Páginas

domingo, 10 de novembro de 2013

Top 10 Trilhas Sonoras Rejeitadas

Não é necessariamente comum, mas acontece de uma trilha sonora ser rejeitada para um filme logo antes de seu lançamento ou durante a pós-produção. Os motivos são variados: falta de tempo do compositor para concluir seu trabalho, refilmagens que acabam alterando drasticamente a estrutura do filme, divergências artísticas entre diretor e compositor, interferência do estúdio, desaprovação nas exibições teste. Na maioria das vezes a decisão é acertada porém mesmo que uma trilha sonora orquestrada não seja a melhor opção para um filme isso não significa que a música e os temas apresentados sejam necessariamente ruins. Eu apresento aqui algumas trilhas e temas que apesar de não terem sido a melhor opção para seus filmes são obras bastante interessantes e agradáveis de se ouvir.


10º Maurice Jarre - O Rio Selvagem
Aqui está um score que definitivamente deveria ter ficado de fora do filme. Ele não acompanha muito bem o filme e soa bastante destoante da ideia do filme, mas mesmo assim é bastante interessante e tem alguns temas de ação que soam muito bem, apesar de parecerem diretamente retirados da década de 50.



9º Graeme Revell - O 13º Guerreiro
A trilha sonora de Jerry Goldsmith para O 13º Guerreiro é tão épica que Ridley Scott a utilizou novamente em uma das melhores cenas de Cruzada, talvez esse seja o motivo pelo qual essas ótimas composições de Revell tenham sido rejeitadas. A trilha de Revell é mais medieval do que a de Goldsmith e tem algumas temas mais delicados e misteriosos.



8º Randy Newman - Força Aérea Um
Aqui temos um trabalho bastante inspirado de Newman, mas que novamente não é tão adequado quanto a trilha de Jerry Goldsmith. O clima de urgência de Newman, que não tinha muita experiência com scores de ação, foi substituído pelos temas mais patrióticos de Goldsmith.



 7º Christopher Young - Um Lugar Para Recomeçar
Com o filme pronto em 2003 e sendo lançado apenas em 2005, na longa fase de pós-produção quase toda trilha sonora de Young foi substituída por composições de Deborah Lurie, que na verdade é uma pupila de Young. Eu não consigo analisar imparcialmente qual das trilhas é mais adequada ao filme, mas com certeza as composições de Young são belíssimas e um pouco mais complexas.



6º Ennio Morricone - Amor Além da Vida
Até mesmo mestres como Morricone tiveram scores rejeitados. O filme foi para as telas com uma trilha adequada e bonita composta por Michael Kamen, ainda sim as composições de Morricone são belíssimas mas talvez não tão adequadas à obra final que tem uma pegada final mais moderna do que o som de Morricone.



5º Alex North - 2001 Uma Odisséia no Espaço
Não há dúvida que a escolha de Kubrik de utilizar musicas clássicas consagradas para ilustrar sua "space opera" definitiva foi acertada. Porém isso não tira o crédito das boas composições de Alex North para o filme, ainda que possam parecer datadas hoje em dia, elas com certeza tem suas qualidades.



4º O Exterminador do Futuro - A Salvação
Evidente que Danny Elfman tem um nome com muito mais peso para compor a música de um filme do que Ahmed al-Gendy, praticamente um desconhecido. Apesar de achar o score de Elfman bastante inspirado eu considero bastante interessante o tom geral da composição de al-Gendy e acredito que ele não teria apresentado um material ruim.



3º Alan Silvestri - Missão Impossível
Esse é um dos poucos casos em que eu acredito que a trilha dispensada era superior a que chegou às telas. Silvestri entrega um som mais elegante e menos barulhento do que a trilha de Danny Elfman, com uma relação muito mais próxima ao seriado original.



2º Jerry Goldsmith - Timeline
Aqui está um exemplo de uma trilha sonora não apenas melhor do que a que foi usada, mas claramente melhor do que o filme que deveria acompanhar. O mair triste é saber que essa trilha sonora não utilizada foi o último trabalho completo de Jerry Goldsmith. Na verdade a trilha não foi dispensada por não agradar, mas o filme sofreu diversas mudanças durante a produção e a trilha sonora de Goldsmith foi considerada pesada demais para o novo clima do filme.



