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terça-feira, 11 de outubro de 2011

The Saboteur

The Saboteur já nasceu com um grave problema, o estúdio responsável pela obra, a Pandemic, faliu logo antes do lançamento do game e ele teve de ser lançado pela EA Games (Challenge Everithing!!!).
A qualidade do jogo é óbvia e torna ainda mais triste o fato de que um jogo tão fascinante e inspirado tenha chances mínimas de ganhar uma continuação.
Trata-se de um jogo estilo sand box no qual você pode fazer o usual e sair destruindo (quase) tudo.
Mas o apelo de "The Saboteur" é a junção do conceito de sand box com o cenário do jogo. Se antes a maioria dos jogos colocavam o personagem no cenário atual e ele tinha a liberdade de começar a atirar na polícia e ir "contra tudo e contra todos" isso normalmente não ajudava na história do jogo e era normalmente um exercício de libertação do jogador depois de algumas missões mais chatas. Mesmo jogos que não se passam na atualidade (como Máfia II) apresentam esse problema. Você até pode ir contra a polícia, mas isso não avança a sua história de uma maneira alguma.


O cenário de The Saboteur é a Paris da década de 40, tomada pelos Nazistas. Aqui você pode ir contra a "força policial" que, nesse caso é a força de ocupação nazista e isso faz com que você ajude na libertação da França. Ainda que ter um motivo para atacar legitimamente a força policial do jogo  não seja algo exclusivo de The Saboteur (Just Cause 2 utiliza um governo corrupto e opressor para justificar os ataques ao exército do país), a grande vantagem do jogo é fazer isso com um charme que vai desde a escolha do protagonista, um irlândes beberrão e desbocado até a apresentação gráfica do jogo que é muito criativa ao utilizar as cores para representar as áreas dominadas pelos nazistas.


A história por trás do jogo é um pouco rasa. O protagonista do jogo, Sean Devlin (baseado no herói de guerra William Grover-Williams), é um mecânico beberrão e piloto de corridas, uma figura conhecida entre os grupos de corrida de Paris. Após ser trapaceado de uma corrida no Grand Prix de 1940 em Saarbrücken por Kurt Dierker, um coronel nazista, Sean e seu melhor amigo Jules Rousseau buscam vingança e sabotam o carro de corrida injustamente premiado. Após capturá-los, Dierker executa Jules durante o interrogatório sob a crença de que eles são, na verdade,  agentes britânicos enviados para espioná-lo, mas Sean consegue escapar. O resto do enredo narra luta de Sean para matar Dierker. Ele é recrutado pela Resistência Francesa e seu líder Luc e britânica SOE, que ajudam-no durante toda a história. A guerra em si é usado como um pano de fundo para a história principal, que é sobre a luta de Sean para vingar o assassinato de Jules, proteger a irmã dele Veronique e matar Dierker.


Há algumas falhas e muitas qualidades no jogo. É possível uma mistura grande de estilos no jogo, desde a invasão furtiva de uma área nazista ao ataque frontal com artilharia pesada, passando pela possibilidade de se disfarçar com o uniforme nazista e até mesmo correr algumas corridas. Ainda que dirigir no jogo não seja tão emocionante e perfeito como em GTA e a possibilidade de escalar prédios não seja tão elaborada quanto em Assassin's Creed, o jogo merece mérito por conseguir unir vários estilos em um jogo só. Já foi dito em alguma resenha do jogo que tudo o que The Saboteur apresenta já foi feito melhor em algum outro jogo. Isso até pode ser verdadeiro, mas a questão é que é extremamente divertido poder se aventurar de formas tão variadas em um jogo, mesmo que o produto final precisasse de uma lapidação um pouco maior. Para mim o que atesta a qualidade do jogo como nenhum outro é o fato de que esse foi o primeiro e único jogo do Xbox 360 que de fato completei 100%.
  

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Top 5 Trailers de Video Game de Star Wars

Eu gosto de trailers de video game, mesmo aqueles formados especificamente de CG. Por quê? Porque normalmente eles são incríveis curtas de ação. Porém há uma categoria especial de trailers: a de jogos de Star Wars. Ultimamente o tão aguardado (e tão atrasado) Star Wars- The Old Republic tem nos presenteado com alguns trailers incríveis. Resolvi juntá-los com alguns outros e montar um Top 5. Eles sempre são bacanas e em sua maioria melhores do que a segunda trilogia. O que mais eles têm em comum? Todos sempre são acompanhados pelo pensamento: "Porque não fazem um filme assim..."


