard são as trilhas de "A Vila", que é atinge um patamar superior de qualidade graças principalmente a sua trilha sonora, e "Corpo Fechado" onde James Newton Howard consegue fazer uma mistura incrível de uma tema que lembra um pouco o "new age" dos anos 90, com uma batida eletrônica e ainda sim manter (e superar) a atmosfera de tensão que ele havia criado tão bem em "O Sexto Sentido", sua colaboração anterior com Shyamalan.






4º - Howard Shore - O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei e Os Infiltrados
Enquanto James Horner é sempre reconhecível e familiar independente do gênero do filme no qual esteja trabalhando Howard Shore é realmente um compositor que muda completamente o seu estilo e obra de acordo com o trabalho que assume. Ainda que ele não tenha uma carreira tão longa, seus trabalhos com Peter Jackson e David Fincher são os trabalhos que o definem com mais facilidade ele já pode ser considerado um dos maiores compositores depois de entregar um trabalho tão vasto, espetacular, épico e deslumbrante como a trilha sonora da trilogia de O Senhor dos Anéis. Se Shore tivesse apenas a capacidade de entregar a trilha sonora da série baseada na obra de Tolkien isso já seria um feito e tanto mas seu trabalho em obras como Os Infiltrados, Marcas da Violência e Senhores do Crime atestam a versatilidade desse incrível compositor.






3º - John Williams - Star Wars - A Vingança dos Sith e Os Caçadores da Arca Perdida
Bom, John Williams fez a trilha sonora de todos os Star Wars e de praticamente todos os filmes de Steven Spielberg. Como se isso não fosse o bastante ele é o criador de temas que nunca mais sairão das nossas cabeças como o tema do Super-Homem, a Marcha do Império, e o tema de Tubarão. Sempre utilizando uma orquestra completa ele pode ser reconhecido entre uma semelhança e outra entre seus temas (eu sempre acaba assobiando o tema do Super-Homem quando tentava assobiar a Marcha do Império), mas trabalhos como "A Lista de Schindler" e "Munique" mostram a versatilidade desse mestre.






2º - Ennio Morricone - Três Homens em Conflito e Era Uma Vez No Oeste
Eu posso dizer com algum orgulho que não foi Quentin Tarantino que me apresentou Ennio Morricone, eu me encantei com ele na abertura de Os Intocáveis quando ainda era bem novo. Quanto eu assisti a Três Homens em Conflito e Era Uma Vez No Oeste eu fiquei sem pelavras. Lembro de assistir a esses dois últimos filmes com o meu pai e até ele (que não era muito ligado nessas coisas) comentar sobre a qualidade da música. Ainda que Morricone tenha obras magníficas como a trilha sonora de "A Missão" e de "Cinema Paradiso" eu resolvi colocar aqui as duas trilhas sonoras mais incríveis já feitas e as que definem o gênero de Western até hoje.






1º - Hans Zimmer - O Código DaVinci e O Último Samurai
Zimmer é o mais requisitado (e provavelmente o mais bem pago) compositor de trilha sonoras de Hollywood atualmente. O simples envolvimento do seu nome com uma trilha sonora atualmente já é indicação de que estamos falando de um blockbuster. Zimmer já ganhou um Oscar pela trilha sonora de O Rei Leão e é a própria encarnação do compositor prolífico (só em 2011 ele compôs 10 trilhas sonoras) e versátil. Ele começou a fazer sua carreira com temas eletrônicos e alcançou o sucesso com a trilha de "Rain Man", mas foi em 1994/95 que Zimmer se tornou uma "grife" da música quando emplacou com sucesso estrondoso as trilha sonoras de "Rei Leão" e "Maré Vermelha". Zimmer normalmente se utiliza de um time de compositores e arranjadores e sempre dívide os créditos com eles, o que normalmente impede a sua indicação para o Oscar já que a Academia não considera vários compositores para a premiação.






Menção Honrosa:

James Newton Howard e Hans Zimmer - Batman Begins e O Cavaleiro das Trevas
 Christopher Nolan é o diretor mais inteligente no que diz respeito a trilhas sonoras, quando ele resolveu assumir a franquia Batman ele chamou o melhor compositor de ação (Zimmer) e deu a ele todas as cenas do Batman, depois disso chamou um dos melhores compositores de cenas sentimentais (Howard) e deu a ele todas as cenas de Bruce Wayne. Ainda que tenham trabalhado juntos apenas no Batman de Chris Nolan e constarem na lista separadamente o trabalho de Zimmer e Howard juntos é fantástico. Quando eu ouvi a trilha de Begins eu fiquei impressionado com três coisas: a ausência de um tema simplista para um herói dos quadrinhos, a qualidade da trilha sonora e como a música conseguia dar alma ao filme. Quando eu escutei a trilha de O Cavaleiro das Trevas eu não conseguia acreditar mas Zimmer e Howard deixavam claro que eles tinham apenas estabelecido o ritmo na primiera trilha sonora e que na segunda é que realmente entraram os temas completos. Quando a trilha do último filme sair eu não ficaria surpreso se fosse a melhor trilha sonora original de todos os tempos.




terça-feira, 18 de outubro de 2011

Top 5 Músicas de Casamento

Ok, meu casamento está marcado e ainda temos algum tempo antes de sentar com Dj e considerarmos a seleção de músicas para a festa. Mesmo assim eu sou obrigado a admitir que mesmo no meu casamento eu terei que levar em consideração as preferências musicais de outras pessoas afinal teremos convidados... Mas aqui no blog eu tenho a oportunidade de fazer o meu top 5 músicas de casamento. Mesmo que nem todas elas tenham a ver com casamento propriamente, algumas apenas o clip indica isso são todas músicas que me remetem a imagem do matrimônio. Algumas eu consideraria para a entrada dos noivos outras para a festa em si.  Bom, aqui vai a minha lista:


American Wedding

November Rain

Shout!