1º Gabriel Yared - Tróia
Mais um dos casos em que eu acredito que o score rejeitado é definitivamente superior ao utilizado no filme. Yared não tinha muita experiência com trilha sonoras de filmes de ação e isso acaba trabalhando a seu favor, já que ele acaba entregando temas mais sentimentais e épicos do que a repetição exacerbada de James Horner.

Sniper Elite - V2

Lançado há mais de um ano Sniper Elite V2 é uma das análises que sofreram com a minha troca de Xbox 360 e um período afastado dos games. É um dos poucos jogos que eu comecei a jogar e apesar de ter gostado bastante não cheguei a terminar justamente pela falta do console. Retornando agora e ressuscitando as resenhas que eu fiquei devendo Sniper Elite V2 é uma que não poderia passar em branco.
As duas principais características de Sniper Elite V2 é que ele é um jogo irregular e ainda sim extremamente divertido.
A trilha sonora, os gráficos, as opções e a jogabilidade das armas secundárias são bastante deficientes e ele poderia facilmente ser confundido com um jogo da geração anterior. De fato, eu joguei o Sniper Elite original no PlayStation 2 e se minha memória não me falha ele era essencialmente o mesmo jogo no que diz respeito a esses aspectos. Porém o que realmente conta aqui é a jogabilidade na questão de tiro à longa distância e nesse ponto o jogo é excelente.
Não perca seu tempo com a dificuldade inicial, esse jogo foi feito para ser jogado na dificuldade "Sniper Elite" que aplica as alterações físicas e balísticas mais realistas à partida. Isso faz toda a diferença e sem essa opção ativada o que você vai ter nas mãos é um jogo de tiro medíocre ambientado no fim da segunda guerra mundial.
Outro ponto que definitivamente não me fascina é a história do jogo, assim como seu antecessor Sniper Elite V2 coloca você na pele de um atirador de elite dos aliados infiltrado além das linhas inimigas que acaba enfrentando russos e alemães na Batalha de Berlim. O fato é que o personagem principal opera como se já estivéssemos na Guerra Fria enquanto os russos ainda deveriam ser seus potenciais aliados. Mesmo a desculpa de que os soviéticos estavam tentando colocar as mãos na tecnologia dos foguetes V2 não parece tirar o gosto amargo de estar atirando no exército vermelho quando eles também estavam lutando (a grande custo) os nazistas.
Porém nada supera a ideia genial que á a "x-ray kill cam". Quando você acerta um bom tiro à uma distância considerável o jogo faz uma pausa e mostra a trajetória da bala em câmera lenta chegando a mostrar qual o impacto da bala no corpo do soldado inimigo. Isso deixa cada tiro certeiro com uma sensação de satisfação extrema que faz com que você acabe nunca largando o controle.
Sniper Elite V2 é como pizza, por si só já é uma grande idéia. Todo o jogo de sniper já é algo que me agrada muito, porém a execução da mecânica fundamental do jogo foi bem realizada, infelizmente todo o resto que acompanha o pacote é bastante medíocre.





sábado, 9 de novembro de 2013

Top 10 Filmes Ruins com Boas Trilhas Sonoras


10º X-Men 3 : O Confronto Final
X-men 3 foi o filme que matou a franquia dos mutantes da Marvel para mim. Brett Ratner estava destinado a estragar tudo desde que assumiu a cadeira que havia sido de Bryan Singer nos dois primeiros e muito superiores filmes. Porém a dança das cadeiras foi ainda mais brusca no que diz respeito à composição da trilha sonora. X-Men - O Filme contou com Michael Kamen que introduziu uma mistura de temas eletrônicos e melodiosos conforme uma demanda do estúdio. Em X-Men 2 Synger pode se utilizar de seu colaborador mair frequente John Ottman. Ottman criou uma atmosfera mais clássica de super-heróis e teve um resultado mais temático do que Kamen. Finalmente em 2006 tivemos a atrocidade que é X-Men 3 - O Confronto Final. Enquanto o filme é péssimo e parece tomar todas as decisões erradas possíveis com seu roteiro e direção, a trilha sonora é bastante interessante e a mais heróica da trilogia. Com temas bem desenvolvidos e focando mais nos temas de personagens individuais do que no clima da história como os compositores anteriores John Powell consegue entregar uma trilha sonora bem mais interessante do que o desastre na tela.