5º Force Unleashed 2
                          

4º Force Unleashed 2

3º Star Wars: The Old Republic

2º Star Wars: The Old Republic

1º Star Wars: The Old Republic

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Top 10 Presidentes da Ficção

George Clooney interpreta um forte candidato a líder do mundo livre na tensa trama política "Tudo Pelo Poder" somando-se a isso o fato de que Steven Spielberg está produzindo e dirigindo um filme sobre a vida de Abraham Lincoln com Daniel Day Lewis no papel principal eu diria que presidentes estão em alta. Eu tenho tentado a muito custo não expressar minhas opiniões politícas aqui no blog. Guerrear contra a religião já é cansativo o suficiente e tentar pegar a política junto está além do meu alcance. Entretanto eu não tenho restrições dentro do mundo do cinema e televisão.  e resolvi fazer um Top 10 dos Melhores Presidentes da Ficção, eu sei que muitas pessoas diriam para eu colocar "Lula, O filho do Brasil" mas a verdade é que ficção ou não, eu não assisti o filme.


10 - Thomas Benson - Top Gang 2 - A Missão
Quão legal é um presidente que é completamente louco, falas as coisas mais absurdas e que teve quase todas as partes do seu corpo substituidas por materiais artificias devido a ferimentos de guerra? Caso isso não seja suficiente lembre que esse é também o presidente que enfrenta Saddam cara-a-cara em um duelo com sabres de luz! Isso é que é presidente...

9 - Thomas Wilson - 2012
Mais de um presidente dessa lista teve que lidar com a possibilidade do fim do mundo, ainda que ele não seja o que tem o melhor desempenho ele é firme o suficiente para dizer para a sua administração arranjar tempo mesmo lidando com o Apocalypse e é honrado o bastante para abdicar de sua própria salvação e passar seus últimos momentos com aqueles que o elegeram e confiaram nele.

8 - Andrew Sheppard - Meu Querido Presidente
O Sheppard de Michael Douglas não é apenas carismático, honesto e democrata, ele também é um viúvo em busca de uma nova paixão. E por que o presidente da última super-potência na Terra não poderia namorar? A resposta é simples: porque os republicanos não deixam! Quem mais no mundo poderia terminar um encontro dizendo que tem que ir bombardear a Libia?

7- Dave Kovic - Dave
E se você cidadão comum tivesse, do dia para a noite, a oportunidade de assumir o cargo mais importante do mundo? É o que acontece com Dave Kovic ao posar como sósia do presidente americano e acaba tendo que substituí-lo definitivamente depois que ele sofre um derrame e o Chefe de Pessoal e o Diretor de Comunicações da Casa Branca não querem que o vice-presidente assuma o cargo. Como um cidadão honesto Dave toma medidas que vão contra a opinião de seus "contratantes" mas a favor do povo. E você o que faria?

6 - "Presidente" - Armageddon e A Rocha
Apesar de não ter seu nome revelado, o presidente vivido por Stanley Anderson superou duas graves crises em seus(s) mandato(s). Primeiro a Ilha de Alcatraz é ocupada por militares dissidentes e eles ameaçam jogar gás neurotóxico na Baia de São Francisco caso suas exigências não sejam atendidas. Na segunda crise, ligeiramente mais grave, um meteoro do tamanho do Texas está em rota de colisão com a Terra. É necessário ser no mínimo um bom orador para dar um discurso tão comovente quanto o entregue por ele enquanto acompanhamos a caminhada dos astronautas no caminho para destruir o asteróide.   

5 - Tom Beck - Impacto Profundo
Em uma época em que presidentes não conseguem nem ao menos ter a decência de anunciar as piores notícias aos seus eleitores, nada melhor do que assistir Morgan Freeman dizer ao povo, com toda a elegância que lhe cabe, que o mundo vai acabar! Decretar Lei Marcial, congelamento dos preços, informar que todas as nossas tentativas de destruir o meteóro gigantesco que se aproxima da Terra falharam e ainda dizer ao povo americano que nem todos irão sobreviver é algo difícil para qualquer presidente, a não ser é claro que você seja Morgan Freeman.

