Em alguns dos meu próximos posts eu vou começar a falar sobre diretores. Faz algum tempo que eu queria falar sobre a carreira de alguns diretores. Nada muito extenso, algo simples e rápido que mencione os altos e baixos das carreiras de alguns diretores e como alguns traços vão se aperfeiçoando enquanto outros mantém um estilo único de direção. Eu pretendo mostrar a versatilidade de alguns diretores, que viajam do drama para a comédia com muita facilidade e o comprometimento de outros que preferem se aperfeiçoar em um gênero específico.
Eu não gosto de usar um sistema de pontuação para filmes, continuamente eu os re-avalio mentalmente e acabo cometendo injustiças, mas acho interessante o conceito quando aplicado à carreira de um diretor. Por isso decidi que vou fazer um gráfico com uma pontuação de 0-10 para os filmes e podermos ter uma idéia mais clara de como tem sido a "performance" de determinado diretor nos últimos anos (e até mesmo décadas).
"Está bem, mas aviso que não vai ter sexo, nem armas, nem perseguições de carros, nem personagens aprendendo grandes lições da vida, fazendo as pazes ou superando obstáculos no final. O livro não é assim e a vida não é assim". Essa é uma das falas mais interessantes de Charlie Kaufman (personagem de Nicolas Cage no filme Adaptação.
Acabei de assisitir Adaptação e, para resumir a minha impressão geral do filme, tenho que juntar os pedaços do meu cérebro espalhados pela sala. Antigamente se dizia "leia o livro, assista o filme" como o último pacote de interação com uma história. Depois de Adaptação isso se tornou "leia o livro, assista o filme, se informe sobre as pessoas envolvidas no filme". A obra rapidamente entrou para a minha lista de favoritos e, apesar de algumas poucas falhas em relação a ritmo, é simplesmente um dos roteiros mais inteligentes que eu já vi. Por um certo aspecto, a história não é tão complicada e usa o velho truque de misturar realidade com ficção, o que sempre teve um charme extra para mim.
Charlie Kaufman (Nicolas Cage) é um roteirista chamado para adaptar o livro "O Ladrão de Orquídeas" da autora Susan Orlean (Meryl Streep). O livro retrata a vida de John Laroche (Chris Cooper) um orquidófilo que foi preso enquanto retirava espécies raras de orquídeas de uma reserva natural no estado da Flórida. Kaufman está passando por uma depressão e não consegue enxergar nada de relevante na história para que ela seja adaptada para as telas. Seu irmão gêmeo irresponsável, Donald, acaba de se mudar para sua casa e decide de uma hora para outra se tornar roteirista. Enquanto Charlie tenta desesperadamente superar sua crise de bloqueio de escritor e fazer um roteiro original e criativo, Donald escreve um roteiro totalmente cheio de clichês e obtém sucesso. Charlie sofre pressões da Columbia Pictures por seu prazo ter estourado para entregar a adaptação do livro de Susan. Sem achar saída para a adaptação, Charlie põe a sua própria história junto com a adaptação e começa a escrever sobre si mesmo adaptando o livro em um filme.
Essa é apenas a ponta do iceberg, de uma trama completamente maluca, original e genial. Os pontos mais interessantes do filme não estão dentro dele e se apresentam apenas quando conhecemos a história das pessoas envolvidas no filme. O roteirista do filme é Charlie Kaufman, roteirista vencedor do Oscar e responsável por Quero Ser John Malkovich e Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças. A primeira cena do filme mostra Kaufman no set de Quero Ser John Malkovich, filme dirigido por Spike Jonze, justamente o diretor de Adaptação. Na vida real, Kaufman foi procurado pela Columbia Pictures e pediram a ele que adaptasse o livro "O Ladrão de Orquídeas" da reporter Susan Orlean do The New Yorker. Kaufman não conseguia e escreveu a história de si mesmo adaptando o roteiro. Donald Kaufman, na verdade, não existe e foi criado por Charlie como um personagem para o filme. O incrível é que ninguém sabia disso e todo o marketing do filme foi feito como se ele fosse uma pessoa real, o próprio cartaz do filme dizia "Dos roteiristas Charlie e Donald Kaufman", mas não para por aqui, Donald foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado na 75º edição do Oscar.
