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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Amálgama da Repercussão e da Inspiração Equivocada (no Trabalho)

Dia desses eu estava conversando com uma colega de trabalho e começamos a falar sobre a repercussão do que falamos (e curtimos) no facebook. Isso me levou a pensar no que seria o post mais inadequado possível (ainda que indireto) a ser publicado aqui no blog e compartilhado no facebook.
Pesquisei e logo a ideia de frases criticando o emprego (como instituição humana) me pareceu a mais adequada. Felizmente para a minha vida, e infelizmente para a minha inspiração para o blog, a minha satisfação profissional nunca esteve tão alta. Porém decidi seguir adiante com a ideia já que alguns dos meus leitores podem se identificar com o conceito.
O interessante é que depois de alguns minutos de pesquisa sobre frases relevantes, perspicazes e negativas em relação ao trabalho eu comecei a sentir uma gradativa, porém constante, insatisfação com a minha vida profissional e fiquei surpreso e intrigado. Precisei dar um passo atrás no meu raciocínio para poder considerar a questão e chegar a conclusão de que esse não era o meu sentimento real, de fato, eu estava satisfeito comigo profissionalmente porém havia sido rapidamente influenciado pelos conceitos e idéias expostos nessas frases "anti-trabalho".
A influência de determinadas idéias, e principalmente os sentimentos causados por elas, são tão intensos quanto efêmeros. Por um sentimento que durará horas mudamos nossas vidas irremediavelmente.
Antes que eu possa parecer inconstante eu devo revelar que onde eu mais vi isso acontecer até hoje é no ambiente de trabalho. Me ocorreu que talvez eu tenha visto isso ocorrer na mesma frequência em diversas áreas da vida e não apenas no trabalho, mas essa impressão permaneceu porque é no trabalho que isso se sobressai mais.
Em nossas vidas privadas somos crianças, levemente mais contidos do que animais. Animais sádicos diga-se de passagem e todos os que não são assim, são absolutamente e irreversivelmente monótonos.
Mas quando vamos ao trabalho em nosso ritual diário colocamos nossas personalidades adultas e passamos a utilizar nossa máscara social.
Eu não sou um reacionário e não tenho absolutamente nada contra esse cinismo necessário. Acreditem, na verdade eu sou um entusiasta dele.
O que eu acho interessante observar, é quando nossa criança interior rompe essa farsa e se coloca exposta a vista de todos e o único ambiente no qual isso é irreconciliável com a realidade é no trabalho.
Amalgamando essas questões, a repercussão do que é dito, a influência de ideias negativas e a natureza de nossa relação com o trabalho, eu sou obrigado a considerar o poder da inspiração equivocada.
Pessoas plenamente satisfeitas com algo podem se descobrir necessitando de coisas absolutamente desnecessárias, insatisfeitas com algo plenamente satisfatório ou mesmo arrependidas de decisões sábias baseadas na influência equivocada causada por um conselho descabido, uma propaganda tendenciosa ou um post ardiloso.

"Era verdade que eu não tenho muita ambição, mas deve haver um lugar para as pessoas sem ambição, quer dizer, um lugar melhor do que o normalmente reservado. Como diabos um homem pode gostar de ser acordado às 6h30 por um despertador, pular da cama,  se vestir, se alimentar forçadamente, ir ao banheiro, escovar os dentes e cabelo, e lutar contra o tráfego para chegar a um lugar onde essencialmente você fez muito dinheiro para outra pessoa e é obrigado a agradecer a oportunidade de fazê-lo?" Charles Bukowski

"Uma das coisas mais tristes é que a única coisa que um homem pode fazer durante oito horas por dia, dia após dia, é trabalho. Você não pode comer oito horas por dia, nem beber oito horas por dia, nem fazer amor por oito horas, tudo que você pode fazer durante oito horas é o trabalho. Essa é a razão de por que o homem faz de si mesmo e de todo mundo ao seu redor tão miserável e infeliz. " William Faulkner

"Eu vejo todo esse potencial, e vejo esbanjamento. Caramba, toda uma geração de frentistas e garçons, escravos com golas brancas. A publicidade nos faz perseguir carros e roupas, trabalhando em empregos que odiamos para que possamos comprar merdas que não necessitamos. Nós somos os filhos do meio da história, homens sem nenhum propósito ou lugar. Nós não temos nenhuma Grande Guerra, ou Grande Depressão. Nossa grande Guerra é a espiritual ... nossa Grande Depressão é nossas vidas. Nós fomos criados na frente da televisão para acreditar que um dia seríamos todos milionários e deuses do cinema e estrelas do rock. Mas nós não seremos. E nós estamos aprendendo lentamente esse fato. E estamos muito, muito irritados. " Tyler Durden

"O trabalho é o refúgio de pessoas que não têm nada melhor para fazer." Oscar Wilde

"E se eu lhe dissesse que insano é trabalhar 50 horas por semana em algum escritório durante 50 anos, e no final eles te mandam embora;  e você acaba em alguma clinica geriátrica esperando para morrer antes de sofrer a indignidade de tentar  chegar ao banheiro a tempo? Será que você não considera isso loucura?" Garland Greene

"Todos os trabalhos pagos absorvem e degradam a mente" Aristóteles

"Devemos acabar com a noção absolutamente enganadora de que todo mundo tem de ganhar a vida. É um fato hoje que um em cada dez mil de nós pode descobrir um avanço tecnológico capaz de sustentar todo o resto. A juventude de hoje está absolutamente certa em reconhecer este absurdo de "ganhar a vida". Continuamos inventando empregos por causa dessa falsa ideia de que todo mundo tem de ser empregado em algum tipo de trabalho penoso, porque, de acordo com a teoria darwiniana malthusiana ele deve justificar seu direito de existir. Portanto, temos inspetores de inspetores e pessoas fazendo instrumentos para inspetores inspecionarem inspetores. O verdadeira negócio de pessoas deve ser o de voltar para a escola e pensar sobre o que quer que fosse que eles estavam pensando antes que alguém vir e dizer-lhes que tinha de ganhar a vida."
R. Buckminster Fuller

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Um Violinista no Metrô


Um homem sentou em uma estação de metro em Washington DC e começou a tocar violino, era uma manhã fria de janeiro. Tocou seis peças de Bach por cerca de 45 minutos. Durante esse tempo, já que era hora do rush, calcula-se que milhares de pessoas passaram pela estação, a maioria deles a caminho do trabalho.

Três minutos se passaram e um homem de meia idade percebeu que o músico estava tocando. Ele diminuiu o ritmo e parou por alguns segundos e depois correu para atender sua agenda.

Um minuto depois, o violinista recebeu seu primeiro dólar: uma mulher jogou o dinheiro no caixa e sem parar continuou a andar.

Poucos minutos depois, alguém se encostou na parede para ouvi-lo, mas o homem olhou para o relógio e começou a andar novamente. Claramente, ele estava atrasado para o trabalho.

O único que prestou a maior atenção foi um menino de 3 anos de idade. Sua mãe puxava-o pela mão, mas o garoto parou de olhar para o violinista. Finalmente a mãe pressionou e a criança continuou a caminhar virando a cabeça o tempo todo. Essa ação foi repetida por vários outros filhos. Todos os pais, sem exceção, forçaram-nos a seguir em frente.