4- David Palmer - 24 Horas
David Palmer é uma figura importante dentro do universo de 24 Horas. Suas decisões sem hesitação quando enfrentando ameaças terroristas são o que muitas vezes tornaram Jack Bauer capaz de salvar o dia. Fora das telas muitas pessoas já indicaram que Palmer foi responsável por acostumar o público americano a figura de um presidente negro e teve séria influência na eleição de Barack Obama.

3 - Thomas J. Whitmore - Independence Day
Thoamas J. Withmore é um pai dedicado e um marido zeloso mas quando aliens decidem destruir com as principais cidades do mundo ele precisa se lembrar de seus tempos como piloto de caça e comandar um ataque de escala mundial. Ele também é responsável por um discurso cafona mas eficiente que serve para preparar a todos os seus aliados para encarar alienigenas tecnologicamente superiores (com excessão do anti-vírus deles é claro, que é uma droga).

2 -Josiah Bartlet - The West Wing
Ainda que tenha tido mais tempo (tanto de tela como de mandato, 7 temporadas e uma reeleição) Bartlett tem um cúrriculo impressionante como Líder do mundo livre: a concessão de anistia a imigrantes ilegais das Américas, nomeou o primeiro juiz hispânico para o posto do Supremo Tribunal de Justiça  e a primeira Secretária da Justiça mulher, a negociação de um acordo de paz entre Israel e Palestina, criou milhões de novos empregos, proporcionou forte apoio à energia alternativa, e orquestrou um plano de reforma da Saúde. Com esses resultados em um possível terceiro mandato Batlett conseguiria a erradicação da fome e a paz mundial.


1 - James Marshall - Força Aérea Um
Há presidentes que são considerados duros contra o terrorismo e há aqueles que são considerados mais brandos. Por essa visão míope (e também com um pouco de trapaça) é que Bush derrotou Gore em 2000. Mas mesmo o mais ferrenho inimigo dos terroristas não se apresenta para enfrentá-los mano-a-mano. Quando terroristas invadem o Força Áerea Um e tomam todo o alto escalão do governo americano e a família do presidente como reféns o que resta ao presidente americano fazer? Se esconder em uma cápsula de fuga e esperar pelo melhor... Bom, não se esse presidente é Harrison Ford, ou melhor James Marshall. Marshall é um perito em combate corpo-a-corpo, ex piloto, e já recebeu a Medalha de Honra do Congresso. Além do mais quem não gostaria de um misto de Han Solo e Indiana Jones como presidente?

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Definições - A Favor do Aborto


Hoje em dia, em um tempo no qual somos rápidos em classificar pessoas baseados nos seus posicionamentos a respeito de algumas questões sobre a sociedade como um todo, há algumas questões que eu realmente concordo que fazem com que possamos definir algumas linhas básicas sobre aquele com quem estamos conversando.
Ainda que esse seja um tipo de julgamento apressado e superficial, quantas vezes recorremos a ele no nosso dia-a-dia?
Em um tempo no qual mantemos amizades através do Facebook, contamos nossas atividades rotineiras no Twitter e assistimos videos e comentamos (e muitas vezes debatemos) sobre eles no YouTube ao invés de com a pessoa que está ao nosso lado, esse é o tipo de julgamento predominante. Quantas vezes você já olhou o perfil de uma pessoa no Facebook esperando descobrir que tipo de pessoa era aquela que você ainda não conhecia profundamente.
Obviamente, quando eu tenho tempo de conhecer alguém, entender suas ideologias, princípios e experiências que o levaram a algum tipo de posicionamento esse tipo julgamento se torna incorreto e dispensável. Mas caso você me conheça de vista, compartilhe apenas um rápido papo ou troque uma ideia simplória, até que eu tenha a oportunidade de te conhecer melhor eu vou julgar o tipo de pessoa que você é baseado nas suas opiniões sobre homossexualidade, racismo, aborto, política, religião e outras questões sociais da mesma esfera.
Alguém poderia dizer que já que vamos julgar alguém precipitadamente deveriámos nos focar em questões mais "preto no branco" como: "Como você trata outras pessoas" ou algo mais direto (e ingênuo) como: "Você pratica o bem ou o mal?" Mas a questão é que todos nós mentimos sobre essas perguntas mais básicas.
 Já as perguntas sobre homossexualidade, racismo, aborto, política e religião não tem um certo e errado automático e revelam bastante da sua personalidade enquanto eu não tenho a oportunidade de entendo o ser complexo que você é.
Sendo assim aqui vai uma série de posts denominada "Definições" nos quais eu dou a oportunidade de as pessoas que não me conhecem mas acompanham o meu blog de formarem suas opiniões apressadas e superficiais a meu respeito baseadas nos tópicos que eu sugeri. Vamos começar com o aborto.