A primeira metade do filme segue a adaptação no estilo de Charlie, de forma criativa e interessante, mas não vai a lugar algum e a história não evolui. Quando Charlie finalmente decide seguir os conselhos de seu irmão o filme acelera o ritmo e a história flui mas fica repleto de clichês e reviravoltas forçadas. Assim, a história original, apresentada em "O Ladrão de Orquídeas" é totalmente deixada de lado e Kaufman cria sua própria versão dos fatos. Essa é a primeira vez que eu vejo a falta de criatividade em si ser usada de forma criativa e a favor da história, ao invés de apenas como refúgios para o espectador mediano que já sabe o que esperar de uma ida ao cinema.
Nicolas Cage entregou sua última grande performance no papel dos gêmeos Kaufman antes de entrar em uma interminável maré de filmes medíocres, chegando a ser indicado ao Oscar de Melhor Ator pelo filme. Meryl Streep também foi indicada como Melhor Atriz Coadjuvante e Chris Cooper ganhou a estatueta como Melhor Ator Coadjuvante. Brian Cox está perfeito como o palestrante de um curso de roteiristas que aconselha Kaufman a nunca usar "narração em off", enganar o espectador com o final ou recorrer ao "deus ex machina", todos recursos que Kaufman utiliza em seu roteiro.
Fiquei muito feliz ao ver que dois dos meus atores favoritos estão confirmados para a nova aventura de Superman no cinema. Kevin Costner está confirmado como Jonathan Kent, Viggo Mortensen como o vilão General Zod e Diane Lane como Martha Kent. Henry Cavill é o novo Super-Homem. O filme tem a direção poderosa de Zack Snyder. Façam suas apostas...
Costner assumirá o papel de pai adotivo de Kal-el.
Já que os fãs estão aparentemente cansados de Lex Luthor, Mortensen deve interpretar o General Zod
Zack Snyder diretor de Madrugada dos Mortos, 300 e Watchmen será o responsável por dirigir o retorno do ultímo filho de Krypton.
Diane Lane, a atriz de Infidelidade será Martha Kent, na minha humilde opinião nunca houve uma Sra Kent mais sexy...
E esse é o novo Superman... Depois de George Reeves, Christopher Reeve e Brandom Routh é a vez de Henry Cavill assumir a capa vermelha.
Faz muito tempo desde a última vez em que eu entrei no youtube e fiquei realmente animado com as novidades que estão para sair nos cinemas nos próximos meses. Sabe aqueles trailers que realmente te deixam com vontade de assistir a um filme, ou então aqueles de filmes que com certeza serão lembrados nos próximos anos sejam bons ou ruins? Pois é esse fim de semana eu tive a felicidade de verificar que a nova safra do cinema americano promete:
True Grit
O meu trailer favorito até agora, se trata da refilmagem do clássico Bravura Indômita filme pelo qual John Wayne recebeu seu único Oscar. Se depender dos nomes envolvidos é sucesso certo. Jeff Bridges, Matt Damon, Josh Brolin e uma garota que parece realmente talentosa, tudo isso sob a batuta dos Irmãos Coehn.
O Besouro Verde
Eu não sei muito da clássica série original a não ser o fato de que Bruce Lee fazia o papel de Kato. Seth Rogen parece estar sofrendo da sina de todo gordo que emagrece e acaba perdendo um pouco da graça. De qualquer forma se o filme sair bem pode ser o ínicio de uma nova franquia.
Pânico 4
Uma continuação desnecessária de uma série que não precisava passar do (bom) primeiro capitulo. De qualquer forma Wes Craven é talentoso uma vez a cada dez anos e talvez ele comece cedo nessa década. Será um forte candidato a sofrer da maldição da quarta parte.
Entrando Numa Fria Com As Crianças
Robert De Niro e Ben Stiller retornam para mais uma sequência da saga dos Fockers. O trailer não parece muito engraçado mas todos sabemos do que essa dupla é capaz e com certeza algo bom deve sair dessa parceria.
Um Parto de Viagem
Do mesmo diretor de "Se Beber Não Case", esse parece mais um caso de trailer que (sabiamente) não entrega as melhores partes do filme. Um aparentemente contido Robert Downey Jr. parece ser o contra-ponto ideal para o insandecido Zach Galiafanakis que finalmente irá receber um novo filme para mostrar a sua loucura algo que todos esperam desde "Se Beber Não Case".
Super 8
Uma filme sobre a Área 51 produzido por Steven Spielberg e dirigido por J.J. Abrahams. Basicamente isso é tudo o que se sabe e o trailer não revela muito mais, mas com essas credenciais não tem como ser ruim.