O músico já tocava há 45 minutos e apenas 6 pessoas haviam parado e escutado por um tempo. Cerca de 20 deram-lhe dinheiro, mas continuaram a andar em seu ritmo normal. Ele recebeu US$ 32. Quando ele terminou de tocar o silêncio tomou conta, ninguém percebeu. Ninguém aplaudiu, nem houve qualquer reconhecimento.

Ninguém sabia disso, mas o violinista era Joshua Bell, um dos melhores músicos do mundo. Ele havia tocado uma das músicas mais complexas já escritas com um violino que vale 3,5 milhões de dólares.

Dois dias antes de sua apresentação no metrô, Joshua Bell lotou um teatro em Boston e os assentos custavam em média US$ 100.

Esta é uma história real. Joshua Bell tocar incógnito na estação de metro foi uma ação organizada pelo Washington Post como parte de um experimento social sobre o gosto, percepção e prioridades das pessoas. Os contornos foram: em um ambiente comum em uma hora imprópria: Não percebemos a beleza? Não paramos para apreciá-la? Reconhecemos o talento em um contexto inesperado?

Uma das conclusões possíveis a partir desta experiência pode ser:

Se não temos um momento para parar e ouvir um dos melhores músicos do mundo tocando a melhor música já escrita, quantas outras coisas que estamos perdendo?

Fonte: http://urbanlegends.about.com/od/music/a/violinist_metro.htm

Ps: Para mim a parte mais importante e triste são as crianças percebendo a música e querendo escutar e as mães e pais as puxando e impedindo-as. Isso diz muito sobre como somos e como pensamos.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

WikiLeaks - Rei Saudita fuma muito, recebe injeções de hormônios e usa Viagra excessivamente

Há algum tempo atrás tomei conhecimento do Wikileaks e achei o conceito fantástico. Liberar documentos secretos de governos, normalmente evidenciando maracutaias ou más intenções e um ou outro embraço diplomático parecia interessante e audaz. Depois disso veio o "fenômeno Assange". Eu prefiro não tomar parte no assunto mas com certeza me parece suspeito que o homem responsável pelo maior furo de informações governamentais do mundo seja convenientemente acusado de estupro poucas semanas depois de o Wikileaks começar a pegar pesado no governo americano. Pois muito bem, um dos videos divulgados pelo Wikileaks que eu primeiro tomei conhecimento foi o "Collateral Murder" que mostra um ataque americano que indiscriminadamente mata um grupo de iraquianos armados, civis (entre eles crianças), e dois jornalistas da Reuters.


Depois disso eu não acompanhei mais as manchetes sobre o Wikileaks, até entrar no Twitter há umas duas semanas atrás. Infelizmente o trabalho nobre que até então eu imaginava vinha sendo realizado por Assange e seus seguidores acabou se transformando em algo que se assemelha mais a uma revista de fofocas do que a um local que luta pela liberdade de informação.

Abaixo segue um conteúdo liberado essa semana que trata de informação americana sobre o Rei da Arábia Saudita:

"Um médico ocidental cujos deveres profissionais freqüentemente incluem consultas com membros da família real Saudita compartilhou com DCM em 11 de julho. Informação pessoal adquirida sobre o rei saudita Abdullah bin Abdulaziz de arquivo médico pessoal, incluindo a idade verdadeira do rei Abdullah e uso atual de medicação. Este médico foi chamado para realizar tratamento médico de rotina para uma das esposas do rei (ele tem quatro). Após a chegada, o clínico real acidentalmente entregou a este médico o arquivo médico do rei ao invés da esposa que ele estava a tratar, dando-lhe a oportunidade de rever o histórico médico pessoal do rei Abdullah.


2. (S / NF), refere-se que o Rei Abdullah tem 92 anos de idade (nascido em 1916), ele continua a ser um fumante inveterado, recebe regularmente injeções de hormônio e "usa Viagra excessivamente." o SAG sempre manteve qualquer informação pessoal dos membros da família real sigilosa, incluindo não fazer declarações públicas sobre a idade de um indivíduo.

3. (S / NF) COMMENT. Boatos indicavam a idade do rei entre 82-87. Ele é de fato mais velhos se esta informação é correta. O rei mantém uma agenda cheia de reuniões de trabalho uma variedade de líderes internacionais e ativamente envolvidos na administração dos assuntos do Reino. Nós, mais recentemente, vimos Rei Abdullah, há algumas semanas (Reftel), onde ele estava bastante jovial e animado, e parecia saudável. Da mesma forma, espera-se que ele esteja presente ativamente na próxima Conferência para o Diálogo Inter-Religioso, que ele organizou, marcada para Madrid em 16 de julho. Esta informação médica fornece alguns detalhes para a saúde do rei e da longevidade, e é fornecido a Washington para análise adicional."

domingo, 21 de março de 2010

Declaração para Renata...


Ao revisitar a minha história no orkut lembrei que por algum tempo tive um grande contato virtual com a Renata Canzi, que era amiga da Alice, com quem eu também conversava bastante, que era colega de faculdade do Derek. Aparentemente a faculdade do Derek rendeu bons contatos para mim. Enfim, as conversas com a Renata sempre foram agradáveis e infelizmente nunca nos encontramos, porém ela elogiava meus textos e um dia ela pediu para que eu escrevesse uma declaração de amor como se eu fosse apaixonado por ela. Aceitei o desafio e escrevi o texto ouvindo "I Don't Want To Miss A Thing" do Aerosmith. Ao invés de uma declaração de amor falsa decidi romantizar nosso improvável encontro.
Eu admito que o texto é piegas e romântico, mas eu não pude evitar. Como nunca realmente escrevi esse tipo de texto para alguém tenho um certo orgulho nele.
Se alguém se interessar em lê-lo por favor o faça ouvindo a "I Don't Want To Miss A Thing", obviamente a letra não tem qualquer relação com o texto, apenas acho que a melodia casa perfeitamente com o clima do texto.

