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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Red Dead Redemption

Já faz um bom tempo que eu deveria ter escrito uma avaliação de Red Dead Redemption, mas nunca é tarde para se fazer algo (pelo menos aqui no blog).
Bom, a minha expectativa sobre Red Dead Redemption começou bem antes do lançamento do jogo e antes mesmo de eu comprar o Xbox 360, eu assisti a trailers do jogo no you tube e fiquei extremamente impressionado com o conceito. Eu sempre fui fã de western spaghetti e ojogo parecia incorporar esses aspectos com perfeição. A ideia da liberdade do velho oeste ser incorporada a jogabilidade dos melhores sandbox é algo realmente especial. Foi de fato esse jogo que me fez querer comprar o Xbox 360. Eu sabia a data de cor e foi através desse jogo que eu percebi a relevância de poder ter um vídeo-game dessa nova geração. Poder ter acesso a um jogo logo após o seu lançamento mudou a minha expectativa drasticamente, se antes cuidávamos apenas as datas de lançamento de filmes e albúns hoje em dia o lançamento de um jogo aguardado cria uma antecipação tão grande quanto o maior dos blockbusters. Talvez eu deva dizer que essa antecipação seja até maior pois com essa nova geração de vídeo games não apenas temos uma afinidade maior com um jogo do que com um filme (baseada na interatividade e na expectativa de jogar pelo menos 10 horas), mas também temos roteiros e imagens de qualidade semelhante. Sendo assim eu comprei o vídeo-game e aguardei o lançamento. Esse é um daqueles raros casos em que uma grande expectativa é criada e ela não vai de encontro a um inevitável desapontamento. Tudo foi feito de maneira excelente no que diz respeito ao pré-lançamento de Red Dead Redemption, desde a campanha de marketing, que incluía extensas sequências de gameplay (e não apenas de cutscenes) até a ausência dos inevitáveis atrasos na data de lançamento.  O jogo em si é sólido e muito divertido. Desde o início os gráficos são impressionantes, com a movimentação de cavalos perfeita e uma iluminação impressionante (o pôr-do-sol é o mais bonito que eu já vi seja no cinema ou em vídeo-games). A parte técnica é tão competente quanto se esperaria de um jogo da Rockstar e apesar de um ou outro glitch (que não chegam a atrapalhar) o jogo é ótimo. Red Dead é o primeiro jogo que eu vejo como uma unanimidade para os usuários da nova geração de video-games. Mesmo aqueles mais difíceis de se agradar se renderam ao detalhismo e ação entregues pelo jogo.
 Obviamente, há falhas no jogo mas tenha certeza que elas não chegam a se fazer notar tanto quanto as suas qualidades. De qualquer maneira eu citaria a história e a música como dois exemplos. A história em si é muito bem aproveitada mas parte de uma premissa bem simples: John Marston, um fora-da-lei que deixou sua vida de crimes para trás é recrutado pelo governo (através do sequestro de sua mulher e filho) para dar cabo dos membros de sua antiga gangue. Como eu disse a história é muito bem aproveitada e os roteiristas conseguiram incluir várias críticas sociais nas entrelinhas da história conseguindo criar um jogo divertido e maduro com uma história revelando várias camadas em seu desenrolar e se mantendo relevante ao mundo atual, porém a premissa é tão básica que leva o jogador a se perguntar o que eles seriam capazes de desenvolver com uma história mais complexa. O background do personagem (família e filho) também tira um pouco da força do protagonista clássico dos westerns em que um pistoleiro solitário sem nada a perder se torna uma ameaça a um poder maior. Já a música não é fraca mas fica tão aquém do resto do nível excepcional do jogo que eu acabei preferindo substituí-la por clássicos de Enio Morricone (conforme eu indiquei em outro post).
A minha principal esperança e dúvida é se o gênero de Red Dead é algo que despertaria o interesse apenas por ser novidade ou se uma nova franquia, aos moldes de GTA, pode surgir desse excelente jogo.  