Candyshop

Total Eclipse of The Heart

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Top 10 Jogos Mais Decepcionantes do Xbox 360

Como eu mencionei em um post anterior eu tenho o objetivo de postar uma opinião sobre cada jogo que eu virar do Xbox 360. Porém existe algo que eu ingenuamente não havia considerado. Há jogos tão ruins e decepcionantes que eu simplesmente não tenho a menor vontade de virar. Jogar alguns minutos desses jogos é um exercício de paciência, quem dirá ficar algumas horas jogando esses jogos o início ao fim. Não, seria demais para mim. Então resolvi fazer uma compilação com os jogos mais chatos e decepcionantes até o momento. O que pode surpreender o pessoal que é antenado em video-games é que aqui se encontram alguns clássicos do Xbox alguns deles com excelentes critícas na internet, mas que na minha opinião pessoal são simplesmente tão decepcionante que chegam a doer. É importante lembrar que eu levo em consideração apenas as campanhas para um jogador e acabo não jogando o multiplayer (local ou via Live) e eu sei que muitos títulos tem o seu foco principal voltado para o multiplayer. Porém depois que Call Of Duty, que hoje em dia é um dos multiplayers mais jogados do mundo nos presenteou com uma ótima campanha no singleplayer o mínimo que se espera daqueles que vem depois é que apresentem algo do mesmo nível. 

1º Halo 3: ODST
  A série Halo é extremamente famosa mundo afora, porém acredito que aqui no Brasil essa fama não seja tão difundida. O jogo é tão amado e famoso que frequentemente é citado pela imprensa especializada como uma das razões para se comprar  um Xbox 360 no lugar do Playstation 3 já que o jogo é exclusivo da Microsoft.  Bom, primeiro vamos esclarecer um pequeno detalhe: eu nunca joguei nenhum outro título da serie Halo e sei que ele deriva da história principal de Halo sendo um spin off super valorizado. A questão aqui é que eu tinha tudo para gostar do jogo. É o primeiro título que eu joguei para o Xbox 360 totalmente traduzido e dublado para o português. Foi eleito pelas revistas SofpediaWired e Time como um dos melhores jogos do ano e vendeu mais de 3 milhões de cópias no mundo todo (para se ter uma idéia um jogo é considerado um grande sucesso quando vende 1 milhão). Referente a tudo isso a única coisa que eu posso dizer é que a trilha sonora do jogo é muito boa, porque o resto... Honestamente o jogo é muito ruim, eu me forcei a jogar algumas horas, mas mesmo isso já me pareceu demais. Parecia um jogo de tiro em primeira pessoa do Nintendo 64. Os inimigos são ridículos e as cenas de apresentação tem gráficos sofríveis. O jogo pode ter seu valor para quem já é fã da franquia mas para quem está pensando em se introduzir no universo de Halo, ODST é a pior escolha possível. O mais decepcionante de tudo é que com todas as críticas positivas (a média de nota do jogo na internet é 9/10) eu esperava no mínimo algo com uma qualidade melhor. 

2º Gears Of War
 Gears of War para mim carrega um pouco do gosto amargo de decepção que acompanha Halo ODST, ainda que minhas expectativas em relação a Gears fossem um pouco mais baixas. Outro ponto de semelhança entre os dois é que Gears também é citado como uma das razões para se dar preferência ao Xbox 360, já que o jogo é exclusivo desse console. Mas por mim os fãs da Sony poderiam ficar descansados pois se é isso que eles estão perdendo por não jogaram o console da Microsoft eles não estão perdendo muita coisa. Eu ouvi que Gears of War 2 é considerado um dos melhores jogos para o Xbox 360 e até considerei que muita coisa tivesse se alterado do primeiro para o segundo jogo da série, mas com o terceiro capítulo à caminho eu olhei alguns videos de gameplay no youtube e os jogos me parecem os mesmos. Esse sistema de correr para a cobertura e atirar, correr para a próxima cobertura e atirar funciona muito bem como mecânica de combate mas não como história do jogo. Eu joguei por umas três horas e em nenhum momento o jogo pareceu se diferenciar disso. Assim como Halo tem o lendário Master Chief como protagonista, Gears tem o não menos importante Marcus Fênix como figura central. Ainda que o personagem tenha um certo apelo, passa longe de ser um personagem bem construído ou mesmo algo além de uma montanha de músculos que atira para todo o lado.

3º Viva Piñata: Trouble In Paradise
 Aqui está um jogo que na teoria seria divertidissívemo e viciante e na prática é o caso de um jogo que eu devo ter jogado por no máximo uns 20 minutos. É simplesmente impossível se descobrir o que fazer nesse jogo de maneira intuitiva, os controles são complexos e desajustados e o jogador fica perdido. Isso já seria grave em um jogo normal mas em um jogo que se dispõe a ser diversão para crianças e adultos é inaceitável. A premissa do jogo é muito interessante, e teoricamente seria uma mistura inspirada de Sin City, The Sims e Harvest Moon onde você cuidaria de um jardim onde Piñatas se tornariam seus animais de estimação conforme as condições do local. Seria possível fazer as piñatas se reproduzirem e tudo isso com a excelente idéia de permitir que dois jogadores cuidassem do jardim simultaneamente. Infelizmente eu tenho que dizer que jamais descobrirei o potencial (perdido ou não) desse jogo pois ele é simplesmente muito chato para merecer mais do que alguns  minutos de atenção.