"Eu estava pensando em ir até Garibaldi para conhecer uma garota, antes de partir comecei a pensar em como eu gostaria que fosse essa viagem. Mas que inspiração que uma fria e solitária noite de inverno poderiam trazer para alguém que busca o calor da companhia? De fato não foi a noite a inspiração responsável pelo pensamento...Nem ao menos o frio que nos faz procurar por um coração afável para nos aquecer do egoísmo e da solidão. A inspiração veio de um sorriso.Um sorriso estático é verdade, mas ainda sim um belo sorriso...
O frio em meus pés, fez com que eu acordasse com um calafrio...a poltrona do ônibus é confortável, os vales que desenham a estrada formam uma paisagem agradável. Mas eu me sinto irrequieto. Por que? A minha mente insiste em questionar. Por que se afastar de um lugar conhecido e me lançar em uma aventura pueril em algum local distante? A resposta não reside em minha mente, talvez repouse no fundo da minha alma. Mas com certeza uma das respostas é aquele belo sorriso na tela do meu computador...O ônibus segue seu caminho, cruzamos uma ponte e eu me pergunto se quando eu cruzá-la novamente, na direção contraria, estarei apaixonado.
Eu sussurro seu nome. Sua imagem se forma na minha mente, suas mãos molhadas pela água da chuva. Seus olhos me lembram do oceano, podendo ser a minha salvação ou a minha ruína final...mas no fundo desse olhar reside alguma verdade e certamente uma felicidade , que quem sabe possa ser compartilhada. Eu penso em seus momentos de alegria e seu leve embaraço em nossas cínicas e agradáveis conversas. Suas reações , que quisera eu ter frieza para avaliar, mas não posso, pois essa necessária frieza é dissipada pelo entusiasmo da sua presença. Assim como é dissipada a névoa da estrada pelo sol, que traz certa esperança em nosso encontro. Por leves momentos você ou ao menos a idéia do seu ser toma conta do meu corpo. Os meus sentidos desejam apenas você e nada mais...A sensibilidade de minhas mãos deseja nada mais do que sentir a suavidade do seu corpo, o meu olfato não será saciado por nada além do seu perfume e a única sensação que meus lábios querem sentir é o beijo ainda não dado...
Todas as minhas duvidas somem...e existe apenas um espaço de tempo no qual eu desejo existir. Esse momento é justamente quando eu te envolver em meus braços e der o seu primeiro beijo, pois pode acreditar que até eu te beijar, você ainda não foi beijada de verdade...Eu começo a planejar em como será nosso encontro, eu deveria descer do ônibus e lá estaria você, eu caminho em sua direção e você deveria sorrir, eu diria algo simpático e uma boa e singela impressão teria sido construída. Parece bom?
Talvez não o suficiente. Mas eu abro meus olhos novamente e ainda falta algum tempo antes de te encontrar. Novamente a lembrança do seu bom humor me faz sorrir sozinho, terei imaginado corretamente sua risada linda e sua displicente gargalhada? Eu me sinto sereno, enquanto a chuva que molha o vidro toma o lugar da neblina como elemento charmoso da viagem.
Finalmente o ônibus entra na cidade e enquanto faz seu tortuoso caminho em direção ao meu destino, eu penso em como tudo o que pensei é abstrato e piegas, e por um momento eu penso em renegar tudo. Considero se fui longe demais... É justamente nesse momento que vejo você pela janela do ônibus...e novamente todas as minhas duvidas somem.
A chuva cai de um céu acinzentado e profético. Eu desço os pequenos degraus e olho para você... a chuva que molha as minhas mãos é a mesma que molha o seu rosto, e eu sempre esperei por isso. Eu caminho em sua direção decididamente e me desfaço do meu sorriso e de minhas artimanhas, eu não digo nada, não é necessário. Eu paro na sua frente por poucos segundos. O mundo para. Um sorriso nasce. Eu te beijo. E o mundo nunca mais será o mesmo. "

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Mulheres Mais Velhas

Estava revisando o meus posts desse ano no blog e descobri que eu postei um que falava sobre "Mulheres Jovens" e no mesmo post eu informei que mais tarde postaria a respeito de mulheres mais velhas. Acontece que eu nunca cumpri essa afirmação, mas ao que me parece ainda resta 2009 o suficiente para que eu faça isso. Aqui segue, o meu último "Teorias" a ser ressuscitado da comunidade do Orkut.



Ah... a magnífica e insuperável satisfação das mulheres mais velhas... É muito difícil encontrar alguém com um “know-how” de sedução compatível, é praticamente impossível de se conseguir isso com mulheres mais jovens. Mas o gado se dá conta de que é apenas gado? Evidente, elas ( as jovens ) são necessárias, afinal todos precisamos da mediocridade para nos distinguir dos demais, é um mal necessário. Mas se torna dispensável uma vez que você entra em um mundo muito mais vasto e interessante. As mulheres maduras. Enquanto se pode olhar para mulheres mais novas com olhares lascivos e deixa-las constrangidas ou, mesmo que receptivas, ainda sim desconfortaveis ( e não vamos negar que perceber este desconforto é algo agradável), as mulheres maduras apreciam esse mesmo olhar e sabem retribui-lo. E o que dizer de alguém que realmente sabe o significado de sair para jantar? Não parece uma tarefa tão simples? Mas passa longe das irremediáveis cabecinhas das garotas. A agradável situação de poder ir ao cinema e não ter que assistir a “Crossroads”. Claro você ainda não poderá assistir ao Poderoso Chefão, mas tudo bem, elas são mulheres, não deusas. Mas a palavra chave é: elegância. Eu nem ao menos consigo lembrar se alguma vez considerei uma mulher jovem elegante. As mulher mais velhas têm uma certa graça e elegância no trajar, nas maneiras, no andar. Sabe aquela distinção na linguagem e no estilo, sem a afetação inerente as nossas queridas jovens. E que dizer do sexo. Sim, sexo. Não vamos fingir que somos todos eunucos aqui. Claro, não há mais tanto fôlego, então podemos deixar de lado as posições mais acrobáticas. Mas há o entusiasmo, e meus caros acreditem: entusiasmo é tudo! A gloriosa sensação de saber que você não esta satisfazendo apenas o corpo dela , mas também o ego. Não há como não se deixar levar. E quanto as nossos interesses joviais? Baladas, amigos, amigas, bebidas e mais amigas? Bom , nada como deixar a segurança e experiência de uma boa mulher cuidar disso. E todos sabemos que é a segurança que leva a fidelidade. E quanto as jovens esculturais que aparecem em nosso dia-a-dia? Bom espere até você envelhecer, quando a situação se inverter e você tiver o discernimento necessário para apreciar o esplendor da juventude. Mas até lá, vamos deixar que nos apreciem...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Top Gun Gay

Bom, novamente passeando pelo YouTube na madrugada eu encontrei um videozinho interessante, um ponto de vista interessante do "Profeta" Quentin Tarantino defendendo a "teoria" de que TOP GUN é um filme sobre um homem lutando contra sua própria homossexualidade...

Ps: Desculpe a falta de legendas, eu iria traduzir mas é muita mão. Infelizmente a graça acaba sendo restrita aos amigos que falam inglês.


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Ateísmo


De todas as nomenclaturas que possam me atribuir na última década a que cada vez mais me proporciona um orgulho maior é "ateu". Quando eu penso a respeito eu tenho que conter o meu entusiasmo pois eu chego ao ponto de pensar que basta uma rápida e superficial análise para que se perceba todos os malefícios das religiões e da crença na existência de um Deus, principalmente na versão católica. Mesmo essa rápida percepção, sob o meu ponto de vista, seria o suficiente para qualquer pessoa se convencer de que o caminho do ateísmo é o único e lógico caminho. Entretanto, eu confesso que começo a soar bastante extremista e é justamente contra esse extremismo que eu me coloco.

Eu sempre acreditei que para estarmos bastante certos sobre algo, são necessárias duas condições: admitirmos que não é possível estar absolutamente certo sobre algo e ponderar cuidadosamente a questão e por algum tempo deixar que a argumentação contrária lhe convença. Se após isso você ainda não conseguir se convencer, eu acredito que é justo você afirmar que está certo de algo. Desnecessário dizer que esse é o meu ponto de vista sobre a existência de Deus.