Eu sou a favor do aborto e a princípio essa é uma posição difícil de defender. Nas primeiras instâncias não há nada que um método contraceptivo não resolvesse com bem menos estardalhaço mas a minha questão aqui não é com a vida dos fetos. A razão de eu ser a favor do aborto é outra.
Uma vez o meu professor de sociologia me perguntou sobre qual seria a minha opinião a respeito do aborto, eu respondi que era a favor. Depois ele me deu o exemplo de uma criança que nasceu isolada do mundo em uma ilha (possivelmente uma sequência menor de "A Lagoa Azul") e não conseguia se comunicar com o resto de nós, e de repente ela fosse encontrada e reintegrada a nossa sociedade. Eu permitiria que essa criança, já em seus 12 anos, fosse morta. Eu prontamente respondi que não. Ele afirmou então que eu era contra o aborto. Ele seguiu adiante explicando que eu era contra a execução de uma criança, que obviamente deseja viver, mas que ainda não tinha condições de comunicar esse desejo e que tinha que contar com  o empenho de terceiros para garantir que ela sobrevivesse.



A questão que o meu professor sabiamente ignorou naquele dia foi a questão da disputada consciência dessa criança. Eu vou seguir o exemplo dele e manter o mesmo distanciamento dessa questão, já que nem mesmo a ciência consegue chegar a um consenso e eu realmente não me importo com esse ponto. Mas permitam-me explicar o porque eu não me importo falando o porque eu acho que a pessoa que diz que se importa também não se importa. Todos que dizem que a vida começa na concepção e que estão defendendo bebês, porque vocês mulheres que não tem filhos e querem desesperadamente salvar esses embriões nos úteros de outras mulheres não vão até uma clinica de fertilidade e saem de lá portando um belo embrião preenchido com um espermatozoide dentro do seu útero? Esses mesmos embriões serão jogados fora em um prazo de cinco anos (milhares já foram jogados) e ninguém , nem a igreja, nem a polícia, nem políticos dá a mínima para isso. Mas quando a fulana, negra, pobre e sem recursos quer fazer a mesma coisa com o que está dentro dela todas essas máquinas de sabedoria são as primeiras a querer culpar essa mulher e jogá-la na cadeia.
Eu me preocupo com a mulher. É uma escolha dela, que diz respeito ao corpo dela e que ninguém mais deveria botar o bedelho, a não ser é claro o pai da criança, mas mesmo assim em uma proporção menor do que a mãe.
Particularmente eu me sinto na obrigação de esclarecer que eu não faria um aborto, ou obviamente seria extremamente contra uma mulher que carregasse uma criança minha o fizesse. Mas isso não significa que eu não entendo as razões de outras pessoas para tomarem essa atitude.
Acho que o vídeo abaixo, que mereçe toda a divulgação que você puder dar, esclarece o meu ponto:


Então é isso: Oi, eu sou o Vinicio, sou  a favor do aborto. Muito prazer.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

007 Blood Stone


Bom, assim como a maioria das minhas resenhas sobre  jogos de video-game essa resenha saí bastante atrasada já que BloodStone saiu em Novembro de 2010 e eu virei ele em menos de dois dias e desde então venho tentando publicar uma resenha sobre o jogo.
Blood Stone é um daqueles jogos decentes que ninguém jogou e que tem um apelo muito maior do que sua qualidade limitada porque é um jogo do agente secreto mais famoso do mundo. Aqui um muito bem renderizado Daniel Craig encarna Bond e na história do jogo ele se envolve em uma trama dispensável e confusa.  A favor da trama a unica coisa que se pode dizer é que ela não é melhor delineada ou estruturada do que qualquer outro jogo de 007, a diferença é que os outros jogos (em sua maioria) tinham filmes para explicar a trama e infelizmente (ou felizmente) não é o caso de BloodStone.