Smurfs
O Diretor Raja Gosnell não empolga, mas o saudosismo pode ser um ponto chave nessa aventura dos pequeninos azuis que vêm em tecnologia 3D.
E algumas novidades ainda sem trailers:
Cowboys e Aliens
O filme tinha Robert Downey Jr. como protagonista confirmado mas ele deixou o projeto para tocar Sherlock Holmes 2, Daniel Craig assumiu o papel principal de uma história que como o título diz reúne cowboys e aliens sob a direção de John Fraveu, diretor de Homem de Ferro.
A maior novidade do filme e que me motivou a coloca-lo na lista apesar de ainda não ter trailer é o fato de Harrisson Ford ter sido confirmado como um dos protagonistas. Abaixo o vídeo do anúncio na Comic Con.
Missão Impossível 4
Depois de ter sido demitido da Paramount e ter de ouvir boatos de que Brad Pitt assumiria a franquia Tom Cruise está de volta na pele do agente Ethan Hunt. A maior novidade é a direção de Brad Bird (Os Incríveis) e o fato de supostamente o filme não se chamar Missão Impossível IV e sim The Mission, com especulações de que Tom Cruise faria o papel de mentor da equipe e deixaria a ação para o novo integrante da equipe, Josh Holloway, o Sawyer da série Lost.
Thor
O deus dos trovões é a próxima aposta dos estúdios Marvel, enquanto a maior parte do elenco não é muito conhecida, Anthony Hopkins como Odin e Kenneth Branagh são os nomes de peso que a produção precisa.
Em outubro do ano passado eu publiquei um post sobre como era difícil de acreditar que alguns filmes que eu lembro de ter assistido podiam realmente ter existido. O pior de tudo é quando eu comento sobre eles e nenhum dos meus amigos lembrava desses filmes. Nesse post eu falei sobre: CondorMan. As vezes eu era tomado por uma onda de nostalgia e chegava para o pessoal e perguntava: Ei alguém lembra de um filme de super-herói em que o cara se fantasiava de pássaro? A resposta era sempre o som de grilos. Mas graças ao youtube eu descobri o trailer e o pôster do filme para poder me convencer de que eu não havia imaginado esse filme. Mas lá naquele post eu tinha mencionado que ainda faltava encontrar um filme sobre um samurai cego (e loiro) que pára um tiro de pistola com uma espada!!!Para a minha sorte um grande amigo meu o Roberto, lembrava do filme e inclusive lembrava de um detalhe da cena final em que o menino que o cara protege joga um bonequinho de uma ponte e o cara cego pega ele embaixo da ponte!O nome do filme é Fúria Cega:
Bom, outro filme que começava a beirar o reino da imaginação era um clássico da sessão da tarde cujo nome eu não lembrava mas eu sabia que era um filme sobre kung-fu com em que o vilão era muito, mas muito tosco e ficava gritando: "Lerooooooy". E lá ia eu perguntar para os guris: Ei alguém lembra de um filme que tinha um cara que se vestia de samurai, era negro e ficava dando uns gritinhos "Lerooooy"? A resposta? "É primeiro samurai loiro agora negro!" Eu já tinha praticamente desistido antes que me internassem, mas quando o assunto surgiu em uma conversa com o Roberto ele lembrava do nome do vilão, do nome do herói, da história do filme e da frase clássica do filme: "Quem é o Mestre?!!!" Bom, depois que o Roberto se revelou um grande fão do filme e eu ter conseguido esses detalhes extras eu pude localizar o filme com mais facilidade. Trata-se do clássico O Último Dragão, o nome do herói é Bruce Leroy e do vilão Shogun (Sho'Nuff no original), que é tão fodão que está cadastrado como um dos Mestres do Universo na Desciclopédia. Esse vilão é o mais engraçado vilão de Sessão da Tarde que eu me lembro e ainda sim consegue ser um verdadeiro "badass". Também com um óculos desses: Esse vilão é tão famoso que já circularam notícias na net de que Samuel L. Jackson iria participar da refilmagem como Shogun.