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

1001 Coisas Para Fazer Antes de Morrer

Como eu mencionei em um post anterior muito recentemente eu incluí a lista de filmes presentes no livro "1001 Filmes para Assistir Antes de Morrer" aos posts do site e levei a sério a proposta do livro de assistir a todos antes de morrer.
Eu posso dizer que a proposta tem sido uma maravilha para mim. Na hora que eu preciso escolher um filme para assistir ou para fazer um download (Ahhhhh!) eu simplesmente consulto o o livro e já tenho uma idéia de filme para assistir. A lista também me ajuda a focar os posts do blog em relação a filmes. Eu sempre ficava indeciso sobre qual filme postar ou qual merecia realmente destaque. Com a definição da lista esse problema acabou e postar no blog a respeito de filmes tem sido algo bem mais satisfatório que antes.
Quando eu comprei o livro eu vi que haviam alguns outros volumes da série 1001, e o de filmes sempre pareceu o mais óbvio para mim. Mas existem vários outros volumes e apesar de achar que a maioria das pessoas faria a mesma escolha que eu, acho interessante considerar outras listas para concluir. Veja qual se encaixa mais com você.
1001 Pinturas Para Se Ver Antes de Morrer.
Esse me parece bem interessante e mais contemplativo do que o de filmes que na comparação me parece um pouco óbvio. Porém uma dúvida pertinente, nesse caso, é se o livro instiga o leitor a de fato observar as pinturas in loco ou reproduz em suas páginas as pinturas mencionadas. Eu acredito na primeira opção e isso faz com que o objetivo do livro se torne bem mais inacessível, porém não tão distante da realidade quanto outras opções da lista. Afinal, há sempre a esperança de viajarmos aos países que guardam esse obras de arte e podermos nos perder nas cores e linhas das 1001 pinturas indispensáveis. Uma dica para aqueles que escolherem esse livro seria visitarem aquelas obras que estiverem na sua cidade ou estado ou mesmo país e relaxar olhando um bom monitor de pelo menos umas 40 polegadas Full HD para as demais.
    1001 Jardins Para Ver Antes de Morrer
Bom, aqui uma opção mais natural, indicada principalmente para os amantes da natureza e paisagismo. Acho que ter a oportunidade de apreciar um jardim em toda a sua plenitude é algo único e raro. Esse é um caso específico em que não há substituto para a necessária presença no local. Desculpem, mas nesse caso não há download que resolva, nem foto que ajude. Ainda sim, de todas as opções economicamente inviáveis para mim essa é aquela que eu mais acho interessante.

 
1001 Prédios Para Ver Antes de Morrer
Uma das opções mais agradáveis para turistas tirando o incomodo de ter que viajar por todo o mundo parece ser uma grande pedida. Obviamente que nada substitui a presença no local, mas dá para se ter uma ideia do estilo de arquitetura através de fotos. A descrição dos prédios, suas histórias e detalhes da construção tornam esse volume da coleção bastante interessante ainda que distante da realidade do ser humano comum.

 
1001 Cervejas Para Provar Antes de Morrer
Ah esse aqui sim, aposto nele como o favorito da maioria das pessoas para se começar uma campanha de 1001 coisas para fazer antes de morrer. Além de ser uma ótima desculpa para se beber indiscriminadamente também sempre pega bem você poder argumentar que uma determinada cerveja obscura é boa ou não. Pode não ser o volume mais popular ou o mais fácil de se completar da série, mas com certeza parece ser o mais divertido.  

1001 Dias Que Moldaram o Mundo
 Com certeza o livro mais acessível da série e um dos poucos que não necessita nenhuma atividade para ser completada.  Basicamente ler o livro é o suficiente. Ainda sim parece ser uma lista interessante e ajuda a perceber como vários acontecimentos distintos nos levaram onde estamos hoje.

1001 Fugas Para Fazer Antes de Morrer
Recheado de locais inesquecíveis e fora do comum esse volume é ideal para quem procura uma indicação única para aquelas férias do sonho. Planeja deixar tudo para trás por uma temporada ou um feriadão? Provavelmente aqui há uma bela sugestão para se apresentar. Apesar de não ser uma lista possível de se completar em uma única vida é um daqueles livros para se ter a mão quando você começa a sonhar que ganhou na Mega-Sena e não sabe para onde iria.