9º O Mensageiro
Eu adoro Kevin Costner mas não como negar que as vezes ele embarca em projetos por puro ego. O Mensageiro é obviamente o pior exemplo desse tipo de filme. Com uma trama arrastada, um roteiro pouco inspirado e uma trama boba que é erroneamente tratada como se tivesse elementos épicos o filme é uma grande perda de tempo. Porém a trilha sonora de James Newton Howard é épica, heróica e elegante. Ainda que a trilha sonora seja pouco inovadora ela eleva o filme à uma categoria superior à qual ele originalmente pertence.


8º Van Helsing
Van Helsing é uma abominação do mesmo diretor de A Múmia e O Retorno da Múmia, que foram mais bem sucedidos na empreitada de abordar os vilões clássicos da Universal do que esse fiasco que deveria ser o primeiro sucesso solo de Hugh Jackman. O filme falha miseravelmente e é um exercício de vergonha alheia porém a trilha sonora de Alan Silvestri é empolgante e entrega o clima de aventura que o filme esquece no meio do caminho.


7º A Ilha
A Ilha é o supra-sumo do filme Michael Bay, completamente estilo e nenhuma substância. Um grande e talentoso elenco é brutalmente desperdiçado nesse filme belo porém absolutamente pueril. Entretanto a trilha sonora de Steve Jablonsky, um dos pupilos de Hans Zimmer, é muito interessante. Com um tema geral otimista e esperançoso ela dá uma sensação de grandiosidade humana ao filme mesmo que ele não tenha qualquer conteúdo relevante para entregar.


6º Star Wars - Episódio I: A Ameaça Fantasma
Todos sabemos que a saga de George Lucas merecia um início melhor. Acima de tudo vítima de uma direção equivocada de Lucas o filme só atinge algum ponto positivo quando escorado no mito dos filmes anteriores e através da trilha sonora de John Williams. Para ser absolutamente sincero, a trilha no geral não é lá muito original (como a maioria dos trabalhos de Wiliiams nos últimos 15 anos) porém "Duel of Fates" carrega sozinho essa trilha sonora até o 6º lugar.


5º Rei Arthur
Construindo uma versão da lenda do Rei Arthur demasiadamente Hollywoodiana (sem traições, sem religião, sem magia) esse é um filme com belas imagens e interpretações razoáveis, porém com um clima e um roteiro equivocados além de cenas de ação equivocadas. Ainda sim a trilha sonora de Hans Zimmer deixa evidente o potencial do filme de ter sido um belo épico tão influente quanto Gladiador, porém a única qualidade redentora do filme são os temas absurdamente grandiosos compostos por Zimmer.


4º Tron - O Legado
A triha sonora de Tron - O Legado, cortesia da dupla Daft Punk, é uma das mais adequadas trilhas sonoras ao clima do filme ao qual se propõe a acompanhar. Infelizmente o filme é bastante raso e foi uma decepção para mim. O clima aqui é tudo e a ambientação das composições são absurdamente adequadas as cenas e ao conceito do filme. Essa é uma trilha sonora que consegue ser bastante original e ao mesmo tempo prestar homenagem à Basil Poledouris e Vangelis com temas sintetizados e impactantes.


3º Exterminador do Futuro - A Salvação
Danny Elfman é uma escolha estranha para um filme que deveria ser bastante sombrio como Exterminador do Futuro - A Salvação. Normalmente Elfman soa como um palhaço com uma banda, algo que não me agrada muito mas é adequado à vários filmes (Tim Burton que o diga). Porém esse filme se beneficiaria muito de uma trilha mais sombria, com um tema que entregue a dificuldade desse mundo pós-apocaliptico enquanto deixa transparecer fios de esperança nos temas dos personagens. E é exatamente isso que Elfman entrega. No geral esse último "Exterminador" é bagunça do início ao fim. Problemas dentro e fora dos sets, condenaram o filme (e possivelmente a franquia toda), porém isso não deveria diminuir o mérito de Elfman que prova que consegue dar cabo de temas mais complexos e sombrios.