Bom, depois que o Roberto me ajudou a lembrar dos detalhes necessários para localizar esse clássico "O Último Dragão" foi a minha vez de duvidar dele, já que estavamos falando dos grandes seriados da infância como: ChangemanJiraya JaspionBlack Kamen RaiderE o grande, o único, Lion Man... Pérai! Lion Man?! Eu nunca ouvi falar do Lion Man. Bom, ai eu e o Roberto entramos em um pequeno debate a respeito da real existência do Lion Man. Pesquisamos e o Roberto conseguiu me mostrar a foto do Lion Man: Bom, ai está o meliante. De fato, comprovamos que ele existe. Mas mereceria ele um lugar no nosso famoso rol de seriados que marcaram a infância? Alguém mais lembraria do Lion Man? Eis que surge o mestre dos conhecimentos nostálgicos, o guru da cultura inútil: Rafael! Na verdade não convidamos ele para a discussão, mas na passada ele reconheceu a face do herói felino no monitor e no melhor estilo Homer Simpson largou: "Hei, Lion Man!" Ele foi capaz de nos confirmar que não apenas o Lion Man era um personagem de sucesso (apesar de não mexer a boca quando falava) como também durante um terrível combate o herói teve o seu capacete rachado e desde então passou a mostrar a sua vasta juba. Além disso o Rafael ainda lembrou que existiu uma outra versão do Lion Man: o Lion Man Branco! Mesmo depois de todas essas informações sobre esse seriado "super" famoso o Rafael não se conteve e de bônus nos "presenteou" com a informação de que existia um desses seriados japoneses do Homem-Aranha! É isso mesmo, um seriado japonês do Homem-Aranha, com direito a robô gigante e carro. Deu até para achar algumas fotos só para matar a curiosidade: Bom, quando eu achei que a nossa busca por filmes e seriados obscuros havia acabado me vem a minha linda colega Rosângela com a informação de que há anos procura por um filme que ela adora mas não sabe o nome. Eu adoro esse tipo de misterio porque normalmente em alguns segundos eu consigo adivinhar qual é o filme (afinal, eu adoro filmes). Segundo as informações dela se trata de um western, no qual um índio e uma garota branca foram criados juntos e se apaixonam e como a mulher queria mais da vida do que um índio (pobre Rodrigo Carvalho) ela casa com um branco rico, mas na verdade ela está grávida do índio (baita vagaba), porém esse branco é cruel e quer as terras do pai dela e manda matar todo mundo e ai chega o Danny Glover para ajudar e no fim morre todo mundo menos a mulher e a criança.Não é que esse filme que ela faou é um real misterio para mim... O samurai cego e loiro eu achei, o super-herói com roupa de pássaro eu encontrei. O Roberto conseguiu fazer eu encontrar o Shogun e o Lion Man, e o Rafael me aparecceu com o Lion Man com juba e sem juba e com a versão branca, isso sem falar no homem-aranha japonês. Agora a droga de um índio que se apaixona pela mulher e faz um filho eu não consigo encontrar!!!!
Bom, com o lançamento da continuação desse grande sucesso do cinema nacional eu não poderia deixar de colocar o trailer recém-lançado do Tropa de Elite 2. Pelo trailer vai ser tão bom quanto o primeiro e vai novamente "inspirar" todo mundo a sair falando palavrão a torto e direito.
Eu estava pesquisando sobre Bud Spencer e Terence Hill, detalhe, eu nem sabia que eles eram italianos, mas acabei estendendo a minha pesquisa a outras duplas de comediantes famosos no cinema. Acabei lembrando de Richard Pryor e Gene Wilder. Fui pesquisar mais de Gene Wilder, de quem o único filme que eu tenho é "Banzé no Oeste" (que para ser sincero eu não acho tão engraçado) e acabei lembrando de "O Jovem Frankenstein". Eu simplesmente adoro esse filme. Isso é Gene Wilder no seu melhor. Eu sempre rio quando vejo a cena em que ele diz: "Não abram essa porta". Eu achei a cena no youtube, não achei ela legendada mas o inglês aqui é bem básico e acho que ninguém vai ter dificuldade em entender.