1001 Vinhos Para Beber Antes de Morrer
Aqui uma versão mais requintada do que a cerveja, e também obviamente mais dispendioso, o guia dos vinhos pode parecer um pouco elitizado mas pode ser uma surpresa agradável encontrar um vinho que você já provou nessa lista. Há algo de muito mais pessoal no mundo dos vinhos do que no do cinema ou da cerveja. Sempre quis fazer aquele curso de sommellier e nunca teve tempo? Bom, eu sou da politica do "aprenda bebendo".

1001 Buracos de Golfe Para Jogar Antes de Morrer
O mais exclusivo dos livros dessa coleção é esse provável livro de cabeceira de Tiger Woods. Eu não acredito que seria possível alguém completar essa listagem antes de morrer (depois então, mais difícil ainda...). Indicado apenas para entusiastas do esporte e curiosos.

1001 Invenções Que Mudaram O Mundo
Mais um que não exige nenhum esforço do leitor além do número de páginas a ser lido. Funciona como um bem-vindo complemento ao "1001 Dias Que Moldaram O Mundo" pois apresenta a influência da tecnologia no nosso desenvolvimento histórico. Uma leitura interessante com toda certeza, nem que seja para percebermos que o notebook e o iPod não são as maiores invenções desde a roda. 

 
1001 Maravilhas Naturais Para Ver Antes De Morrer
A capa do livro já deixa claro que essa é uma lista que infelizmente está fora da realidade da maioria de nós simples mortais completar, o que de fato é uma pena, pois essa é justamente aquela a qual temos mais direito. É raro podermos apreciar toda a beleza e  imponência da natureza de nosso planeta mas os 1001 exemplos apresentados nesse livro nos dão uma boa ideia do que herdamos de nossos pais e deveríamos preservar para nossos filhos.

 
1001 Livros Para Ler Antes de Morrer
Com tantos lançamentos anuais e requisitos acadêmicos de leitura fica difícil decidirmos quais serão os poucos livros que leremos por puro prazer. Essa lista vem bem a calhar para quem quer adquirir um conhecimento maior sobre os livros realmente relevantes (e não apenas os clássicos antiguissimos). 
É bom verificar que foi levado em consideração o fato de bons escritores produzirem mais de um (em muitas vezes vários) ótimos livros e a lista não se resume a um único livro por autor. Na verdade apenas 225 autores estão presentes na obra e cada um deles vale a pena. Eu achei a listagem na internet, dado o tamanho dos arquivos e que a maioria deles já é de domínio publico, é o mais fácil de baixar e pretendo me aprofundar nessa lista durante os próximos anos. 

1001 Livros Infantis Para Você Ler Antes de Crescer
Em uma época em que entretenimento voltado para crianças significa colocar um dvd de animação para o seu filho assistir repetidamente até que o cérebro da criança derreta, esse livro é um oásis em meio ao deserto. Muitos brasileiros admitem não terem o hábito da leitura e não percebem que não fazem o menor esforço para mudar essa realidade para a próxima geração. 1001 Livros Infantis Para Você Ler Antes de Crescer apresenta uma listagem que vai motivar qualquer pessoa (independente da idade) e reconsiderar o hábito da leitura. 

1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer
Essa seria a minha segunda opção para uma listagem que eu tentaria completar e tem o bônus de eu já ter ouvido vários dos álbuns indicados aqui. A listagem é fácil de encontrar para download na internet e em uma época em que a industria fonográfica mudou radicalmente é bom voltarmos ao velhos clássicos. Mas não pense que a lista é composta unicamente por velharias e há novidades que mesmo tendo poucos anos de vida já influenciaram muita gente.

Agora é só uma questão de escolher a sua lista e começar a jornada.