2º Piratas do Caribe - No Fim do Mundo.
O terceiro capítulo da franquia Piratas do Caribe falhou em esclarecer a confusão do segundo e simplesmente permitiu que as sequências posteriores afundassem em meros caça-níqueis declarados. O roteiro desse filme é uma bagunça que se acha épico e não passa de uma besteira constrangedora que não vai a lugar algum. Uma pena que toda essa falta de talento seja acompanhada por uma das melhores trilhas de Hans Zimmer. Ele acerta todos os detalhes aqui. Todos os temas são emocionantes, únicos, adequados as cenas que acompanham e realmente inspirados. Zimmer ainda encontra tempo para homenagear Ennio Morricone e arrebatar os espectadores com temas épicos e aventureiros que quase enganaram a platéia de que eles estavam assistindo à um bom filme.


1º Sunshine
Sunshine quase não merece estar nessa lista por causa do quesito "filmes ruins" a primeira metade do filme é relativamente interessante, porém a segunda metade é praticamente risível com a trama despencando de ficção-científica para filme de assassino. O filme não explora muito bem a ciência dos acontecimentos que se propõe à relatar e isso acaba sendo a última pá de cal pois quando o que é proposto finalmente acontece o espectador não está mais emocionalmente envolvido. Já a trilha de John Murphy é daquelas de fazer chorar de tão bonitas. "The Surface of The Sun" é tão bonita é inspiradora que é continuamente utilizada nos trailers de outros filmes para invocar profundidade e emoção.

Grand Theft Auto V - GTA 5

Lançado cinco anos após o sucesso de GTA IV o novo capítulo da série é um excelente entretenimento e uma aquisição obrigatória para qualquer jogador da atual geração de video-games, mas também tem suas falhas e restrições.
Primeiro eu devo esclarecer que a minha avaliação é apenas do modo campanha e não do multiplayer, onde se espera que o jogo tenha um grande impacto.
Considerando o intervalo de tempo considerável entre o lançamento de GTA IV e GTA V uma melhoria considerável nos gráficos era esperada, porém fica claro que o Xbox 360 já não tem mais truques na manga e que apesar da melhoria, já vimos gráficos melhores em outros jogos sandbox. O ambiente selvagem de Just Cause 2 e o cenário urbano de Mafia 2 tem uma palheta de cores e um visual superior ao novo game da Rockstar.
Por falar na produtora do game fica evidente que ela aprendeu bastante com cada lançamento seu nos últimos anos e há mais expressões no rosto dos personagens e uma fauna mais dinâmica, influências diretas de L.A. Noire e Red Dead Redemption respectivamente.
GTA V é o video-game abraçando definitivamente o seu poderio de ser a nova mídia definitiva para se contar histórias, porém uma história que apesar de boa, não está à altura do próprio jogo. GTA V já merece um grande mérito por conseguir se distanciar o suficiente do padrão "garoto de entregas" da maioria dos jogos sandbox de hoje.
A introdução dos três protagonistas é o passo à frente que a Rockstar sempre parece ter prante a concorrência e ela funciona excepcionalmente bem, criando o interesse no jogo e ao mesmo tempo tornando acessível a história dos personagens.
A trilha sonora sempre foi algo muito significativo em GTA e apesar de não comprometer em nenhum momento, não há nada de especial no setlist e a única melhoria vem da trilha sonora orquestrada nos momentos de mais ação.
A jogabilidade é boa e dirigir raramente foi tão bem estruturado e ainda permanece significativamente recompensante. Por experiência do meu próprio gameplay e observando outros percebi que é muito mais comum, quando comparado à outros jogos e mesmo com GTA IV, os jogadores dirigirem e conseguirem fazer manobras arriscadas no trânsito sem necessariamente perderem o controle do carro, o que acaba gerando uma satisfação muito grande com o gameplay.
Quanto a parte de tiro é possível perceber que algumas arestas foram aparadas e por exemplo, o discreto circulo de energia que estava presente na edição anterior foi eliminado o que torna a ação ligeiramente mais realista. Porém a mira parece ter dois níveis: automático ou impossível. Com o tempo você acaba se acostumando, mas no início a mira padrão parece ajudar em excesso e caso você desligue a assistência fica impossível acertar qualquer coisa sem levar alguns tiros antes. A Rockstar entregou um trabalho bem mais refinado em Max Payne 3.
Fugir da polícia, algo inevitável no jogo, passou a ser bem mais interessante do que antes. Parece que os desenvolvedores andaram assistindo ao filme "Drive" e existe uma faceta mais tática de evitar os pontos onde a polícia se encontra do que simplesmente sair dirigindo o mais rápido possível. O mapa indica os carros da polícia a uma distância maior o que permite uma abordagem mais inteligente do processo que passar a ser mais sobre evitar a polícia do que despistá-la.
 