Ultimamente duas resposta tem me cansado bastante quando o assunto é religião e eu acabo entrando em uma discussão sobre o tema. Primeiro o condescendente "eu já fui assim como você" e o "é por que tu não precisou de Deus". Primeiro deixe-me clarificar que eu adoro debater a respeito da existência de Deus e é sem dúvida e minha discussão favorita. É como se toda a minha comunidade fosse nazista e eu e poucos membros da resistência lutássemos contra o holocausto. É ótimo debater com alguém que não têm um argumento concreto a seu favor e baseia toda a sua argumentação em situações intangíveis e transferências paternas. Pelo menos uma vez eu pude observar alguém perceber no meio da conversa que a falta de argumentação da conversa refletia não apenas a falta de certeza do católico mas a falta de base sob a qual a pessoa fundamenta toda a sua vida.

Não me levem a mal, eu não me considero um fantástico argumentador e é possível que confrontado por um católico determinado e inteligente eu ficasse sem argumentos, mas até agora não é o caso. Eu tenho que admitir no entanto que o argumento que eu mais teria dificuldade em refutar e que é o qual eu sempre me preparo para argumentar contra e surpreendentemente nunca aparece é a natureza incomprovável da fé. Se alguém me dissesse que a fé (na existência de Deus) é justamente isso, a crença em algo sem a necessidade de provas, eu me veria em maus lençóis para refutar esse argumento. Porém ainda sim uma rápida consulta à "Dan Baker" ajuda nessa argumentação:

"Isso não é argumento. Admitir que algo é não-intelectual remove esse assunto do domínio da discussão. Sim, a razão é limitada: é limitada aos fatos. Se você ignorar os fatos, só fica com hipóteses e o desejo de que fossem reais. Fé é a aceitação da verdade de uma declaração apesar de evidência insuficiente ou contraditória, o que nunca foi consistente com a razão. A fé, pela sua própria invocação, é uma admissão transparente de que as alegações religiosas não se conseguem manter de pé por si mesmas. Mesmo que o teísmo fosse uma hipótese consistente (não é), ainda precisaria de ser provado. É por isso que a maioria dos teístas minimiza a prova e a razão e enfatiza a fé, por vezes afirmando de forma ridícula que a ciência requer fé, ou que o ateísmo é uma religião."
Ainda que eu ache que Baker foge das minhas duas regras a respeito da convicção da certeza em um argumento, eu considero sua refutação ao argumento da fé para a existência de uma divindade, válida.
Hoje em dia eu vejo o caminho da crença na religião (particularmente a católica) como um caminho anti-natural, onde a pessoa precisa ativamente fazer uma escolha de não se questionar a respeito de inconsistências, erros e preconceitos.
Há acima de tudo três condições que realmente me tiram o sono:
1º Pessoas que se dizem "tementes" à Deus e católicos (ou outra religião que o valha), mas que fazem uma interpretação muito particular das regras de religião e escolhem apenas os dogmas que desejam seguir, ignorando os demais. Ora, se há a necessidade de responder a um ser onisciente e onipotente como pode que cada pessoa em particular possa criar a sua própria interpretação a respeito das normas a serem seguidas. Não seria essa uma evidência de que o ser alegadamente mais poderoso do universo não tem autoridade o suficiente para impor a "sua" própria e única lista de regras? Quantos católicos você conhece que respeitam os dez mandamentos? Ou mesmo sabem enumerá-los?
2ºA onisciência e onipotência de Deus. Aqui vai um velho e bom argumento a respeito da onisciência e onipotência de Deus.
Se Deus é onisciente ele sabe de tudo, se ele sabe de tudo ele sabe onde e quando o mal é feito.
Se Deus é onipotente ele pode fazer qualquer coisa, incluindo destruir o mal. Dado o fato de que existe a maldade, crueldade e infinitos malefícios no mundo existem duas hipóteses sobre a atitude de Deus a esse respeito. Ou ele não quer ou não pode fazer algo a respeito. Se ele não pode fazer algo a respeito ele não é onipotente e portanto não pode ser Deus.
Se ele não quer, ele permite o mal (em todas as suas formas, mesmo as mais terríveis) e portanto é cruel, não podendo ser Deus.
Agora o que realmente me preocupa é que a segunda possibilidade seja a correta. E ele exista. Já imaginou um Deus cruel que permite que pessoas sejam mortas e assassinadas brutalmente, que crianças morram de fome enquanto os ricos jogam dinheiro fora, ou que mate os primogénitos? Soa familiar?
3º O que REALMENTE me assusta é que as pessoas não fazem nenhuma dessas considerações ao dedicarem a sua vida toda a algo que não é só infundado, é prejudicial. Quantas pessoas já morreram por causa da intolerância religiosa? Quantas ainda irão morrer? Quantos séculos mais a religião irá nos atrasar no caminho do esclarecimento científico? Tudo bem que nem todo mundo se convenceria, mas eu pergunto: Se você vai creditar todas as suas conquistas durante o resto da sua vida como "a vontade de Deus" não vale a pena dar uma atenção maior a essa escolha antes de dar o caso como encerrado e influenciar a educação de toda a família que você ira formar mais tarde?

Caso exista pelo menos alguma dúvida veja pelo menos qual das duas teorias soa mais plausivel:


Ateísmo, a (falta de ) crença de que não havia nada e então nada aconteceu a esse nada e então nada magicamente explodiu por nenhuma razão criando tudo e então um punhado de tudo magicamente se rearranjou por razão alguma em pequenos organismos auto-replicantes que se tornaram dinossauros faz todo o sentido!

Cristianismo, a crença de que um Zumbi-Cósmico-Judaico, que era seu próprio pai, pode fazer você viver para sempre se você simbólicamente comer a sua carne e telepaticamente dizer a ele que o aceita como seu mestre, para que então ele possa remover uma força maligna da sua alma que está presente na humanidade por que uma mulher criada de uma costela foi convencida por uma cobra falante a comer de uma árvore mágica faz todo o sentido!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Elevação.

Mais um texto do "Teorias", me desculpem aqueles que não gostam do meu "revival" de textos antigos, mas eles são como filhos bastardos e deixá-los presos no ostracismo é como ter a oportunidade de levá-los a faculdade e não fazê-lo. Particularmente esse texto ganha uma novo sentido para mim agora que posso colocar junto a cena que me inspirou...

Ps: Eu continuo sem assistir "Quase Famosos", ele ainda está na lista de filmes que são especiais demais para que eu os assista levianamente, outra hora eu falo mais sobre essa lista.



"Acabei de por para tocar "Tiny dancer", a música têm 6 minutos e 15 segundos, esse é exatamente o tempo que eu tenho para me convencer de que tudo está bem, a melodia sempre me trouxe a verdade sobre o sentido da vida. A associação vem de uma cena do filme "Quase famosos", que eu nunca assisti pois não quero vê-lo levianamente, na cena o sentido da vida é explicado em duas frases. Evidente que a idéia não é explicada no filme dessa forma, mas eu assim que a ouvi soube que aquela era a grande explicação que eu procurava. Fico satiafeito em transmitir a qualquer um que gaste seu precioso tempo lendo isso que saber o sentido da (sua) vida não muda nada. Mas faz toda a diferença. Exato. Um grande "Ohhhh" sem sentido algum. Então vamos nos apegar nos pequenos momentos que ninguém pode nos tirar , se existe alguma coisa que as minhas derrotas me trouxeram foi isso... "os pequenos momentos valem mais"
Fim da música. "

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Cicatrizes.