Star Wars: The Force Unleashed


Eu não tinha nenhuma intenção de jogar Force Unleashed, o jogo foi lançado em 2008 e eu havia jogado a versão para Play 2 na casa do meu primo Rodrigo em Santa Cruz do Sul, não achei nada de especial além de a possibilidade de se jogar com Darth Vader na fase inicial. Recentemente o Michael, meu fornecedor oficial de jogos para o Xbox 360 me comentou que ele planejava jogar o jogo uma vez que está prestes a ser lançada a continuação, Star Wars: Force Unleashed 2. Embarquei na ideia e comprei o jogo. O protagonista da história é o jovem Starkiller (nome original de Skywalker no primeiro rascunho de Geroge Lucas sobre a história de Star Wars), ele é o aprendiz secreto de Darth Vader e a história se passa no intervalo de tempo entre os episódios 3 e 4. Eu já sabia de antemão que no final há uma escolha a ser feita entre no final do jogo entre matar Darth Vader e assumir seu lugar como aprendiz do Imperador ou salvar um cavaleiro Jedi e salvar a rebelião. Eu havia imaginado que o jogo faria a mesma transição de Mass Effect, levando em consideração a escolha do jogador no final do jogo anterior para contar a história do próximo capítulo. No entanto mais tarde eu viria a descobrir que a sequência leva em consideração apenas a história daqueles que escolheram o caminho da luz, sendo que a transição do personagem para o lado negro da força, e seu interessante gancho de história, foram tratados por expansões lançadas logo após o jogo original.

Mas vamos ao jogo em si. Eu comecei o jogo bastante decepcionado pois a fase inicial na qual você joga com Vader em Kashyyyk parece bem melhor no Play 2 do que na versão do Xbox  360. Pensei em parar de jogar mas tive a sábia decisão de continuar para ver no que ia dar. Desde "Shadows of The Empire" para o Nintendo 64 eu não me divertia tanto com um jogo de Star Wars. A história é solida, apesar de forçar um pouco tudo que poderia ter acontecido no intervalo de tempo entre a ascensão do império e o início da rebelião. O jogo tem a grande qualidade de ter os mais famosos antagonistas do universo Star Wars (e talvez do cinema), Darth Vader e o Imperador sem avacalhar com toda a história principal para isso. Quanto a parte técnica o trabalho de dublagem não é ótimo mas também não chega a ser ruim Para mim a grande sacada do jogo é tornar o uso da Força mais poderoso (daí o "Unleashed" do título"). Enquanto assistíamos Luke Skywalker quase ter um derrame tentando puxar um sabre de luz enterrado na neve á poucos centímetros de seus dedos, Starkiller não sofre das mesmas restrições. Um momento bem divulgado do jogo é quando ele puxa um Star Destroyer de órbita utilizando a força. Esse é o tipo de coisa que parece absurda se levarmos em consideração o nível de poder apresentado nos filmes, mas é algo fascinante e extremamente recompensador quando aplicado ao vídeo-game.
Confira o vídeo da cena abaixo:
O jogo apresenta uma dificuldade razoável e eu quase me vi "trancado" em algumas partes e confesso que tive que pedir ajuda ao Youtube sobre as melhores táticas de lutar contra Darth Vader no final. No geral eu gostei muito do jogo e ele cumpriu com louvor a função que eu havia determinado a ele: me deixar esperando pela continuação que será lançada em 26 de Outubro.  

domingo, 5 de setembro de 2010

Mafia II

Primeiro eu devo esclarecer que nunca ouvi falar de Mafia. Se não fosse pelo "2" no título eu jamais descobriria se tratar de uma continuação, até porque a história é inédita e não faz referência a um jogo anterior. Você jogo como Vito Scaletta, um veterano de guerra que volta para os Eua no fim dos anos 40 e começa a sua vida no crime organizado ao lado do companheiro insepáravel Joe Barbaro. Não tendo ouvido falar do primeiro jogo da série eu não tinha qualquer expectativa em relação ao jogo. Honestamente no ínicio acreditei que seria um daqueles títulos de segunda linha que a gente tem que fazer um esforço para jogar até o final e no fim das contas a única satisfação é adicionar mais um jogo a sua lista de detonados. Bom, há vários jogos assim no mercado, mas Máfia 2 não é um deles. Máfia 2 é um grande jogo, eu identifico esses jogos quando eles entram apenas uma vez no meu XBox 360 até virar. Do momento em que eu jogo pela primeira vez até terminar o jogo eu não consigo jogar outro jogo, Máfia 2 faz parte desse feliz time. Eu posso dizer que há vários defeitos e qualidades no jogo, mas os defeitos são todos ausências de elementos que poderiam tornar o jogo melhor e não a presença de algo que não funcione.
Pegando referências em quase todos os filmes bons de gangsters o jogo te carrega fielmente pela jornada do protagonista fazendo com que você não apenas se sinta na pele dele mas também se arrependa de decisões erradas e saboreie conquistas.