 O que realmente me desaponta em GTA V é a própria "marca" GTA do roteiro. Declaradamente a história é uma paródia da sociedade norte-americana atual e não se leva muito à sério. Eu não consigo deixar de pensar que se o roteiro do jogo seguisse o estilo Máfia 2 ou L.A. Noire teríamos um jogo com uma história e clima em par com a jogabilidade e recursos. Obviamente que se pode argumentar que eu estou comparando GTA V ao jogo que eu gostaria que ele fosse e não com o jogo que ele realmente é, e que a ironia do roteiro é a marca registrada da franquia e que mudar isso seria criar outro jogo que não o próprio GTA. Eu não posso argumentar contra isso, mas mesmo assim ainda consigo imaginar enredos que mantivessem um sabor mais ácido de crítica e conseguissem um envolvimento maior do jogador com a história, algo que Red Dead Redemption fez bem melhor.
Não me entendam mal, no que se refere a construção dos tipos de personagens GTA V acerta em cheio. Michael, Trevor e Franklin são ótimas construções com personalidades bem definidas e interessantes o suficiente para protagonizarem essa aventura. Porém as interações entre eles sempre parecem superficiais apesar de a própria história demandar que eles se envolvam em um nível mais complexo. O próprio desfecho da história foi algo bem frustrante para mim. Não apenas como conclusão das tramas de cada personagem mas a própria sequência de ação final deixa absurdamente à desejar.
A trama principal obviamente pertence à Michael, é ele o único que tem um arco de história e de desenvolvimento de personagem. Trevor permanece o mesmo psicopata do início ao fim e parece mais uma desculpa para justificar os momentos de anarquia do jogador dentro da história, mesmo que isso seja uma excelente ideia.
Franklin parece ter sido deixado de lado e aparentemente mudar bruscamente de casa no meio da história é  a única mudança que seu personagem sofre. Isso é definitivamente uma pena, porque dado o público alvo do jogo, jovens adultos, esse poderia ser o personagem que mais possibilitaria uma identificação dos jogadores.
A grande falha no quesito mecânica de jogo, que também foi mencionada pelo meu amigo Derek Scheifler, é que o grande trunfo de GTA V, os planejamentos e opções de execução dos roubos são extremamente escassos e acabam fazendo falta.
No geral GTAV poderia ser ainda melhor, mas como está ainda é sensacional e uma aquisição obrigatória para qualquer gamer. Sem dúvida nenhuma o jogo será uma influência poderosa e sem demora começaremos a ver mais jogos com multi-protagonistas e planejamentos e opções de execução de "trabalhos" nos moldes apresentados por GTA V.
Uma sacada legal do roteiro é fazer várias referências à séries e filmes que influenciam e influenciaram a cultura americana nos últimos anos. Na verdade não seria exagero afirmar que GTA V ao invés de "ter" essa característica (algo seguidamente visto em Call of Duty) mas "é" essa característica, afinal o jogo pode fielmente ser descrito como um amontoado de referências conectadas de forma um tanto quanto esparsa, pouco coesa e habilidosa que acaba por confiar bastante na capacidade de referência do seu público alvo, algo que para a felicidade dos desenvolvedores do jogo acaba sendo uma aposta bastante segura e  acaba criando um diálogo com o jogador, infelizmente esse diálogo se mostra bastante superficial.