Depois comecei a lembrar de outra cena que foi o que me fez verdadeiramente admirar Wilder como um grande ator. A apresentação de WillyWonka em "WillyWonka e a Fantática Fábrica de Chocolate" é um momento nostálgico para mim. Foi nesse momento que percebi que comediantes poderiam ser, e da fato eram, tão bons quanto atores dramáticos. Fiquei ainda impressionado ao descobrir através do Wikipedia que foi o próprio Wilder que escreveu a cena e a pôs como condição para estrelar o filme, dizendo que se essa fosse a introdução de WillyWonka dali em diante ninguém mais saberia se ele estava falando a verdade ou mentindo durante o resto do filme... Confiram:
(Ps: Eu não encontrei o video só com a cena da entrada de Wonka, aqui vai o trecho do filme, a cena começa em 05:30)
Bom, essa é uma notícia não muito nova, mas eu acabei de ver o trailer oficial do "The Expendables" o novo filme do Stallone. Como todo mundo já ouviu o filme traz uma gama de atores de ação veteranos dos anos 80. Depois que foram confirmadas as participações especiais de Schwarzenegger e Bruce Willis no filme e com o Brasil como cenário do filme e com a defunta Britanny Murphy no elenco eu já posso dizer que esse é o filme que eu mais espero esse ano. Eu ainda estou supreso de não terem chamado o "Mercenário" para as filmagens. Como disse o meu colega Maurício: com um elenco como esse a narração deveria ficar com o Sérgio Zambiasi. Olhar a esse trailer me leva a uma época em que nenhum filme precisava de roteiro só o que precisava era um vilão estereotipado, umas frases de efeito e muita ação. Mesmo filmes que tinham um roteiro interessante tinham essa qualidade colocada de lado por mim. Não me interessava que o Nakatomi Plaza era uma critíca as corporações japonesas gananciosamente se apoderando da Costa Oeste americana o que me interessava era que John McClane tinha que matar Hans Gruber.
Falando em frases de efeito, a minha favorita do trailer, Dolph Lundren fala para Jet Li "Bring it on, Happy Feet".
Eu já vi cenas marcantes no cinema, e percebi que conforme eu vou envelhecendo as características que me chamam a atenção acabam se modificando. No ínicio eram explosões, depois efeitos epeciais, depois figurino e finalmente eu cheguei a apreciar os roteiros. E nenhuma cena baseada em diálogo me impressionou mais do que essa cena de Closer. É quase inacreditável que alguém tenha tornado uma cena como essa viável. Eu não sei se vocês já assistiram ao filme, mas essa é a cena em que Larry, o dermatologista, é informado por sua esposa Anna, a fotógrafa que ele tem sido traído por mais de um ano e que ela vai deixá-lo. Aqui o filme consegue algo surpreendente, Larry se humilha ao ponto de perguntar detelhes específicos da vida sexual de sua esposa e do amante, e ainda sim consegue sair por cima da situação. Eventualmente durante o filme ele reconquista a esposa e ainda que eu seja contra ele permanecer com ela uma vez que ela já o traiu antes eu sempre achei que ele fez isso para se vingar de Dan, o amante. Ainda que ele consiga destruir a relação de sua ex ao chantágea-la a fazer sexo com ele para que ele assine os papéis do divórcio e mais tarde venha a humilhar Dan ainda mais, eu acho que nenhum desses momentos supera essa cena.
De qualquer forma para todos aqueles que já receberam um fora da sua namorada ou de sua esposa aqui segue o meu melhor conselho a respeito de como reagir...
Eu estava assistindo videos de trailers no youtube quando comecei a achar alguns bem interessantes, alguns eu já indiquei aos Groovers, outros eu simplismente esbarrei hoje e achei interessante. Eu não acho que tenhamos um fluxo de visitantes decente nesse blog que justificasse eu estar dando dicas de filmes, mas colocar esses trailers aqui serve a dois propósitos: conseguir um post a mais para o blog e deixá-lo um passo mais longe da extinção e me passar a sensação de que as leves respostas emocionais que esses trailers causam em mim são de alguma forma compartilhadas por outras pessoas. Na verdade, me deixe ser mais sincero. Esses trailers por mais rasos que sejam me emcionam bastante, muitas vezes eles me inspiraram a escrever um texto, ou me fizeram ficar feliz, ou me levaram a considerar os mais diversos assuntos, desde a situação política do mundo até a minha relação com meus pais. Então aqui vai um pequeno apanhado de trailers que não tem nenhuma outra intenção além de me deixar imaginando a reação das pessoas que por ventura venham a assistí-los e lá no fundo cultivar a esperança de que em alguma ocasião, algum dia, alguém terá assistido à um filme porque eu indiquei.