O foco na história é grande e esse é um dos grandes defeitos e ao mesmo tempo a maior qualidade do jogo. Não há missões paralelas, não há quase nada para se fazer na cidade que não envolva diretamente uma das missões.
Enquanto GTA IV oferece praticamente um segundo jogo em termos do que você pode fazer fora da história principal, Máfia 2 é extremamente pobre nesse sentido. Não há nem ao menos um joguinho de poker para passar o tempo. Porém toda essa ausência é compensada pela intensidade da história, esse é o jogo mais envolvente que eu joguei até agora. Para se ter uma idéia você não começa o jogo retornando aos Estados Unidos como se pode imaginar, na verdade o jogo começa em plena guerra. Quantos jogos "sandbox" se dão ao trabalho de ter toda uma fase separada e muito bem construída apenas para se ter um autêntico feeling do background do personagem? Na cena em que o personagem é julgado por um de seus crimes eu genuinamente me senti envergonhado pela presença da mãe do personagem enquanto a senteça era lida pelo juiz. São toques como esse que fazem valer a pena jogar um jogo e isso Máfia 2 tem de sobra. Esse nível de intensidade só é permitido a jogos com esse tipo de foco e os desenvolvedores e roteiristas aproveitaram ao máximo vários momentos. Eu ri alto em uma das missõs quando se está com dois companheiros bêbados no carro e com um defunto no porta-malas, algumas das falas são impagáveis, fiquei satisfeito ao comprar uma casa no bairro dos sonhos do personagem e genuinamente preocupado com o destino de alguns companheiros durante o jogo. Se história é ótima os outros aspectos do jogo são razoáveis.
Houve uma inteligente e muitíssimo bem vinda melhoria no sistema de combate corpo-a-corpo se comparado a outros jogos da mesma geração onde se evitava dar um soco (sempre resolvendo tudo na base da pistola) uma vez que era um sistema pouco refinado e completamente não envolvente, jogos como Just Cause 2, GTA IV e Mass Effect sofrem desse defeito e a equipe de Máfia fez sua lição de casa. Normalmente eu não dou muita bola para aqueles ítens colecionáveis que os jogos apresentam, sejam moedas ou troféus ou posters e afins, para mim não faz a menor diferença ficar andando com o personagem para lá e para cá só para poder completar 100% de um jogo, as entrevistas dos pacientes em Batman: Arkham Asylum haviam sido o único exemplo de algo empolgante nesse sentido até agora. Porém, Máfia 2 conseguiu algo divertido e interessante com esse tipo de busca, você coleciona fotos de Playmates da Playboy (jogando no modo mais difícil você libera várias pin-ups).
A trilha sonora é adequada a época e me surprendeu e agradou com Dean Martin e afins. Ainda que a o tópico mais específico do jogo o impeça de ter uma trilha mais camaleônica como a da GTA IV.
No geral ainda que a história seja intensa, e muito bem aproveitada acaba se sentido falta de diversas opções e Máfia 2 acaba sendo um jogo que só diverte uma vez.