domingo, 6 de outubro de 2013

O Preço do Ateísmo

Como já me foi alertado os meus textos que abordam religião sempre tendem a focar mais nos defeitos da religião do que nos aspectos positivos do ateísmo. Eu tenho minhas próprias convicções de porque isso acontece, porém ao invés de falar sobre as pseudo-maravilhas de um grupo praticamente inexistente de tão heterogêneo, eu vou direto para os problemas que o ateísmo tráz. Talvez problema não seja a palavra adequada, apesar de certamente haverem inconveniências, há um preço a ser pago quando você se define como ateu e passa a ter ações que corroboram essa visão.
Primeiro deixem-me eliminar logo de início os problemas causados pelo preconceito ou pelo fato de que vivemos em um mundo predominantemente religioso, essas infelizes situações não são culpa do ateísmo e não me interessa abordá-las agora. 
O foco aqui é aquilo que seria o preço a ser pago mesmo que a utopia ateística fosse atingida e os ateus fossem tratados igualmente e as religiões não tivessem influências trágicas na politica e na sociedade. 
A "falta de sentido" da vida é algo que pode ser bastante inquietante quando não nos consideramos parte de uma criação com um propósito transcedental e sem um deus particular para atender as nossas preces ou nos proteger de injustiças ou mesmo nos recompensar por nossas virtudes. Tudo pode perder o sentido se não existirem outras influências benignas na vida da pessoa. Diversas vezes eu ouvi o argumento de que sem Deus nada nos impede de cometer os crimes mais hediondos ou sucumbir às mais degradantes tentações. De fato, nada nos impede. O ateísmo não é uma doutrina, ele não oferece absolutamente nada em troca do que ele tira e essa é exatamente a sua proposta. 
Acreditem em mim quando eu digo que essa é uma questão bem mais presente na vida do ateu do que o céu ou o inferno  a vida daquele que acredita. 
O fato de que só temos uma vida para viver e nenhuma esperança de eternidade após isso põe em perspectiva toda a sua vida todos os dias. Nossa rápida existência nesse pequeno planeta azul é bastante insignificante e quando consideramos que esse é possivelmente o único intervalo que a sua consciência vai existir esse é um pensamento bastante perturbador e potencialmente depressivo. Esse tipo de percepção fica exponencialmente maior com a idade. Quanto mais velhos ficamos mais desolador passa a ser esse pensamento. É bastante triste descobrir que sua existência vai cessar e você não vai ter realizado a maioria dos seus sonhos, que o seu nome não será lembrado, que você nunca terá a chance de corrigir certos erros e nunca mais verá as pessoas que você ama. 
Acima de tudo o preço do ateísmo é que ele expõe exatamente quem você é. Ele retira as fantasias e não põe nada no lugar. Só resta você ali. Se isso é bom ou ruim cabe a cada um de nós preencher essa lacuna. 
O ateísmo é a pessoa que rudemente te diz que você está feia quando você só quer ouvir que está bonita. Que te dá um tapa na cara quando você só quer um abraço. É o único que te diz a verdade quando tudo o que você quer ouvir é uma mentira. 

Guerra Mundial Z (World War Z)


 Minhas expectativas para Guerra Mundial Z eram consideravelmente baixas. Os problemas nas filmagens, as brigas durante a pós-produção, a notícia de que foram necessárias refilmagens extensas de todo o terceiro ato do filme pareciam definir a qualidade do produto. O trailer não ajudou muito ao focar no que parecia serem zumbis ainda mais rápidos do que estamos acostumados a ver desde Madrugada dos Mortos e demonstrando um comportamento de mente coletiva, essa parecia ser uma ideia particularmente boba ou pelo menos muito fantástica para o tom mais realista do filme. Tudo parecia estar se encaminhando para um desastre de grandes proporções, porém eu fico bastante feliz em dizer que o filme é na verdade um dos melhores do gênero zumbi dos últimos anos.