4º Dead Rising 
 Dead Rising tem aquela capa e a falta de notoriedade que fazem você de cara desconfiar que se trata de um jogo não tão bom. Aí você começa a jogar e percebe que é o jogo que você sempre quis. Imagine um jogo que põe você em um shopping completamente tomado por zumbis onde o resgate chegará em apenas 48 horas e você precisa sobreviver até podendo se utilizar de praticamente qualquer coisa à mão para detonar os mortos-vivos. Imaginou? Agora imagine que alguém conseguiu estragar com essa maravilhosa e simples idéia adicionando apenas mais duas coisinhas... A primeira é um sistema de save que permite que se salve o jogo apenas uma vez e esse é o único jeito de se reiniciar depois que você morre. Não há restart em missões, você simplesmente começa lá no último save mesmo que ele seja de horas atrás. Ah e eu já ia me esquecendo de mencionar que só há um único lugar que você pode fazer esse único save: um sofá perto da sala do zelador no shopping. O outro tiro no pé é que o tempo do jogo não é em tempo real e se passa oito vezes mais rápido obrigando o jogador a terminar toda a campanha em seis horas. Sempre que você salva o jogo no sofá isso significa que o seu personagem dormiu e portanto você perdeu algumas horas de jogo. Impressionante como conseguiram destruir uma idéia que era simplesmente tudo o que um jogador poderia querer: completa liberdade para matar zumbis em um ambiente free-roam.

5º Viva Piñata: Party Animals
É surpreendente como alguns jogos da nova geração nos impressionam e como alguns nos decepcionam. É mais surpreendente ainda que alguns jogos de consoles bem mais antigos do que a atual geração de video-games seja (ainda) melhores do que os jogos do mesmo estilo lançados hoje em dia. Para mim é o caso de Mario Party que no Nintendo 64 era imbatível como a melhor opção para jogar com os amigos em casa em um jogo que emulava perfeitamente o divertimento dos antigos jogos de tabuleiro. E hoje que o Xbox 360 e Playstation 3 estão aí representando a mais moderna tecnologia de entretenimento qual o melhor jogo da atualidade para se jogar com os amigos? Mario Party do Nintendo 64. Aí entraram as minhas expectativas de que Viva Piñata poderia finalmente atingir esse tão esperado objetivo. Novamente a premissa era extremamente interessante: uma junção de Mario Kart com Mario Party no qual quatro jogadores competiriam entre si em mini-games variados e ao final de cada rodada disputariam uma corrida. Como eu disse a idéia era promissora, já a execução... O problema todo do jogo é a dificuldade, obviamente direcionado ao público infantil o jogo exagera na simplicidade e qualquer expectativa de diversão saí voando pela janela. É realmente ridículo tentar jogar esse jogo caso você não esteja com mais três amigos para jogar e algum de vocês tenha mais de dez anos de idade. E convenhamos quantas vezes você já viu quatro crianças de menos de 10 anos jogando Xbox 360 juntas e tranquilas?

6º Pes 2010
Eu nunca fui muito fã de futebol e raramente via alguma graça em jogar o jogo a não ser que fosse com um amigo, isso mudou bastante quando eu comecei a jogar Fifa 10. No entanto logo que eu comprei o Xbox 360 ainda havia uma discussão ferrenha sobre qual o jogo seria melhor. Muita gente falava que Fifa era superior mas também muita gente falava que o bom e velho Winning Eleven (agora Pes) era o melhor. Para tirar a dúvida acabei comprando os dois jogos. Enquanto Fifa 10 me reconquistou no que se refere ao mundo do futebol o Pes foi responsável por eu jogar uma partida de futebol e nunca mais colocar o disco do jogo no console de novo. Os defeitos não são tão grandes mas são significativos para mim. Primeiro o jogo tem uma movimentação e jogabilidade que ficam muito abaixo do Fifa 10. Depois não havia o time do Grêmio e como bom Gremista jogar com  o meu time seria algo essencial. Como se isso não fosse bastante o cada vez mais grave problema do Pes estava mais do que presente: a falta de licenciamento dos principais times e jogadores torna toda a experiência frustrante e com um ar de decepção.

7º Prototype
Prototype é um jogo quase legal. Ele trata de uma personagem vitíma de testes do militares que adquiri superpoderes enquanto a ilha de Manhattan enfrenta uma crise causada por um vírus que transforma seus habitantes em monstros sanguinários. O legal do jogo é correr pelos telhados da cidade, escalar os prédios e dar pulos gigantescos. O "legal" do jogo acabai aí. A história é rasa, a ação confusa, os gráficos médios e o cenário horrível. É tão bacana ver cidades tão bem reconstruídas como em jogos como Máfia 2 e GTA IV que ver a pobreza de detalhes do cenário de Prototype é legitimamente frustrante.  Mas não é só esse o problema de Prototype, em tempos de personagens bem construídos e cativantes Alex Mercer, o protagonista do jogo, é tão chato, raso e inconsistente que não há como desenvolver qualquer empatia com o personagem. Em uma época em que a tecnologia permite que tenhamos protagonistas tão cativantes como Ezio de Assassin's Creed ou o completamente customizáveis como Comandante Shepard de Mass Effect, ter um protagonista que não emplaca não ajuda em nada.


8º Super Street Fighter IV
 SSFIV foi um jogo decepcionante para mim, mas eu tenho que admitir que a culpa foi completamente minha. De alguma forma eu comecei a esperar que Street Fighter fosse se tornar em algo diferente do Street Fighter do SuperNes. Obviamente isso não aconteceu. Street é uma das poucas séries que consegue se manter viva ao longo dos anos oferecendo aos jogadores exatamente a mesma coisa que se apresentava no tempo do SuperNes com gráficos um pouco melhorados, só isso. Honestamente eu gostei muito de jogar Mortal Kombat Vs DC Universe e ouvi falar muita coisa ruim do jogo na internet, porém Street Fighter apresenta há uns 20 anos a mesma coisa e recebeu vários elogios. Como eu disse o jogo foi decepcionante para mim, mas a culpa foi toda minha por esperar que Street Fighter mostrasse algo que ainda não tivesse mostrado em sua interminável existência.