Alguns pontos positivos do jogo chamaram a minha atenção: o clima dos novos filmes de Bond foram apropriadamente traduzidos (sem gadgets em excesso, sem humor exacerbado e com um Bond mais cru e frio). Até mesmo uma música tema foi composta exclusivamente para o jogo e passa nos créditos iniciais logo após a primeira cena de ação como é marca registrada da série.
O sistema de cobertura é fluído apesar de não ser muito refinado, o que torna os tiroteios mais ágeis. O sistema de combate recompensa "takedowns" com sucessos automáticos nos próximos tiros do personagem o que é bem legal e incentiva o uso de combate, que é bem coreografado, original e bem executado, fazendo os golpes de Bond parecerem verossímeis e bem próximos do estilo de luta apresentado por Craig tanto em Casino Roayle quanto em Quantum of Solace.

O jogo se sai muito bem quando mescla estilos e permite ao jogador assumir o controle do Aston Martin do agente. A sensação de velocidade é real e fazia tempo que eu não via cenas de perseguição tão bem inseridas em um jogo.

Apesar de suas rápidas qualidades o jogo sofre com uma duração curta, uma trama confusa, gráficos smplórios e com a inevitável comparação com o mais famoso e bem executado jogo de 007 até hoje: Goldeneye 007.
E por falar em Goldeneye, devido ao final ambíguo de BloodStone se falou imediatamente após o lançamento do jogo que uma sequência já estaria a caminho, mais tarde essa sequência na verdade se revelou ser Goldeneye 007: Reloaded, uma versão repaginada do clássico do Nintendo 64 que tem data de lançamento  no Playstation 3 e no Xbox 360 em 1º de Novembro de 2011 .

Abaixo videos de BloodStone, do Clássico Goldeneye do 64 e do novo Goldeneye Reloaded.



quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Top 10 Cenas com Músicas de Johnny Cash

Depois que eu descobri que nos créditos finais de "Em Busca de Vingança" (Título original: "Colombiana" !?) que estréia no Brasil no próximo dia 14 de Outubro, toca "Hurt" de Johnny Cash eu já me vendi e vou assistir ao filme. Enquanto diretores e produtores ficam procurando fórmulas mágicas de aprimorar seus filmes eles deveriam lembrar do que automaticamente torna um filme melhor: coloque uma música de Johnny Cash no meio e a qualidade aumenta imediatamente. Aqui vai uma seleção das melhores cenas e trailers que me deixaram feliz ao serem conduzidas por uma música do "Homem de Preto".

10º - I've Been Everywhere - O Vôo da Fenix
Colocada inspiradamente nos créditos iniciais do filme, I've Been Everywhere dá o tom exato para entendermos a dupla formada por Dennis Quaid e Tyrese Gibson. Acostumados a regiões inóspitas os experientes pilotos de avião "Já esteveram em todos os lugares" e são apresentados por uma música tão adequada como essa, embarcamos de bom grado em mais uma viagem dele, essa como sabemos fadada a um destino incerto.

9º - I Hung My Head - O Besouro Verde
Ainda que seja ouvido brevemente quando o personagem principal descobre que seu pai faleceu a música de Johnny Cash tem o efeito imediato de provocar tristeza algo essencial nessa comédia veloz que não se permite muito tempo para luto e tristeza em seu tempo de tela, como esses sentimentos são invocados veloz e eficientemente pela canção sua utilização aqui é absolutamente indispensável.

8º - God's Gonna Cut You Down - True Grit Trailer
Apesar de não ter sido utilizada como trilha sonora do filme e ter entrado apenas no trailer, Bravura Indômita deve bastante a Johnny Cash. O filme tem apenas três pontos positivos as interpretações de Jeff Bridges, da jovem Hailee Steinfeld e de Barry Pepper. Se considerarmos o resto dele não passa de um filme mediocre que jamais deveria ter sido indicado ao Oscar de Melhor Filme. Porém ao som da musíca poderosa de "Gods Gonna Cut You Down" o trailer dava a impressão de um filme ótimo. Infelizmente não foi o que aconteceu.

7º - Why Me Lord - As Aventuras de Dick and Jane
Enquanto a maioria das músicas da fase mais madura de Cash são usadas em momentos mais sérios aqui a canção "Why Me Lord?" dá o tom exato do questionamento e desespero do casal que passa por uma crise financeira terrível. A letra encaixa perfeitamente enquanto Cash canta questionando Deus de o porque isso estar acontecendo justamente com ele...