1001 Filmes - Old Boy (2003)

Old Boy é um filme poderoso. Não é um filme sutíl em absolutamente nenhum sentido. Ele não pede licença ao espectador para contar a sua história e tão pouco pede a simpatia do espectador ao explicá-la. Esse é um dos grandes trunfos do filme. Ele é cheio de verdades lógicas que não são fáceis de aceitar, mas fazem sentido se nos colocarmos na pele de Oh Daesu, o protagonista encarcerado por 15 anos sem nem ao menos saber o motivo. Old Boy é singular em alguns aspectos, por exemplo: a história não é envolvente por si só. Cria-se uma aura de mistério em torno de o porque de Oh Daesu ter sido preso e a trama, que já começa de uma premissa complicada, vai adicionando níveis de complexidade a sua história. Para todos que já assistiram Lost sabem que quando o mistério começa a ficar bom demais ou a explicação é óbvia ou sem noção. Qualquer que seja o mérito do mistério de Old Boy não foi ele que me fez assistir o filme mais de uma vez e sim o visual que transmite a história para o espectador. A todo instante que se assiste a Old Boy se fica com a impressão que há algo diferente se passando na tela do que o que está sendo contado pela trama. Um exemplo claro disso é o fato de o tempo que mostra Oh Daesu preso é representado com um ar de libertação do personagem. Ele revisa sua vida, define uma meta e se dedica a ela. O contraste com a cena inicial (em que ele aparece bêbado em uma delegacia) é marcante. Não se enganem pela profundidade psicológica do filme achando que a ação fica restrita a lado emocional dos personagens. Há muita ação no filme, lutas incrivelmente coreografadas e uma sequência onde o protagonista encara uma gangue em um corredor que é sensacional. Como eu disse há muitos momentos em Old Boy que podem parecer estranhos, inadequados ou mesmo apelativos, mas todos estão lá sustentando a história que tem um lógica irretocável. 

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A ficção assusta, a realidade apavora

Eu estava navegando no youtube há algum tempo atrás e me deparei com um video que eu achei muito interessante e bem realizado. Sabe quando você está assistindo a um video no youtube e do lado da página ficam aquelas indicações de videos relacionados, uma delas era esse video abaixo sobre os melhores vilões humanos do cinema.


A proposta é mostrar que os piores e mais assutadores vilões não são aqueles sobrenaturais ou fantásticos e sim os baseados em personagens humanos e assustadoramente reais. Eu realmente gosto de video e fiquei pensando a respeito de uma frase que eu usei em um post recente e que frequentemente é utilizada pelos espectadores de cinema: "Ah, só em filme mesmo".
Fiquei pensando a esse respeito e apesar de achar que alguns dos vilões retratados aqui são realmente amedrontadores nenhum deles chega ao nível aterrorizante de alguns outros monstros bem mais reais que as suas contra-partes cinematográficas.Nem todos os citados aqui inspiraram os vilões fictícios que eu associo em cada ítem, mas me pareceu que eles se encaixavam no tema.
Para cada personagem assustador de cinema há uma história real infinitamente mais assustadora:


1 - Pennywise, o palhaço

Surgido no romance "It" de Stephen King, a versão cinematográfica de Pennywise, o palhaço, é uma das imagens icônicas do terror americano. Concebido como uma fusão de Bozo e Ronald McDonald com um monstro, essa era apenas a forma mais conhecida de um ser alienigena na versão do filme de 1990.

John Wayne Gacy - Pogo, o palhaço
Um famoso serial killer americano John Wayne Gacy estuprou e matou 33 garotos com idades entre 14 e 21 anos. Ele enterrou pelo menos 22 de suas vitímas no porão de sua casa.


2 - Hannibal Lecter

O mais famoso canibal e serial killer do cinema, um papel que rendeu o Oscar de melhor ator a Anthony Hopkins, é capaz de recriar com precisão impressionante a paisagem de Florença do interior de sua cela e ao mesmo tempo apreciar carne humana sem remorso. Dono de uma inteligência inigualável, o Doutor Lecter é dono de um score de mais de 29 vitimas em suas cinco aparições no cinema: O Silêncio dos Inocentes, Dragão Vermelho, Hannibal, Hannibal Rising e Manhunter.

Ted Bundy

Ao contrário do clássico perfil de serial-killer Ted Bundy era atraente, auto-confiante, tinha ambições políticas (reais, não imaginárias), era formado em psicologia e bem sucedido. Ele aterrorizou os Estados Unidos nos anos 70 e sua vítimas confessas chegam a 35, mas especula-se que ele possa ter matado mais de 100.  Ele foi preso duas vezes e nas duas escapou continuando com sua lista de mortes.

3 - Leatherface
O clássico o Massacre da Serra Elétrica criou mais um ícone do terror: Leatherface. Além de brandir incansavelmente a sua serra elétrica quando persegue suas vitímas o vilão também usa sua característica máscara feita de pele humana. O diferencial deste vilão é que ele é representado como uma extensão da vontade de sua família e não um indíviduo com vontade própria, o que parece ser refoçado pelo uso do rosto de outra pessoa sobre o seu próprio.