9º UFC Undisputed 2010
 Provavelmente o jogo mais injustiçado por estar nessa lista. Afinal, eu não apenas li críticas excelentes sobre o jogo como também escutei elogios de quase todos os meus amigos que tem Xbox 360 dizendo que o jogo era ótimo. Eu não achei nada de interessante nesse jogo e não pensei duas vezes em presenteá-lo a um amigo que o achou bem mais fascinante do que eu havia achado. Honestamente as lutas me pareceram repetitivas e a mecânica dos golpes pouco natural. Os controles me pareceram um pouco complexos e são eles que vou culpar por não ter vencido nenhuma luta. Talvez eu tenha uma inabilidade natural para jogos de luta mas o que conta para entrar nessa lista é ter me decepcionado e este jogo definitivamente o fez.

10º Far Cry 2 
 Eu demorei muito a admitir para mim mesmo mas a verdade é que Far Cry 2 me decepciona. E olha que o jogo é praticamente um jogo bom, na verdade ele quase é ótimo e erra por detalhe, mas um detalhe importante. Primeiro deixem-me dizer que o primeiro Far Cry (que eu joguei no PC) é excepcional, um dos melhores jogos que eu já joguei. O primeiro jogo tratava de um agente das Forças Especiais preso em uma ilha paradisíaca enfrentando um grupo de mercenários e diversos monstros frutos de experimentos genéticos. O segundo capítulo da série ignora totalmente a história do primeiro jogo e coloca você na pele de um mercenário na África que se envolve em um conflito entre guerrilhas que rapidamente se encaminha para uma guerra total enquanto procura um contrabandista internacional de armas. A mudança na história é original e bem-vinda. A escala do jogo é épica pois coloca você em um território enorme que pode ser completamente explorado dentro de uma perspectiva em primeira pessoa. A junção do modo "sandbox" com a visão em primeira pessoa é algo interessante. Há também uma excelente mecânica de combate no jogo e é possível por fogo em quase tudo até mesmo no mato e o fogo se espalha conforme a posição do vento podendo surpreender e matar inimigos. Há um foco no realismo do jogo. A munição é escassa, tiros não são fáceis de acertar, a câmera não muda quando se pilota um veículo, se mantendo continuamente em primeira pessoa, as armas continuamente travam e emperram, o personagem está infectado com malária e não pode correr pois fica cansado e precisa continuamente de medicação. Todos esses pontos são bem interessantes e eu realmente queria gostar desse jogo. Eu, de fato, já cheguei a jogar várias horas do jogo tentando me convencer de que ele é bom. Porém a verdade é que esse perfil realista do jogo é extremamente irritante. Esses "excessos" de realidade estão continuamente entrando no caminho da diversão quando se está jogando o jogo. A longo prazo isso não é apenas frustrante mas irritante também.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

FIFA 11 - O que mudou?

Essa semana eu recebi o FIFA 11, comecei a jogar e decidi comentar sobre as principais mudanças que eu notei no jogo. Apesar de eu normalmente só comentar sobre um jogo depois de terminá-lo, no caso do jogos de futebol isso significa terminar uma temporada como treinador já me satisfaz. Eu ainda pretendo fazer isso com o FIFA 11, mas por enquanto vamos as primeiras impressões. Afinal o que muda? Já na abertura (uma sequência do Kaka saindo do vestiário e indo em direção ao campo) o jogo pretende impressionar com os gráficos e passar um clima mais sério ou profissional se preferirem. Em seguida sou apresentado a uma tela onde o jogo explica que baseado nas minhas conquistas do FIFA 10 (identificado pelo save do jogo na memória do video-game) o jogo me sugere um nível de dificuldade adequado ao meu perfil. Em seguida eu esolho os botões padrões (e personalizações desejadas) dos controles do jogo. Como qualquer pessoa acostumada a jogar Winning Eleven pela última década eu faço as alteração colocando os botões na configuração clássica do PES e aqui uma surpresa. No FIFA 10 eu não consegui colocar o "carrinho" no mesmo botão do "chutão" e acabava colocando no botão do chute. Isso fazia com que seguidamente eu cometesse faltas de ataque enquanto tentava chutar uma bola em gol. No FIFA 11 eu consegui configurar o "carrinho" em seu local clássico e tudo parece ficar mais fácil. Os menus me pareceram mais diretos e reforçaram essa impressão geral de jogo mais sério. Os tutoriais evoluiram sutilmente, e ao que me parecem agora levam em consideração as alterações que você faz no início do jogo referente aos controles o que acaba ajudando bastante ao tentar se aprender os comandos mais avançados. Um ponto que me chamou a atenção foi a sensível melhora na trilha sonora, ainda que essa não tenha nenhuma música brasileira como acontecia no FIFA 10. É evidente que diversas definições do jogo foram mantidas do FIFA  WORLD CUP 2010, como a câmera padrão e o sistema de "postura" para bater pênaltis. Quanto a partida em si até agora o que mais me chamou a atenção foi um realismo bem maior no sistema de passes que claramente altera a perspectiva do jogo. Acabou aquele passe pingue-pongue onde o adversário não tem nem chance de pegar a bola. Uma real novidade, algo raro no que diz respeito aos jogos de futebol, é a possibilidade de se jogar com o goleiro, eu testei e posso dizer que das possibilidades de se jogar em uma posição específica foi a que mais me divertiu. Também verifiquei  a possibilidade de se colocar músicas próprias como canto de torcidas e hinos de time, não cheguei a testar mas a descrição me pareceu muito interessante. Quanto aos times brasileiros eu fiquei feliz ao verificar que a grande maioria dos times tem o escudo e uniformes oficias ao contrário do FIFA 10 onde muitos apresentavam equivalentes genéricos. Também me pareceu interessante que um dos modos carreira explora a possibilidade de ser o técnico do time ao mesmo tempo em que se controla um jogador específico durante as partidas. Novidades como e essa e uma sensível restruturação na mecânica do jogo demonstram que o pessoal da EA GAMES não ficou um ano se vangloriando de ter deixado o PES para trás e de fato trabalhou para nos apresentar um jogo enxuto e solidamente aprimorado.
Para mim a conclusão óbvia é que oficialmente eu estou aposentando o FIFA 10 e o substituindo por um produto de qualidade superior.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Red Dead Redemption

