Páginas

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Dragon Age - Origins

Eu comprei Dragon Age em um impulso. Um amigo me telefonou e disse que tinha visto o trailer do jogo e que eu tinha que comprá-lo porque ele era incrível. Eu comprei e depois descobri que ele tinha visto o trailer de animação do jogo e não do gameplay em si. Comecei a jogar e a minha decepção foi imediata. Os gráficos eram horríveis. O personagem principal não tinha voz. Larguei nos primeiro 15 minutos e não peguei o jogo novamente pelos próximos meses.
Felizmente alguns meses depois em uma mistura de tédio e curiosidade eu resolvi dar uma nova chance a Dragon Age e não me arrependi. Quando se deixa de lado a pobreza dos gráficos (algo que o cenário inicial evidencia e vai se tornando mais amena com o passar do jogo) você descobre um jogo denso e um RPG com uma história sólida.
A criação de personagem é bastante diversificada mas eu já vi jogos com mais opções. Mesmo assim nada a se reclamar aqui.


Depois o jogo se divide na escolha de raças e background od personagem, há poucas opções por raça e classe, mas um entendimento mais profundo do jogo demonstra que você não está apenas escolhendo qual tipo de poder você vai ter. Você está influenciando toda a história. Humanos, Anões e Elfos tem histórias e pontos de partida bem diferentes dentro do jogo e essa é uma decisão importante.
Uma vez que você escolheu o caminho prepare-se para o bom e velho RPG de magias, espadas e combates por turno.
Apesar de um pouco familiar demais a história de Dragon Age é seu grande trunfo. Não vemos aqui nenhum elemento que não tenha sido pensado antes de ser inserido no jogo. Nada aqui está simplemente para fazer bonito. Temos um cenário coeso e habilmente arquitetado. O estilo e tema do jogo é maduro e um tanto quanto sombrio. Possessão de demônios, sexo, corrupção e assassinato são temas comuns em um jogo que se eleva acima de suas falhas e atinge facilmente o nível épico necessário para que um RPG de fantasia seja considerado bom.


O sistema de magia e principalmente fascinante, não na sua mecânica em si, que é padrão o suficiente, mas na história por trás da utilização da magia, algo que afeta a todo o mundo e é sentido o tempo todo na história e desenvolvimento do personagem.
Eu entendo que nem todos estão dispostos a passar por cima de gráficos abaixo do esperado, principalmente nessa nova geração de video-games, mas Dragon Age faz por merecer o voto de confiança.


Mass Effect 2



Mais um que eu estou devendo a um longo tempo... A obra-prima Mass Effect 2.
Quando eu fiz o meu top 10 dos jogos de Xbox 360 eu coloquei Mass Effect 2 em terceiro. Isso porque os dois primeiros colocados tem uma vantagem que Mass Effect não compartilha: uma ambientação ganha de presente. Batman: Arkham Asylum e Red Dead Redemption tem a vantagem de terem inserções mais fáceis do que Mass Effect. Batman já é conhecido de todos e só estava esperando alguém perceber que tudo o que ele precisava para ir bem nos games era um retorno a aura gótica e violenta que ele havia perdido. Já Red Dead bebe de uma das fontes mais cool de todos os tempos: o velho oeste. Mass Effect teve que criar a sua própria ambientação. Pode-se alegar que o genêro Space Opera sempre teve seu lugar guardado por Star Trek e Star Wars. Sim, quando pensamos em cinema, mas não quando pensamos em video-game. Os video games de Star Wars não somente drenaram a originalidade de qualquer obra espacial como também se travestiram nos mais variados genêros ao longo do tempo e Star Trek nunca teve um jogo decente sequer. Então lá estava Mass Effect com um gênero desgastado e usado a exaustão por outros jogos. Ninguém esperava que viesse algo bom dali. Mas Mass Effect fez a lição de casa e arrebatou a todos que o jogaram. Evidente que até o momento estamos falando de méritos todos da primeira edição do jogo... E a continuação? Faz jus a seu predecessor?


Como Quentin Tarantino tão bem definiu nos anos 90, o importante é criar a sua própria mitologia e depois brincar com ela. É exatamente isso que Mass Effect 2 faz, e faz com perfeição.
O escopo da história é expandido, mas sem precisar reinventar a roda ou tirar coisas malucas da cartola. As novidades estão de acordo com o que foi mostrado (ou insinuado) no primeiro jogo. Novos e marcantes personagens são introduzidos e não se perde nada do primeiro capítulo. Isso sim é uma continuação bem feita.
Mas mesmo que a história não fosse o carro chefe, várias outras melhorias são apresentadas e fazem com que você sinta que a necessidade de não largar mais a série. Mass Effect 2 é o jogo que transforma um jogo de sucesso em uma série de sucesso. Acredite, independente da qualidade das próximas sequências Mass Effect veio para ficar.