O filme foi baseado no livro homônimo de Max Brooks. Eu já li o Guia de Sobrevivência Zumbi do mesmo autor e achei o texto bastante leve e engraçado, obviamente o tom de Guerra Mundial Z deve ser bem diferente pois a trama apresentada no filme se leva absolutamente a sério, sem aquele sorriso cínico presente na ambientação da maioria das obras que envolvem zumbis hoje em dia.  
A trama do filme é posta em ação rapidamente e em questão de não mais que 10 minutos de filme os zumbis já estão presentes e dominando o mundo e a humanidade, como sempre, despreparada está encarando a sua extinção.


Brad Pitt interpreta Gerry, um ex-agente da ONU, que tem que salvar a família da ameaça zumbi enquanto é recrutado pelo governo para ajudar a encontrar algum tipo de cura para a praga que ataca em escala mundial. Um dos pontos interessantes aqui é que o personagem de Pitt é de fato um agente bastante treinado e capaz (tanto quanto possível) para lidar com situações extremas. É uma novidade bem-vinda finalmente assistir a um personagem que está preparado para agir em uma situação desesperadora como essa e Gerry acaba se mostrando cheio de recursos na maior parte do filme, capaz de improvisar baionetas e entender a transmissão do vírus zumbi em questão de segundos.


A história realmente tem um apelo bastante internacional e dá enfáse ao fato de que o problema esta acontecendo em escala global. Gerry e sua familia estão nos Estados Unidos mas logo o agente se vê envolvido no combate à zumbis na Coréia do Sul, Israel e Inglaterra.
Eu mencionei problemas na pós-produção do filme e isso se deu principalmente por que Brad Pitt e o estúdio não ficaram satisfeitos com a versão final do filme e demandaram a completa refilmagem do terceiro ato do diretor Marc Forster. Originalmente o terceiro ato do filme envolveria Gerry em Moscou e mostraria grandes batalhas épicas contra os zumbis. Isso acabou sendo substituído pela trama na Nova Escócia que está presente no filme.
Normalmente eu fico do lado do diretor e de sua versão artística de sua obra conforme originalmente imaginada, mas eu posso dizer que dessa vez as mudanças funcionam excepcionalmente bem e o filme tem sua conclusão recheada de tensão e suspense mantendo o seu ponto forte naquilo que menos se esperaria de um filme que foi tão radicalmente modificado: o roteiro bem escrito.
A partir de um ponto específico do filme a trama deixa claramente de lado uma escala maior e mais épica e acaba focando em uma história sólida e amarrando a trama em detrimento de efeitos especiais e cenas de batalhas mais amplas.


As grandes qualidades aqui são o roteiro e a ambientação. A história é bem imaginada e quando parece que nada pior pode acontecer com Gerry a situação fica ainda mais difícil, porém o filme muda a sua velocidade sabiamente antes de perder o controle. Os demais aspectos do filme variam entre o ordinário e o razoavelmente bom, mas nada se destaca. As interpretações dos atores coadjuvantes não prejudicam o filme mas também não destacam ninguém. A trilha sonora é de Marco Beltrami, que mais uma vez confirma que ele só sabe fazer músicas que podem não comprometer o filme mas ninguém vai conseguir lembrar delas cinco minutos depois de ouvi-las.
No geral Guerra Mundial Z é  um filme sólido com ação arrebatadora, uma ambientação eficiente e uma boa história para contar. Aparentemente em algum momento os produtores tiveram que escolher entre serem fiéis ao livro que inspirou o filme ou romperem de uma vez com a história original. Eles escolheram a segunda opção e na minha opinião eles acertaram em cheio.


domingo, 11 de agosto de 2013

Groovercast 1 - Nomes Para O Seu Filho.


Qual nome escolher para o seu filho? Uma dúvida comum entre pais de primeira viagem. Ouça os especialistas em educação infantil Derek, Vinicio, Bruno, Kelen e Fabiange  e tire várias ideias para aquele nome especial que você está procurando.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...