Já faz um bom tempo que eu deveria ter escrito uma avaliação de Red Dead Redemption, mas nunca é tarde para se fazer algo (pelo menos aqui no blog).
Bom, a minha expectativa sobre Red Dead Redemption começou bem antes do lançamento do jogo e antes mesmo de eu comprar o Xbox 360, eu assisti a trailers do jogo no you tube e fiquei extremamente impressionado com o conceito. Eu sempre fui fã de western spaghetti e ojogo parecia incorporar esses aspectos com perfeição. A ideia da liberdade do velho oeste ser incorporada a jogabilidade dos melhores sandbox é algo realmente especial. Foi de fato esse jogo que me fez querer comprar o Xbox 360. Eu sabia a data de cor e foi através desse jogo que eu percebi a relevância de poder ter um vídeo-game dessa nova geração. Poder ter acesso a um jogo logo após o seu lançamento mudou a minha expectativa drasticamente, se antes cuidávamos apenas as datas de lançamento de filmes e albúns hoje em dia o lançamento de um jogo aguardado cria uma antecipação tão grande quanto o maior dos blockbusters. Talvez eu deva dizer que essa antecipação seja até maior pois com essa nova geração de vídeo games não apenas temos uma afinidade maior com um jogo do que com um filme (baseada na interatividade e na expectativa de jogar pelo menos 10 horas), mas também temos roteiros e imagens de qualidade semelhante. Sendo assim eu comprei o vídeo-game e aguardei o lançamento. Esse é um daqueles raros casos em que uma grande expectativa é criada e ela não vai de encontro a um inevitável desapontamento. Tudo foi feito de maneira excelente no que diz respeito ao pré-lançamento de Red Dead Redemption, desde a campanha de marketing, que incluía extensas sequências de gameplay (e não apenas de cutscenes) até a ausência dos inevitáveis atrasos na data de lançamento.  O jogo em si é sólido e muito divertido. Desde o início os gráficos são impressionantes, com a movimentação de cavalos perfeita e uma iluminação impressionante (o pôr-do-sol é o mais bonito que eu já vi seja no cinema ou em vídeo-games). A parte técnica é tão competente quanto se esperaria de um jogo da Rockstar e apesar de um ou outro glitch (que não chegam a atrapalhar) o jogo é ótimo. Red Dead é o primeiro jogo que eu vejo como uma unanimidade para os usuários da nova geração de video-games. Mesmo aqueles mais difíceis de se agradar se renderam ao detalhismo e ação entregues pelo jogo.
 Obviamente, há falhas no jogo mas tenha certeza que elas não chegam a se fazer notar tanto quanto as suas qualidades. De qualquer maneira eu citaria a história e a música como dois exemplos. A história em si é muito bem aproveitada mas parte de uma premissa bem simples: John Marston, um fora-da-lei que deixou sua vida de crimes para trás é recrutado pelo governo (através do sequestro de sua mulher e filho) para dar cabo dos membros de sua antiga gangue. Como eu disse a história é muito bem aproveitada e os roteiristas conseguiram incluir várias críticas sociais nas entrelinhas da história conseguindo criar um jogo divertido e maduro com uma história revelando várias camadas em seu desenrolar e se mantendo relevante ao mundo atual, porém a premissa é tão básica que leva o jogador a se perguntar o que eles seriam capazes de desenvolver com uma história mais complexa. O background do personagem (família e filho) também tira um pouco da força do protagonista clássico dos westerns em que um pistoleiro solitário sem nada a perder se torna uma ameaça a um poder maior. Já a música não é fraca mas fica tão aquém do resto do nível excepcional do jogo que eu acabei preferindo substituí-la por clássicos de Enio Morricone (conforme eu indiquei em outro post).
A minha principal esperança e dúvida é se o gênero de Red Dead é algo que despertaria o interesse apenas por ser novidade ou se uma nova franquia, aos moldes de GTA, pode surgir desse excelente jogo.  