6º - The Man Comes Around - Madrugada dos Mortos
Nos créditos iniciais do filme enquanto o mundo sucumbe aos zumbis que começam uma matança desenfreada ouvimos Johnny Cash cantar sobre o Apocalypse mencionando que nem todos serão salvos e que é tarde demais para se arrepender. O clima perfeito o ótimo filme de Zack Snyder.

5º - The Beast In Me - Se Beber Não Case 2
Apesar de não ser exatamente a versão de Johnny Cash que toca no filme pode acreditar que ela está aqui por que Cash a tornou famosa.
Quando a Irmandade de Lobos está acordando para a sua segunda ressaca desastrosa "The Beast In Me" toca ao fundo deixando claro que há algo mais profundo nesses caras do que simplesmente se embebedarem acidentalmente novamente. Como Stu realiza no fim do filme há uma "fera" dentro deles e é justamente isso que os torna imprevisivelmente hilários.

4º - Folsom Prison Blues - Johnny e June
Ainda que não seja o próprio Johnny Cash cantando, já que o diretor James Mangold resolveu tomar a elegante decisão de fazer o seu protagonista cantar, ainda sim o impacto de ouvir Cash cantar pela primeira vez "Folsom Prison Blues" é inegável. Em um momento no qual Cash tinha apenas uma chance de fazer ou quebrar sua carreira ele tirou da manga uma letra incrível e cheia de sentimento real. Felizmente a cena do filme de Mangold faz justiça ao legado inegável de Cash. Como o produtor musical tão eloquentemente pergunta a Johnny Cash: "Se você tivesse sido atropelado por um carro e estivesse morrendo ao lado da estrada e tivesse tempo de cantar apenas uma canção, qual canção você cantaria?". Bom, Johnny Cash mostra a ele.

3º - A Satisfied Mind - Kill Bill - Vol.2
Quando a Noiva, interpretada por Uma Thurman, está prestes a lançar sua vingança sobre o ex-assassino Bud, o irmão de Bill na obra-prima Kill Bill Vol.2, Bud está sentado tranquilamente em seu trailer e ouvindo "A Satisfied Mind" de Johnny Cash. De alguma forma eu nunca deixo de ver nesse assassino decadente uma nobreza e honestidade que vão diretamente ao encontro da letra de Cash.
 "De repente, aconteceu eu perdi todo o dinheiro, mas eu sou muito mais rico com uma mente satisfeita. Dinheiro não pode comprar de volta sua juventude quando você está velho ou um amigo quando você está só, ou um amor que se acabou."

2º - Solitary Man - O Solteirão
Durante anos eu sabia que essa cena seria feita. A vida de um homem solitário sendo ilustrado pela magnífica "Solitary Man" de Johnny Cash, era só uma questão de tempo até alguém perceber que essa era abertura certa para um filme. Quando eu vi o trailer para o filme homônimo de Michael Douglas (o título original também é Solitary Man) minhas esperanças cresceram. Mas quando eu vi finalmente que a canção de Cash havia sido imortalizada na caminhada de Michael Douglas eu soube que haviam criado uma cena especial.

1º Highway 61 Revisited e The Man Comes Around - Caçado
Enquanto o filme perdeu pontos por ser a milésima vez na tela em que Tomy Lee Jones interpreta alguém atrás de um foragido da justiça o filme é poderoso e tem Johnny Cash iniciando e encerrando a obra. Nos créditos iniciais Cash dá o tom sombrio do filme e narra as frases inicias de Highway 61 Revisited de Bob Dylan:
Oh, Deus disse a Abraão “Mate-me um filho”
Abraão diz, “Cara, você está de sacanagem comigo”
Deus diz, “Não”. Abraão diz, “O quê?”
Deus diz, “Você pode fazer o que quiser Abraão, mas
Na próxima vez que você me ver chegando
É melhor correr”
Bem, Abraão disse
“Onde você quer esta morte feita?”
Deus diz, “Lá na Auto-Estrada 61.”

No epílogo com L. T Boham (Tomy Lee Jones) reflete sobre a natureza dos acontecimentos que o levaram a confrontar Aaron Hallam (Benicio Del Toro) enquanto "The Man Comes Around" começa a tocar.

The Hobbit - Making Of Partes 2 e 3

Há algum tempo atrás eu postei aqui no blog o primeiro video sobre a produção de O Hobbit e fiquei de postar os outros quando fossem divulgados. Bom eu dormi no segundo e o terceiro acaba de sair então aqui vão eles:


Video 2: 

Video 3:
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