Ed Gein
Ed Gein, não apenas inspirou Leatherface, como também o superou em nível de sadismo, crueldade e maluquice. Um belo dia na cidade onde Gein vivia a dona de uma ferragem desapareceu e como a última pessoa a ser vista na loja dela era Ed Gein a polícia resolveu fazer-lhe uma visita. Ao chegar ao local a polícia encontrou não apenas o corpo da mulher decapitado e pendurado de cabeça para baixo mas também uma lista bastante peculiar de ítens: quatro narizes, vários ossos e fragmentos de corpos, nove máscaras feitas de pele humana, tijelas feitas de crânios humanos, dez cabeças femininas com o topo do crânio cortado, peles humana cobrindo várias cadeiras, crânios nas extremidades de sua cama, orgãos no refrigerador e um par de lábios nas palhetas de uma persiana.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Dante's Inferno

Para que eu possa dar a minha opinião sobre Dante's Inferno é necessário que eu esclareça que eu nunca joguei God Of War. Sim, eu conheço o jogo, já vi jogarem e tive várias sessões de descrição detalhada da terceira parte feitas pelo Rafael (que é um fã entusiasta da franquia). Sendo assim eu admito que muita gente me disse que não só God of War é melhor que Dante's Inferno, mas que o último não passaria de uma cópia do primeiro. Impossibilitado de comparar os dois eu vou julgar o jogo do Xbox 360 pelos seus próprios méritos.
Eu gostei muito de jogar Dante's Inferno e tenho uma confissão a fazer: logo na primeira luta, na qual se enfrenta a Morte, eu continuamente fui derrotado até que eu tomei a decisão de diminuir a dificuldade do jogo. Essa foi a primeira vez que eu fiz isso e a razão é que eu sempre achei que deveria jogar o jogo na dificuldade normal (ou média) para ter uma ideia melhor de todos os elementos como um todo. Porém em Dante's Inferno eu fiquei muito satisfeito em ter feito isso. Isso evitou que eu ficasse preso em batalhas frustrantes e permitiu que eu me divertisse virando o jogo. Eu gostei muito da forma como a história se desenrola e há uma variedade de estilos de vídeo que contam a saga de Dante, um cavaleiro das cruzadas que desafia a morte e parte em uma jornada ao inferno para resgatar a alma de sua amada Beatrice. O material original, o poema épico da Divina Comédia de Dante Alighieri, é respeitado e usado com primor como fonte de inspiração para desafios e conquistas.  Você tem a escolha de absolver ou punir vários personagens ao longo do jogo como por exemplo Pôncio Pilatos ou Orfeu.
As fases são variadas o suficiente e a ação ininterrupta, lembrando que essa é uma descida ao inferno não espere nada muito recatado e lembre-se que há momentos verdadeiramente nojentos. O que eu mais gostei no jogo foi a versatilidade dos poderes de Dante, ele pode usar magias e poderes extras, bem como aprimorar seus golpes e poderes conforme vai adquirindo mais poder absolvendo ou punido as almas que encontra em sua descida infernal. Há três tipos de vídeo no jogo,  primeiro que usa a própria engine do jogo e tem uma qualidade mais fraquinha é o mais comum. O segundo tipo é uma espécie de animação em quadrinhos muito bem realizada que serve para mostrar o passado de Dante e de sua familia. O último tipo de vídeo é um de excepcional qualidade (o melhor que eu já vi no Xbox 360) que aparece apenas três vezes no jogo, uma delas felizmente é a virada. A história é boa (apesar de ser ateu eu admito que a religião católica é uma fonte inesgotável de histórias de qualidade), a jogabilidade é boa, a dificuldade é boa, mas no geral eu não jogaria o jogo novamente e achei ele relativamente curto.Perto do fim o jogo começa a ficar um pouco repetitivo mas isso não desmerece sua demais qualidades. De qualquer forma o jogo te recompensa o esforço com uma virada épica e a promessa de uma continuação.
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