sábado, 31 de julho de 2010

Trilha Sonoras alternativas para Video Games

Bom, a minha lista de amigos que possuem XBox 360 foi recentemente aumentada com a inclusão do Parmalat e do Roberto. Agora já contamos  com o Michael (nosso fornecedor de jogos), Mano Menezes, Emerson, Roberto, Parmalat e eu (e talvez o Rafael, que compartilha a mesma geração mas tem um Play 3). Criada essa pequena comunidade informal na qual podemos conversar sobre os jogos e trocar dicas a respeito do console como um todo. Sendo assim aqui vai a minha dica para quem joga Xbox 360: Altere a trilha sonora dos jogos! Para mim, isso transformou jogos ótimos em inesquecíveis e melhorou (e muito) jogos medianos.
Como tocar as suas próprias músicas durante os jogos sem perder os efeitos sonoros?
Extremamente simples. O Xbox 360 tem como opção padrão no seu menu a "Biblioteca de Músicas", então é só você colocar um pen drive em uma das entradas usb do console e ir em "Biblioteca de Músicas" e colocar para tocar. Detalhe importante: acerte o volume que você quer aqui, pois as configurações de música do jogo não afetarão o volume da música mais, então se você tentar baixar a música durante o jogo não vai conseguir.
Bom, uma vez que sabemos como fazer eu vou dar algumas dicas de trilha sonora alternativas que eu usei e que eu achei que simplesmente mudaram a experiência de jogo completamente. Vou tentar dar algumas dicas de onde baixar com alguns links e tal, mas caso eu não deixe o link procure nesses dois sites: Avax e The Pirate Bay. O Avax é bem direto e tem várias divisões e tal, eu já deixei o link na área de trilhas sonoras mas você pode alterar. Quanto ao The Pirate Bay, ele é simplesmente o site de torrent mais usado no mundo então não precisa dizer muita coisa. O The Pirate Bay vai precisar que você utilize um programa de torrent para baixar, eu sugiro o UTorrent, mas você pode utilizar outros. Bom, vamos lá:

RED DEAD REDEMPTION:
A princípio a trilha sonora de Red Dead Redemption não é fraca e cumpre a sua função, ela é leve e remete aos bons filmes de faroeste. Porém eu comecei a frequentemente desgostar dela quando ela tentava atingir um clima tenso. Nesses momentos a música se tornou apenas chata. Isso acontece principalmente quando você vai para o território de West Elizabeth e quando joga com Jack.Para esse jogo eu sugiro a trilha de "O Bom, O Mau e O Feio" e de "Era Uma Vez No Oeste" ambas de Enio Morricone. Elas deixam o jogo mais bonito e dão uma sensação mais épica  a ele.


JUST CAUSE 2:

O meu problema com a trilha sonora de Just Cause 2 é que ela é cafona não se leva a sério e torna o jogo mais simples. Todos esses problemas são resolvidos quando decidimos colocar qualquer coisa dos Rolling Stones para tocar (especialmente "Sympathy for the Devil") essa mudança mantém o clima alegre do jogo e o deixa mais sério. Torna até o personagem principal em alguém mais sério e agradável e não o arremedo de espião que a trilha original faz você perceber. Se alguém quiser um clima mais sombrio e sério ao jogo, o que também é ótimo eu sugiro "Casino Royale" de David Arnold, "Con Air" de Mark Mancina/Trevor Rabin e "Die Hard" de Michael Kamen.

MASS EFFECT E MASS EFFECT 2
Mass Effect é o ápice da ópera especial. É o Star Wars do XBox 360 e apropriadamente a sua continuação é tão boa quanto "O Império Contra-Ataca". Nada mais apropriado do que jogar o jogo ouvindo o bom e velho John Williams na trilha sonora da trilogia clássica de Star Wars. Eu também sugiro jogar no meio um pouco de Hanz Zimmer em "The Rock" e James Horner com "Star Trek II - The Wrath of Khan", agora se você quiser tornar esse o melhor jogo de todos os tempos coloque "Star Trek" de Michael Giacchino.

PRINCE OF PERSIA: THE FORGOTTEN SANDS
Bom, Prince of Persia foi um pouco mais complexo pois em questão de poucos segundos minutos você troca radicalmente o foco da ação de escaladas para o combate ou a utilização de poderes no tempo certo. Para acompanhar essa mudança radical no estilo do jogo a cada poucos segundos eu sugiro o cd "Nemesis CD 1" da produtora "Two Steps From Hell". Ele é especialmente produzido para ser utilizado em trailers de filmes e tem uma execução extremamente dinâmica e emocionante. Outra opção seria a trilha sonora oficial do filme "Princípe da Persia: As Areias do Tempo".
Obviamente há os jogos para os quais eu não recomendaria nenhuma alteração na trilha sonora, pois ela já é ótima e extremamente adequada ao clima do jogo, como por exemplo "Call Of Duty: Modern Warfare 2" e "Assassin's Creed II". 
Bom esses foram os jogos que eu testei e aprovei com trilhas sonoras alternativas. Assim que eu jogar mais eu posto mais indicações de mais trilhas.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Top 10 Músicas para fazer sexo

Bom eu adoro trilha sonoras e queria escrever algo a respeito, então eu estava pensando em postar algo como as melhores trilhas sonoros orquestradas para acompanhar a leitura de determinados livros ou quadrinhos. Ou então as melhores trilhas sonoras para substituirem a trilha original de video-games. Porém cheguei a conclusão que o mais instintivo, rápido, engraçado e interessante (pelo menos para mim) seria postar a minha indicação de trilha sonora para a melhor atividade de todos os tempos: sexo!
Bom, ai vai a minha playlist:


10 - Original Fire (Audioslave)


9 - Barracuda (Fergie)



8 - New Situation (The Stereotypes)



7 - Cocaine (Eric Clapton)



6 - Rock and Roll (Poets and Pornstars)



5 - Sympathy for the Devil (Rolling Stones)



4 - Back in Black (AC/DC)



3 - Sweet Dreams (Are Made of This) (Eurythmics)



2 - Red House (Jimi Hendrix)