Engraçado, eu não lembrava desse texto. Foi meu último texto no "teorias", escrei em 26/05/2007. Lendo ele hoje acho que é o único texto que poderia servir de conselho para outras pessoas que caminharam pelos mesmos caminhos que eu. Acho que é um saldo positivo, 24 anos de experiência e um conselho bom para dar...



"O quanto alguém pode sentir falta das sombras? De não estar mais a mercê das boas intenções. A mercê de sentimentos nobres. A mercê do amor. Não há qualquer tipo de ressentimento em relação a pessoa que me tornei, o maior câncer que atormenta minha alma é o que as pessoas que eu amei se tornaram. Mas não é isso que me faz perder o sono noite após noite. O que rasga minha frágil tranquilidade é o papel que eu desempenhei na queda abissal de cada uma dessas pessoas. Eu adoraria deixar minha humildade aflorar e me convencer de que eu não sou nada mais do que um transeunte na vida dessas pessoas. Mas mesmo quando todos os esforços comungam nessa direção, a tranquilidade não aparece. Confie em mim, quando a sua tranquilidade desaparece, alguma culpa você teve. Quando você é um canalha (ainda que com sentimentos) e a sua tranquilidade desaparece é por que muita culpa você teve. Leva um tempo até você perceber que ouvir músicas que evocam dor e arrependimento não fazem nada para melhorar a sua situação.
Depois de uma certa idade, você começa a ficar cansado de acumular cicatrizes, fica entediado de dedicar a sua vida a um objetivo que não traz mais do que a mera satisfação momentânea. Existem algumas que se formam quase que por brinquedo, você pensa que está experimentando por um caminho que pode voltar a hora que quiser, mas não é bem assim. Existem outras lá no ínicio, que você persegue, mesmo sabendo que irão se formar, você sabe que elas irão te transformar, te deixar mais preparado para a vida.
O que você não sabe nesse ponto é que elas jamais te deixarão. E em um certo ponto quando você tentar pôr em prática a nova vida que você sempre sonhou elas te arrastarão de volta ao ponto o qual você não quer mais estar. Elas por fim acabam definindo você. Quando se tem quinze anos pode parecer uma ótima idéia ser um conquistador, um "galinha". Cada nova mulher, ou menina, ou mãe conquistada é um troféu a ser exposto. Cada uma delas é um passo a mais na formosa trilha hedonista da satisfação. Conforme você vai envelhecendo acaba se dando conta que se transformou em alguém que perdeu partes de quem realmente era ao longo de cada um desses passos e que não tem a menor chance de voltar a ser quem gostava. Mas esse não é o ponto final. Você têm que aceitar o fato de que viverá os próximos anos aceitando essa verdade. E ainda por cima terá que ver que a sua mudança, a sua metamorfose , mudou a vida e a perspectiva de diversas pessoas ao longo do caminho, sempre para pior. Se resta algum consolo é o de que pessoas assim morrem cedo, subtraídas da vida pelo seu senso de esgotabilidade. Um senso muito apropriado por sinal , pois não se bebe da fonte da vida impunemente. Quando você se esbalda naquilo que para outros é sagrado, você mesmo sabe que merece essa punição.
Você se decepciona a cada dia que acorda pois sabe que ao respirar o ar que enche seus pulmões está trapaceando a justiça. Muitos anos se passam assim. Até que um dia você finalmente entende que a sua punição é justamente ficar esperando o golpe justiceiro que se abateria sobre você. Uma busca e sede incessantes de justiça contra seus pecados toma conta do seu ser. Pois você sabe que se for punido poderá reconhecer a imagem que tenta tão arduamente encarar quando vislumbra o espelho todas as manhãs. O maior dos pecadores acaba se tornando o mais ávido suplicante por justiça. Mas como eu disse, pessoas assim morrem jovens e já fizemos as pazes com esse destino a muito tempo. Então no fim, fica a última esperança de redenção daqueles que não ousam olhar para trás: tomar os caminhos levianos que levam aos corações desolados têm seu preço. E dele o destino não exime ninguém, não importando o quão bom você seja em se eximir de culpas. Ficam por fim duas opções: morrer cedo e se safar do peso inexorável da consciência ou definhar lentamente suas emoções e culpas enquanto aguarda pelo acerto de contas que nunca virá. "

Óculos Escuros

+ Teorias... Bom sendo que já é 01:26 da manhã enquanto eu escrevo isso e eu tenho que levantar cedo amanhã, decidi apenas reavivar mais um "teorias" da comunidade dos Groovers no orkut. Quando eu tiver mais tempo eu posto algo genuinamente inédito... Eu lembro quando eu escrevi esse texto eu havia ficado feliz por lembrar de todas as idéias que eu tive por tempo suficiente para escrevê-las, mas o engraçado que o que realmente marca as pessoas são os pequenos detalhes. Sempre que eu penso sobre esse texto eu lembro de um comentário que o Derek fez logo depois de lê-lo pela primeira vez: "Eu não quero esses teus óculos..."
Sempre achei esse comentário hilário. O que completa a ironia é que todos os óculos escuros que eu já tive na vida eu ganhei do Derek.




"Eu me encontro no meio da Redenção. O nome não me traz qualquer pensamento. Eu começo a dar meus passos. São 13:00, e o sol está alto. É um belo dia de primavera. Eu olho para o céu e a luz do sol ofusca minha visão. Está quente. Nenhum sinal de nuvens carregadas. Nenhum sinal de chuva. Na minha mão uma garrafa de água mineral, nenhuma bebida para me trazer de volta à realidade. As pessoas parecem felizes. Eu estou no meio da luz, vestido todo de preto. A luz continua ofuscando minha visão, eu tento observar as pessoas, mas não consigo faze-lo. Vultos coloridos passam ao meu redor. Todos parecem ser gentis e sorriem. Um homem está deitado na grama, lendo o jornal. Vários cães passam com seus donos com olhares atentos e fiéis. Um casal de jovens se olha e faz uma promessa, ela nunca será quebrada. Um velho homem está tocando em seu antigo instrumento, ele toca uma canção feliz qualquer. Um homem e uma mulher se cruzam perto da fonte principal, eles parecem trocar olhares encabulados. Ambos sorriem e detem suas trajetórias por um momento, pode ser amor. Diversos passáros voam ao redor das imponentes árvores. Essas árvores testemunham as memórias indestrutiveis de felicidade e companheirismo que essas pessoas tem carregado consigo.Não há prostitutas ou ladrões , viciados ou pregadores. Tudo está intacto. Eu me sinto engasgando. Eu tento erguer minha cabeça e a luz me ofusca ainda mais. Ela me faz baixar a cabeça. Hora de trapacear. Eu tiro do meu bolso meus óculos escuros e apago o sol. São 13:00 de um dia nublado de primavera. Eu olho para o céu vejo nuvens que trarão chuva em alguns minutos. Um belo vento me traz liberdade. Eu respiro tranquilamente. Em minha mão uma pequena garrafa de vodka faz a realidade voltar. Eu estou no meio da escuridão vestido de preto. Eu posso ver através das máscaras. Todos são cínicos e sorriem. Um mendigo está deitado na grama, ele têm um jornal em suas mãos. Aquela é sua residência por hoje e o único calor que ele vai ter. Vários cachorros passam com aqueles que lhe tiraram a liberdade, no seu olhar a conformidade de um mundo que não é seu. Um casal de jovens se olha com desprezo eles sabem seus erros e não os admitem, eles prometem nunca mais se respeitarem. Um velho homem está tocando seu velho e podre instrumento, ele canta sobre pensamentos quebrados e palavras que não deveriam ser pronunciadas, ele conhece o que está cantando. Um homem e uma mulher se cruzam perto da fonte principal eles trocam olhares vergonhosos, carregando a culpa de saber que foram feitos um para o outro, eles detêm sua trajetórias por um momento humilhados por saberem que nunca mais se verão e ainda sim não fazem nada a respeito. Diversos corvos sobrevoam as decadentes árvores. Essas árvores testemunham a vergonha e a decadência trazidas por essas pessoas, e que elaS escondem de si mesmas. Há pessoas de respeito e honra por todo redor, sem pecados nas costas, talvez por isso eles estejam na Redenção. Tudo está quebrado. Eu respiro. A verdade cala fundo em meus pulmões e me faz tossir. Eu ergo a cabeça. Hora de continuar. "