Bom eu estou com 24 anos, o que faz com que as lembranças dos filmes da Sessão da Tarde que eu assistia no primeiro grau estejam começando a ficar um pouco complicadas de consultar sem fazer um pouco de esforço. Eu já não tenho certeza sobre alguns filmes que eu imaginava ter visto e francamente algumas lembranças começam a parecer bem surreias como filmes com super-heróis vestidos de pássaro e afins. Eu tenho quase certeza que eu já vi um filme em que um samurai cego (e loiro) pára um tiro de pistola com uma espada!!! Mas graças ao Youtube eu ainda posso dar alguma credibilidade a minha memória. Eu não sei se mais alguém se lembra de ter assistido esse filme durante a infância, mas aí está, um filme de super-herói que se veste de pássaro : Condorman!
Hoje finalmente decidi assistir novamente A Paixão de Cristo, eu comprei o DVD há uns quatro meses atrás e ainda não havia reunido coragem o suficiente para assisti-lo novamente. Não que seja um consideração em relação à religiosidade do filme, mas quando se vive sozinho e se vê a namorada menos do que gostaria você passa a selecionar cuidadosamente as ocasiões nas quais pode assistir filmes com potencial para fazê-lo chorar. Mas primeiro deixem me falar a respeito da minha admiração por esse filme. Assisti-lo no cinema foi uma experiência marcante no mínimo. Eu o vi duas vezes a primeira com a minha irmã e a segunda com o Derek. Na primeira vez obviamente a experiência foi mais intensa. Eu já estive em velórios e não lembro em nenhum deles ter causado mais comoção nas pessoas do que esse filme. As pessoas choravam alto, soluçavam e o intervalo programado de 15 minutos durante a exibição de fato foi necessário para as pessoas se recomporem . Essa sessão de cinema causou um grande impacto em mim, não pela história em si, mas pela maneira como foi capaz de emocionar a todos na sala. Eu me percebi desejando que outras histórias tivessem essa capacidade de difusão e apelo entre uma audiência tão diversa. Agora assistindo em DVD o filme perde muito de sua emoção e é possível analisá-lo com mais calma. Logo nas primeiras cenas tudo fica claro para mim que não é possível analisar o filme sem levar em consideração a sua religiosidade. A iluminação é a mais bonita que eu considero ter visto em um filme, a trilha sonora não só é uma das minhas favoritas como também valoriza cada cena do filme. O diretor Mel Gibson mostra como é capaz de transformar os filmes através de detalhes, como colocar um ator com uma face levemente afeminada e belo olhos para interpretar Satanás e abusar da violência gráfica do filme. Mas o que me chama a atenção é a falta de qualidade dos diálogos, particularmente os de Jesus. JimCaviezel é um ator competente e faz um excelente trabalho como Jesus, mas sempre que o personagem fala é visível o esforço do diretor em consertar o excesso dessas passagens e tornar o personagem mais humano. De fato eu considero esse ser a grande vantagem da obra de Mel Gibson em relação a outros filmes que retrataram Jesus, o filme é bem sucedido em criar uma identificação da audiência com o personagem. É possível ao espectador se colocar no lugar de Jesus e sentir sua fragilidade, que na verdade é a chave para o sucesso do filme. Ninguém se emocionaria com um personagem que é repetidamente atacado e ferido mas é apresentado como alguém inatingível. Porém essa capacidade de apego do público pelo personagem só é possível porque o diretor tem a consciência de colocar várias cenas lembrando da humanidade e fragilidade do personagem. Um exemplo claro é a cena em que um muito humano Jesus fala com sua mãe a respeito de uma mesa mais alta do que o normal que acabou de construir. Outro exemplo é a cena em que Maria vê seu filho caindo sob o açoite dos romanos e lembra de uma passagem da infância na qual o menino Jesus cai e ela pode lhe socorrer e consolar. Essa é uma das cenas mais emocionantes para mim e imagino que seja difícil que ela não apele a qualquer pessoa que seja mãe. No entanto apesar de truques como esse ajudarem o filme no final eles não apagam (para mim) a sensação incômoda que de que o personagem principal parece alguém fora de si e tem seus melhores momentos quando está quieto. É louvável o esforço do ator em seus olhares e interpretação de dor e isso diluí a má impressão causada pelos diálogos bíblicos. Como filme em si é uma bela obra, mas meu apreço pelo personagem sofre um forte abalo assim que eu me lembro que esse é o mesmo Jesus que é contra homossexuais e sempre precisa do dinheiro alheio.