1 - Let's Get It On (Marvin Gaye)

domingo, 21 de março de 2010

Groover Séries - Band of Brothers


Gostei de postar a respeito dos jogos que eu vou virando e me animei com a idéia de postar a respeito de séries que eu fosse "virando", ou seja olhar desde o piloto até o "Series Finale". Apesar de já ter olhado muitas séries percebi que assistir uma série do ínicio ao fim é uma tarefa hérculea e acho que só fiz isso com algumas minisséries. Bom de qualquer forma eu sei de uma muito boa que eu assisti (uma minissérie na verdade) e que serve para abrirmos os trabalhos nesse novo tópico: Band of Brothers. Eu não assistia a essa série a dois anos e consengui comprá-la de barganha em uma locadora que está fechando no calçadão de Cachoeirinha. Paguei apenas R$ 20,00, pesquisei na internet e descobri que o box idêntico ao que eu comprei custa nada menos do que R$ 100,00. Bom, muito satisfeito com a minha compra eu pude assistir novamente as aventuras da Companhia Easy durante a última grande guerra. A série foi produziada juntamente com O Resgate do Soldado Ryan e conta com a produção de Steven Spielberg e Tom Hanks. Com essas ótimas credenciais é de se esperar que a série seja realmente muito boa, mas na verdade ela é ótima.
Esse é a primeira obra sobre a segunda guerra que me passa a real idéia sobre o que era necessário fazer. Enquanto A Lista de Schindler retrata o horror do nazismo Band of Brothers mostra os horrores pelos quais os soldados passavam em busca do que era certo. Como eu ouvi uma vez alguém dizer: "Essa foi a última guerra na qual apenas um dos lados estava certo."
A série revelou alguns atores que apesar de não serem jovens eram pouco conhecidos e mereciam uma melhor atenção como o irmão mais velho de Mark Whalberg, Donnie e mostrou que David Schwimmer pode ser um ator sério.
Quanto a história da série em si, ela acompanha a Easy desde seu treinamento até o fim da guerra, passando pelo impressionante dia D, a famosa operação "Market Garden", a dramática Batalha do Bulge e concluindo no esconderijo pessoal de Hitler o "Ninho da Águia".
Só a apresentação da série já me emocionava e o box contava com as duas melhores taglines de todos os tempos:
"Havia um tempo em que homens comuns tinham que fazer coisas extraordinárias".
"Eles contavam uns com os outros. O mundo contava com eles".

A personalidade de cada um dos ínumeros soldados da companhia é desenvolvida e cada um deles recebe a merecida reverência, enquanto se assiste a série é possível nota a motiação de cada um e a perda dos que morrem durante o combate.
Cada episódio começa com depoimentos reais de veteranos da companhia Easy que lutaram nas batalhas mostradas no série, esse ínicio é eficiente e genuinamente emocionante.
Uma qualidade à parte é a excepcional trilha sonora de Michael Kamen, infelizmente falecido pouco tempo depois. Na minha opinião ela rivaliza com a do próprio John Williams para o Resgate do Soldado Ryan.
Desde o lançamento da série Spielberg e Hanks sempre mencionaram seu desejo de fazer uma minissérie irmã, no mesmo formato, sobre o cenário da guerra no Pacífico. Depois de longos 9 anos de espera a série finalmente foi lançada nos Estados Unidos e deve chegar ao Brasil em Dvd (ou pelo Pirate Bay) em pouco tempo.
Concluindo Band of Brothers não é apenas a melhor minissérie de guerra de todos os tempos é também a melhor série com "ensemble cast" e um marco na história das minisséries no mundo.
Não é a tôa que depois de tanto tempo sem ver meu pai, que adora filmes de guerra e westerns, eu decidi dar Band of Brothers de presente a ele. De fato, uma série única.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Elevação.

Mais um texto do "Teorias", me desculpem aqueles que não gostam do meu "revival" de textos antigos, mas eles são como filhos bastardos e deixá-los presos no ostracismo é como ter a oportunidade de levá-los a faculdade e não fazê-lo. Particularmente esse texto ganha uma novo sentido para mim agora que posso colocar junto a cena que me inspirou...

Ps: Eu continuo sem assistir "Quase Famosos", ele ainda está na lista de filmes que são especiais demais para que eu os assista levianamente, outra hora eu falo mais sobre essa lista.



"Acabei de por para tocar "Tiny dancer", a música têm 6 minutos e 15 segundos, esse é exatamente o tempo que eu tenho para me convencer de que tudo está bem, a melodia sempre me trouxe a verdade sobre o sentido da vida. A associação vem de uma cena do filme "Quase famosos", que eu nunca assisti pois não quero vê-lo levianamente, na cena o sentido da vida é explicado em duas frases. Evidente que a idéia não é explicada no filme dessa forma, mas eu assim que a ouvi soube que aquela era a grande explicação que eu procurava. Fico satiafeito em transmitir a qualquer um que gaste seu precioso tempo lendo isso que saber o sentido da (sua) vida não muda nada. Mas faz toda a diferença. Exato. Um grande "Ohhhh" sem sentido algum. Então vamos nos apegar nos pequenos momentos que ninguém pode nos tirar , se existe alguma coisa que as minhas derrotas me trouxeram foi isso... "os pequenos momentos valem mais"
Fim da música. "

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Livros que Mudam a Vida - Zombie Survival Guide

Zombie Survival Guide - "Não saia matando zumbis sem ele"!