domingo, 14 de junho de 2009

A Tempestade

Esse é o segundo texto dos dois que eu mais me orgulho. A razão para isso é que eu criei ele com a idéia de falar especificamente sobre uma colega do Derek, a Alice. Eu não mencionava ela no texto mas enquanto escrevia ela foi minha total fonte de inspiração. O meu orgulho por ele foi justamente porque mesmo sem mencionar nada eu postei o texto no "Teorias" na comunidade dos Groovers no Orkut e depois de alguns dias a própria Alice me pediu para postar um trecho do texto na descrição dela no perfil do orkut.


Ela está sentada embaixo da árvore, não se sabe ao certo a quanto tempo. Ela pode estar lá, sentada no mesmo lugar a horas ou pode ter acabado de escolher aquele local para um descanso passageiro.
As nuvens estão escuras sob um céu pouco amistoso. Ela considera se deve partir. Um trovão da seu ultimato. Ela estava prestes a sair, já tinha se decidido, estava apenas esperando mais alguns segundos, mas mudou de opinião. Não gosta que lhe digam o que fazer. Adora provar que sua opinião prevalece sobre as demais, não importando se o seu oponente for seu namorado ou a própria natureza.
O vento começa a soprar mais forte, levanta folhas do chão e mexe em seu cabelo. É um afago rude, mas ela o aceita sem relutância, pois sabe que é sincero. Um carinho sincero é algo que ela sabe não receber facilmente, se é que já recebeu. Mas o pensamento que surge, contra a sua vontade, é de que ela não sabe por que necessita de algo sincero. A falsidade e a distância têm servido aos seus propósitos Ela sabe que não pode se afogar em sentimentos rasos. Ela sabe de muitas coisas. Mas ela afasta todos esses pensamentos. Ela quer algo. Ela quer mais do rude afago, mas o vento cessa. Ela se levanta e olha para as nuvens vigorosas, acima de onde ela coloca seu ego quando está sozinha. O vento se foi de fato.
Ela dá diversos passos decididos em direção ao nada. Por um breve momento, ela se questiona de que adianta a determinação que não leva a lugar algum. Mas novamente ela afasta o pensamento. Um pensamento mais profundo poderia tira-lá de seu caminho não traçado.
Ela encontra-se perdida no mundo, mas sabe tudo sobre ela mesma e isso é o que basta para o mundo se curvar a sua vontade, mas talvez não seja o bastante para ela.
Ela têm todas as escolhas à sua frente. Todas elas estão certas. Não existe caminho errado. Existem caminhos por onde ela não andou, e eles trazem uma fascinação, mas nem mesmo isso é certo.
Ela dá passos calmos em direção ao vento, ela têm certeza de que não dará os mesmos passos na direção contrária. Não há necessidade. A brisa suave toca seu rosto e brinca com seu cabelo. O vento fica mais forte. As nuvens se juntam em uma forma que parece seguir o trajeto de seus passos. A chuva cai molha seu cabelo, seu rosto, suas mãos...
O tempo se torna mais impetuoso... o vento uiva, as nuvens se tornam negras, e no horizonte uma tempestade se forma. Ela para. Prefere não refletir. Ela não precisa, mas ela não o deixa de fazer por receio, ela não reflete por instinto. Para não se perder de um caminho não trilhado. E isso não é mais algo revelado com culpa ou pesar. Ela não mudou. Continua a mesma. Ela nunca necessitou mudar. Todos os caminhos estão certos. Ela levanta a cabeça e olha para a tempestade. A chuva e o vento a dizem para não prosseguir. Ela não gosta que lhe digam o que fazer. Os trovões ressoam. Ela mantém sua cabeça ereta. Ela é quem dá ultimatos. Ela é maior do que isso. Ela é cada dia menos e cada noite mais. Ela sou eu sem a cicatriz.

sábado, 13 de junho de 2009

Apenas mais um passo...

Esse é o meu texto favorito e um dos dois eu tenho mais orgulho de ter escrito. Começou com um encontro real com uma atendente do Zaffari em 14/09/2005. Uma das razões por ele me deixar tão orgulhoso foi ter postado ele na comunidade "Glamour Decadente" no orkut e recebido diversos elogios um deles de uma autora paulista que me incentivou a mandar material para a sua editora (algo que eu acabei nunca fazendo). Para aqueles que não perceberem, o Arco do Triunfo gaúcho que eu menciono no texto é o Marco do Expedicionário.


00:30... Eu deixo um dos motéis mais baratos que eu já estive na vida, no meio do caminho até a porta de saída cruzo com um homem idoso que me olha sem dizer uma palavra. Minha acompanhante se despede de mim com um sorriso e um beijo no rosto. Um beijo no rosto. Depois de coisas inomináveis. Um beijo no rosto. Ela vai para o norte e eu para o sul. Ela sobe e eu desço. Desço ao limite do que minha alma permite. Centro de Porto Alegre, Lima e Silva. A chuva cai com a intenção de lavar meus pecados. Eu não deixo. Eu preciso deles. Eles me fazem resistir. As ruas, vazias. As únicas pessoas que andam pelas ruas não usam guarda-chuvas. Pessoas sem guarda-chuva no meio da madrugada são justamente o tipo de pessoa que se deve conheceer. Mas ninguém têm nome na madrugada. Nesse horário a cidade não é só mais um amontoado de pessoas correndo e comprando. Nessa hora única, a cidade têm alma. Um ônibus passa por uma poça de água e me encharca da fria e suja água da chuva. Estou encharcado e com frio. Uma BMW cruza a Lima e Silva e me observa. Eu me sinto decadente. Eu me sinto bem. Eu me sinto acima de tudo, livre. Eu sorrio, imaginando que aquele idiota possa achar que está melhor do que eu. Eu sorrio mais quando penso que ele vai viver a vida toda sem saborear esse tipo de sensação. Deixo a Lima e Silva. Sigo meu caminho. Ele me leva até o Arco do Triunfo, na frente da Redenção. Eu penso nas palavras e sorrio novamente. Redenção, 01:00. Eu atravesso o Triunfo, e sinto seu peso em minhas costas. A decadência é uma companheira mais amena. Redenção, existe um nome mais apropriado para a maior concentração de prostitutas, traficantes, viciados e estupradores do que esse? Se ainda existe um lado bom nessas pessoas, eu sou feito desse lado. Vultos movem-se em meio as árvores, cobertos pela acolhedora escuridão. Mais de uma vez eu ouvi falarem que passar pela Redenção a uma hora dessas é suicídio. Eu não me importo. Não tem nada a ver com coragem. Eu sou medroso. No meu âmago eu sei disso. Eu espero ser confrontado pela justiça poética que teima em me deixar passar impune. Dois vultos saem das sombras e se dirigem em minha direção.Eu olho para eles esperando apenas minha punição. Eles passam por mim e me comprimentam com a cabeça. Eu percebo que eles me tomaram por um deles. Quando você tenta estar completo e percebe que já esta mais coberto de lama do que limpo, não é mais fácil simplesmente sujar o resto? Não... Seria fácil demais. Eu retomo meu caminho, não posso desviar dele. Eu me viro e olho para a Redenção. Ela ficou para trás. Eu penso que em meio a esse grande inferno de podridão e decadência existe um caminho iluminado que eu decidi não trilhar. Os postes que iluminam a Redenção mostram a todos esse caminho. Eu dou mais um passo a frente. Algo me impede de seguir. Eu me viro novamente. Os postes se apagam. Eu me sinto em casa.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Amor é só amor, mas amar é só amar?

Mais um texto de 2005, eu descreveria esse como um híbrido romântico-melancólico.



Eu estava considerando algumas questões fundamentais a minha existência.E se o universo for apenas uma meleca presa no sapato de um cara muito, muito grande isso aumentaria a minha insignificância? A nossa vida realmente passa diante de nossos olhos no momento antes da morte? E se isso realmente acontece eu posso estar morrendo agora e apenas revendo a minha vida? Isso com certeza explicaria um monte de coisas... Por que os postes apagam quando eu passo, em um número tão absurdo de vezes que supera a barreira da coincidência? ( nas verdade eu sei a resposta para essa questão , mas gosto de pensar nela como se eu não soubesse a resposta). Fiquei considerando tudo isso enquanto estava deitado no telhado da Dona Célia, na verdade eu teria ido embora quando comecei a pensar na questão do universo, mas com tanto frio meu corpo começou a ficar dormente e eu comecei a achar um pouco de dificuldade em descer de lá , então resolvi esperar a morte filosofando ,já que não sei jogar xadrez, achei que a senhora infálivel gostaria de um bom papo antes de fazer o que deve ser feito. Comecei a pensar em qual assunto a agradaria mais, sim eu me refiro a ela no feminino pois se alguém tiver de me levar que seja uma mulher, cheguei a conclusão de que ela gostaria de falar de amor.
O que ela gostaria de ouvir? Com certeza ela não gostaria de ouvir histórias de sacrificios em nome do amor, já deveria estar cheia disso.Teria ela já amado em sua existência tortuosa? Teria deixado alguém prosseguir por amor? Considerei o que era consenso em torno do amor. Bom, talvez não seja consenso, mas uma boa parte das pessoas acha o amor complexo. Acho que não, acho que o amor é bastante simples, amar é que é complexo. Difícil achar uma história de amor que seja simples, mas por outro lado o âmago da questão é muito simples...”nós nos amamos e queremos ficar juntos”, mas até chegar a esse ponto não é pura complicação?
Acho que a Morte não conhece essa faceta do amor, acho que ela só pega o final da história, e quase sempre finais tristes ou apáticos. Eu sempre acreditei que a graça não está no “viveram felizes para sempre” , ou talvez esteja, já que eu nunca cheguei lá, mas gosto de pensar que o mais importante é o caminho percorrido até lá, os sonhos que foram sacrificados, as angústias de noites em claro, a vergonha de se olhar no espelho e saber que não se têm a pessoa que foi destinada a você, a trágica caminhada na chuva da noite esperando que a próxima pessoa que dobre a esquina seja destinada a você, ou mesmo a luta contra o próprio destino para faze-lo ceder aos seus pés. Eu iria explicar tudo isso a ela... e ela se tornaria uma pessoa mais romântica? Jamais saberei... Ela não apareceu...Vou ter que voltar a pensar no universo.

Procurando...


Mais um dos meus textos antigos, esse foi escrito em 29/06/2005 e eu sou particularmente orgulhoso dele, vale mencionar que eu estava solteiro e não estava falando de ninguém especificamente...




Eu acordei hoje a noite e você não estava lá. Fiquei me perguntando se eu gostaria que você estivesse e sinceramente não consegui encontrar uma resposta. Me senti melhor depois de pensar mais um pouco e perceber que ainda nem nos conhecemos, então seria pouco apropriado você estar no meu quarto a uma hora daquelas. O pensamento trouxe um sorriso bobo aos meus lábios, mas ninguém pode ver na escuridão do meu quarto. Mas eu soube que no seu quarto você também estava sorrindo e ninguém estava lá para observar. Fiquei pensando em como será nosso primeiro encontro e se será especial...Passo pelas pessoas na rua, uma garota de cabelos curtos e olhar distante passa e sorri, me pergunto se é você, ninguém me responde então me resigno a observar ela se afastar. Pego um ônibus e no primeiro sinal que ele para um outro ônibus para ao lado , pela janela vejo uma jovem mulher lendo um livro, me pergunto se você estaria lendo aquele livro, nos próximos dois sinais a mesma mulher continua coincidentemente ficando paralela a minha posição no ônibus. Seria o destino me dizendo para descer e ir ao seu encontro? Ela olha para o lado e me olha por alguns segundos, eu desvio o olhar primeiro, nossos destinos se separam. E se eu nunca volta a vê-la? E se ela for você?
Devo parar de procurar, devo deixar a apatia ganhar?
Começou a chover, parei de escrever por um pouco. Sai de casa rapidamente, dei uma volta na vizinhança me perguntando se a mesma chuva que me molha e derrete meu desprezo também molha o seu rosto, toca suas mãos? Ninguém respondeu.
Entrei no Orkut, resolvi deixar o texto na comunidade...você têm orkut? Você fala português? Será que você irá ler este texto um dia? E se vc lêsse e soubesse que é sobre você que eu estou falando?
Humm...acho que vou ficar até mais tarde na net hoje...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Mulheres Jovens

Bom o título desse texto era na verdade "Let's get it on..." obviamente uma alusão a música que criou o clima para que eu pudesse escrevê-lo... Mais tarde fazendo uma releitura dele ele me inspirei a escrever um texto sobre mulheres mais velhas, mas seguindo a ordem cronológica, vamos as mais jovens primeiro:




A doce e simples satisfação das mulheres mais novas...haa, se existe algo nesse mundo profano que ainda permanece sagrado é com certeza o frescor e energia das jovens mulheres. Mas por que algumas ainda se iludem com o homem perfeito? E vejam bem eu não estou dizendo que não exista tal homem, eu apenas estou dizendo que ele é muito chato. Desejar ganhar rosas e então ele já está lá com um buquê, ou não precisar sentir ciúmes por que o homem perfeito não trai...que tédio! Estava pensando no Amor ( e vejam bem ele começa com letra maiúscula) e nos Groovers, cheguei a conclusão de que todos nós ainda acreditamos no amor. Talvez por que ainda não fomos decepcionados o suficiente...Depois passei a pensar que todos nós esperamos encontrar (ou reencontrar) o amor de nossas vidas. E depois pensei nas garotas que tem o mesmo pensamento ...meu deus ( com letra minuscula)! Qual a graça de esperar pelo principe encantado? É a princípio faz sentido: ele será bonito, inteligente, honesto...etc. Suas mães irão adorálo...mas cedo ou tarde vc sentirá falta de nós : os caras errados! Sim nós somos os fiéis representantes desta classe , o que temos de interessante? É realmente não somos bonitos, nem inteligentes, nem ao menos honestos...mas temos "charme"... isso vem justamente dos nossos defeitos... a falta de tato com os sentimentos femininos, o fato de deixarmos evidente que tudo dará errado, e com certeza irá dar: seus pais não gostarão de nós, vamos nos sentir atraídos pela sua melhor amiga ou até sua irmã, vamos implicar com seu ex namorado, vamos detestar o seu bichinho cde extimação mas eu te garanto não há experiência melhor do que deixar um cara totalmente "maluco" bagunçar a sua vida toda.Sabe aquela senção de segurança e tranquilidade que você sente quando volta pra casa depois de uma longa viagem? Pois é, nós vamos tirar isso de vc. Tente permanecer tranquila depois de deixar o caos tomar conta da sua vida...

Diálogos estranhos...



-Você sempre vêm ao mesmo lugar, por quê?
-Por que ninguém que têm a coragem de me perguntar isso têm a coragem de me convidar para ir a algum outro lugar...
-Isso foi uma pergunta?
-O que você acha?
-Acho que pareceu uma pergunta, mas poderia ser interpretado como uma resposta.
-E se fosse uma resposta?
-Você teria se saído quase bem...
-Não foi uma resposta.
-Sorte a sua.







-Você vêm sempre aqui?
-Só quando eu estou doente.
-Você está doente agora?
-Agora não, mas estou confiante...
-Por que?
-Nunca se sabe.
-Nunca se sabe o quê? Se você vai ficar doente ou se vai ficar confiante?
-Isso depende da pessoa.
-Não to te entendendo, poderia ser mais especifíco?
-Bom, pra mim as duas coisas andam juntas, sabe?
-Como ficar confiante por ficar doente?
-É mais ou menos assim.
-Acho que não te conheço mais.
-Começo a não me sentir muito bem...
-Acho que o melhor caminho seria o divórcio.
-Me sinto mau. Ufa! Já estava preocupado.







-Você acha que eu sou a sua cara metade?
-Acho difícil.
-Mas você acredita em almas gêmeas?
-Não. Acredito na minha individualidade.
-E no amor você acredita?
-Depender muito de outra pessoa não é legal.
-Você está querendo dizer que não me ama mais?
-Na verdade acho que nunca amei.
-Mas você disse que tinha certeza...
-Coisa de momento.
-Você disse que teriamos filhos lindos e que jamais me abandonaria.
-E?
-Você me deu todas as garantias...e disse tudo isso enquanto faziamos amor!
-É...você deveria ter visto a sua cara.

Graças ao Bruno...

Lembro que quando escrevi esse texto (03/05/05) foi pensando em agradecer ao Parmalat por ter me apresentado a alguém interessante, ainda que sob circunstâncias adversas. Mas é interessante notar que esse texto foi escrito porque fiquei encantado com uma garota que conheci na festa do antigo curso de inglês do Parmalat e acabei inspirado a escrever o texto, também é interessante lembrarmos que essa foi a noite na qual fizemos a nossa épica caminhada da ponte de Cachoeirinha até a Morada do Vale porque eu fiquei insistindo para os Groovers continuarem com o infálivel mantra "na próxima para a gente pega o ónibus"... Mas vamos ao texto:



Então você acredita que existe uma estrada pré determinada na qual os seus passos devem seguir? Um caminho do qual você não pode se desviar ?
E se você ousar olhar para o lado? E se tudo o que você desejasse, mas jamais ousasse admitir estivesse lá ?
Como lidar com algo que é tão bom que a simples ideia de desejá-lo é triste, porque você sabe que não a terá.
E se você conseguisse , e se por um estranho acaso do destino você estivesse no seu momento perfeito, o seu melhor momento. Aquele momento que a primeira vista nem ao menos parece especial , você não sabe por que mas de repente as frases certas começam a sair da sua boca e por incrível que pareça nos momentos apropriados . Você se impressiona em como tudo está sendo agradável ,e em como você está sendo charmoso sem ao menos fazer esforço.
Mas você não está inebriado com tudo isso, pelo contrário você mantém uma estranha consciência de tudo o que você está fazendo até que a inevitável pergunta vêm a sua mente: Porque está acontecendo assim ? Porque eu estou me comportando desta maneira? A resposta vêm dos simples olhos que pairam na sua frente, à uma distância segura , mas não longe o suficiente para evitar o desejo de um beijo. Ela é a resposta . Ela simplesmente inspira o melhor em você e não há fórmula para isso.
E se intrigado pelo fato de tudo estar tão simples e bom, sim simplesmente bom, sem “mas”, tudo é agradável , desde do toque de suas frias mãos até o esperado beijo que ainda não se revelou e já é melhor do que todos os outros , você instintivamente duvida de tudo , afinal um encontro casual , inesperado , jamais sequer imaginado, eu jamais pintei aquela imagem na minha mente... eu sei que aquele momento , que aquela mulher definitivamente não estão no meu destino, em nenhum momento do meu “livro da vida” existe aquele nome...
Determinado a esclarecer tudo , e assim estragar tudo, pois não há maior besteira do que a verdade, eu falei à ela . Desde a minha fascinação até a certeza de que era apenas um engano, claro, um adorável engano, mas ainda sim um erro. Eu disse que a pessoa encantadora que eu era naquele momento não era eu ,e que ela também não seria tão encantadora para essa nova pessoa , sendo assim o que nos restavam eram apenas algumas horas...Ninguém jamais havia resistido á essa verdade, de fato poucas sequer a entenderam e as que mal arranharam a superfície do seu significado, não acreditaram nela. Ela abraçou o entendimento da questão, porque ela já sabia de tudo isso antes mesmo de eu explicar...na verdade acho que foi ela quem me explicou...Então como se aceita o fato de que algo tão bom, que não foi destinado para você, está com você por apenas uma noite.
E se você ousasse desejar mais...
Contra quais forças você estaria lutando? Você, ela, o destino.

Textos Antigos


Procurei no orkut e encontri alguns textos antigos que eu postei no tópico "Teorias", interressante encontrar textos de uma outra época da minha vida... Textos sobre pessoas que eram interessantes e perderam o interesse, textos sobre quando a minha namorada ainda não era minha namorada ou textos sobre coisas ínuteis que... bem, continuam ínuteis. Pretendo ir postando esses textos aos poucos. A maioria deles se referia a alguem ou a algum evento de uma maneira não muito óbvia (ou pelo menos eu gostava de acreditar nisso), mas passados quatro anos desde que começamos a postar (30/03/2005) acho que algumas passagens merecem esclarecimentos.
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