Como meu primeiro testemunho de livros que mudam a vida eu escolhi esse absolutamente indispensável lançamento. Fiz uma pequena pesquisa e apesar de eu ter pensado no título do post descobri que há uma lista na Amazon "Top 10 Life Changing Books", entre eles "A Sabedoria da Humanidade" e "Ghandi Essencial - Uma antologia de seus escritos sobre sua vida, obra e idéias", mas o meu livro escolhido para o primeiro post desse novo tópico é "Zombie Survival Guide" ou "Guia de Sobrevivência Zumbi". Com certeza um livro que muda a vida. Primeiro vamos esclarecer qual a relevância desse livro para mim. Umas das minhas fantasias recorrentes (juntamente com ser transportado para o universo de Star Trek ou ir para em uma ilha deserta com a Silvia Saint, ou ainda ser o único sobrevivente de um desastre em massa) é que o mundo seja assolado por zumbis mortos-vivos comedores de cérebro. Porquê? Ínumeras vantagens:
1. Não é necessário trabalhar. Claro você ainda tem que procurar por alimento e proteção, mas se você der a sorte de ter alguns amigos sobreviventes será praticamente como "dar uma banda radical com a galera".
2. Podemos atirar em pessoas! Melhor ainda são pessoas mortas e que estão tentando te devorar ou seja nenhum dilema moral. É só mandar bala!
3. Saques! Com os mortos levantando dos túmulos lá se vai a ordem mundial pela janela e o caos entra chutando a porta da frente! É cada um por si. Aquela jaqueta legal da vitrine que custava R$ 600,00 agora custa um tijolo na vitrine. Aquela Kawasaki linda que jamais seria sua? É só sair andando. Tudo é claro "confiscado" para ajudar na luta contra os zumbis.
Eu poderia continuar com mais motivos mas esses já são o suficiente para me convencer a trocar a humanidade por uma infestação de zumbis. E é justamente aí que entra o importantíssimo "Zombie Survival Guide", informações sobre como transformar sua casa em uma fortaleza anti-zumbis, as melhores formas de atacar, se defender, táticas de sobrevivência e uma série de informações sobre a fisiologia dos mortos-vivos. Isso sem falar é claro, no imensurável valor jornalístico de todos os casos registrados de ataques de zumbis no decorrer da história començando em 60.000 AC em Katanga na Africa Central até 2002 na cidade de Saint Thomas nas Ilhas Virgens.

 
Claro há as 10 lições mais importantes do livro:
1º - Se organize antes que eles le levantem.
2º - Eles não sentem medo, porque você deveria?
3º - Usa a cabeça - corte fora a deles.
4º - Lâminas não precisam ser recarregadas.
5º - Proteção ideal - Roupas apertadas, cabelos presos.
6º - Suba as escadas e depois destrua-as.
7º - Sai do carro, suba na moto.
8º - Fique em movimento, fique abaixado, fique em silêncio, fique alerta!
9º - Nenhum lugar é seguro, apenas mais seguro.
10º - Os zumbis podem ir embora, mas a ameaça permanece.
O guia ainda conta com diversas páginas em branco onde você pode registrar o seu diário de lutas contra os mortos no evento de uma inevitável infestação de zumbis.
Nota pessoal: O guia contém uma timeline dos sintomas da infestação do vírus no seu organismo o que o torna especialmente assustador se você está lendo ele com uma gripe forte e mal-estar. Seguindo o relato por pelo menos 5 horas você pode ficar na dúvida sobre estar com pneumonia ou estar se tornando um morto-vivo.
Hora 1- Dor e descoloração da área infectada. Coagulação imediata do ferimento.
Hora 5- Febre entre 37°c e 40°c. Calafrios, demência leve, vômito, e dor aguda nas articulações.
Hora 8- Dormência de extremidades e da área afetada , forte febre entre 41°c e 42°c. Forte demência e perda da coordenação muscular.
Hora 11- Paralisia dos membros inferiores, dormência no corpo todo, batimento cardíaco enfraquecido.
Hora 16- Coma.
Hora 20- Ataque cardíaco e término de todas as funções cerebrais.
Hora 23- Reanimação.
Dica de trilha sonora para leitura: Bram Stoker's Dracula: Original Motion Picture Soundtrack e
Underworld: Rise of the Lycans Soundtrack

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Trilhas sonoras

Meu primeiro texto no qual mencionei a Guiomar, escrevi em 23/05/05 e ela é a pessoa que sempre me lembra da trilha sonora da Felicity e de alguma forma da personagem em si... Bom nessa época ela não queria absolutamente nada comigo e hoje já estamos juntos há dois anos...


Acabo de perceber a semelhança que existem entre os meus relacionamentos e as trilhas sonoras que tanto me fascinam. Várias delas me emocionam, me animam , mas é só eu me afastar ou apertar "stop" e tudo se transforma uma tênue lembrança.
Agora tenho mais tempo para escutá-las enquanto trabalho, na rádio do terra, mas assim como alguns dos meus relacionamentos existem aquelas que vêm com o seguinte aviso "você só pode ouvir 30 segundos de cada música"...acho que a Luciane veio com esse aviso e eu não li. Existe um filme chamado "Por uma noite apenas", com o Wesley Snippes, acho que essa seria a trilha ideal, para ela. A trilha de Missão Impossível 2 se aplicaria bem com a Ariane, pelo menos a parte alegre. Afinal ela pode decepcionar um cara e ainda deixá-lo feliz..."Don Juan de Marco" seria bom para a Veridiana, afinal ela tinha personalidade. Que tal a trilha de "O Ipério Contra-Ataca" para a Mirlayne? Claro isso já é piada...e eu me dispus a escrever um texto sério. Por que eu me dispus a isso? Talvez o desejo de deixar tudo para trás, escolher uma última trilha, a derradeira trilha...por mais poético que isso seja sei que não é a verdade, mas o que é a verdade? A verdade do futuro , nada mais é do que os desejos e idéias que eu tenho agora...e por mais improvável que pareça neste momento todas as minhas intenções e desejos são verdadeiros, afinal com raras excessões eles sempre foram. Por quê? Porque sempre que eu enganei alguém , e sim eu enganei muitas pessoas, eu estava enganando a mim mesmo...Bom de qualquer forma eu estou escutando a trilha sonora de "Felicity", quem diria? E sabe eu estou gostando...me lembra dessa pessoa...uma pessoa bacana, é bom passar algum tempo com ela. Suave, ameno, tranquilo...Suave é bom, suave é muito bom.
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