Uma das principais propagandas que foi feita desde Mass Effect e que finalmente podemos testar é a capacidade de importarmos o save do primeiro game e jogarmos Mass Effect 2 fazendo com que a história leve em consideração as decisões tomadas no primeiro jogo. Essa parte é muito interessante e realmente recompensa você por ser fiel a série.
Não esqueçam que assim como no primeiro jogo estamos lidando com um rpg de ação em terceira pessoa. E põe ação nisso. Elevando o nível do primeiro jogo aqui temos um ritmo um pouco mais urgente com um combate aprimorado e uma história mais profunda mas ainda sim acessível.
A premissa básica é que o Comandante Shepard do primeiro jogo, tem que lidar com a ameaça Reaper e embarcar em uma missão suicída para salvar a galáxia, agora se você quiser se aprofundar na história (algo que eu não farei aqui) descobrirá um enredo ainda mais rico e interessante que o primeiro.


No fim Mass Effect é o ápice do talento de todos os desenvolvedores de jogos. Um jogo no qual não importa que apenas você complete o jogo, mas sim como você decidiu completá-lo e quando chega ao fim, sabendo que você está concluindo uma história que você de fato determinou desde o jogo anterior fica uma sensação de orgulho que com certeza fará você um fã da série.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Call of Duty - Black Ops

 Mais uma resenha atrasada mas que se dane, a minha idéia aqui é por em dia os jogos do Xbox 360 que eu virei para que eu possa me permitir comprar jogos novos ao invés de acumular jogos detonados sobre os quais eu não postei e jogos que eu só joguei meia-hora e não retomei mais, e isso nos leva a Call of Duty: Black Ops, o último lançamento da série (pelo menos até as próximas semanas quando Modern Warfare 3 será lançado.
Sejamos diretos sobre uma parte: a mecânica e jogabilidade permanecem praticamente as mesmas da edição anterior, Modern Warfare 2, a única adição significativa é a possibilidade de pilotar um helicóptero de combate em uma das fases.
O que realmente brilha em Black Ops são três coisas: a história, a dublagem e o clima.
A história de Black Ops é sólida, complexa, cativante e surpreendente. É a melhor história de um jogo em primeira pessoa que eu já joguei e isso inclui o tão badalado Bioshock.


A dublagem inclui um elenco estelar. Sam Worthington, Ed Harris, Gary Oldman e Ice Cube todos dublam os personagens principais, que tem personalidades complexas e bem definidas, passando longe do esteriótipo do protagonista de outros jogos de video-game. Outro ponto importante e que agrada muito durante o jogo é a trilha sonora. "Sympathy for The Devil" dos Rolling Stones, "Fortunate Son" do Creedence Clearwater Revival e "Won't Back Down" de Eminem fazem parte da trilha sonora mais inspirada de todos os Call of Duty.
O clima do jogo é o que faz a diferença. Enquanto nos capítulos anteriores nós tivemos momentos mais marcantes no geral do que os que aparecem em Black Ops, o clima é incrível. A guerra do Vietnã nunca foi tão bem colocada na tela de um video-game. Enquanto uma intriga governamental se desenvolve na tela uma paleta de cores mais viva e intensa é colocada no visual do jogo. Desde o menu, no qual o jogador se vê amarrado e interrogado, a premissa de que o jogo não só é violento no combate armado mas também no psicológico de seus protagonistas é forte e não desaparece até o último momento do jogo.
A chave de ouro na ambientação do jogo é a inserção de personalidades históricas. Kennedy, McNamara e Fidel aparecem no jogo.
Como se essas qualidades não fossem suficiente ainda há toda a melhor experiência de combate multiplayer lançada até o momento para o Xbox 360, juntamente com um modo de jogo chamado "Zumbis", no qual até quatro jogadores podem encarnar Nixon, Kennedy, McNamara e Fidel enquanto eles lidam com uma invasão zumbi.
Enquanto Call of Duty: Black Ops pode não ser o melhor exemplar da série (eu ainda tenho uma queda maior por World At War) é definitivamente o que tem mais personalidade.

The Saboteur

The Saboteur já nasceu com um grave problema, o estúdio responsável pela obra, a Pandemic, faliu logo antes do lançamento do game e ele teve de ser lançado pela EA Games (Challenge Everithing!!!).
A qualidade do jogo é óbvia e torna ainda mais triste o fato de que um jogo tão fascinante e inspirado tenha chances mínimas de ganhar uma continuação.
Trata-se de um jogo estilo sand box no qual você pode fazer o usual e sair destruindo (quase) tudo.
Mas o apelo de "The Saboteur" é a junção do conceito de sand box com o cenário do jogo. Se antes a maioria dos jogos colocavam o personagem no cenário atual e ele tinha a liberdade de começar a atirar na polícia e ir "contra tudo e contra todos" isso normalmente não ajudava na história do jogo e era normalmente um exercício de libertação do jogador depois de algumas missões mais chatas. Mesmo jogos que não se passam na atualidade (como Máfia II) apresentam esse problema. Você até pode ir contra a polícia, mas isso não avança a sua história de uma maneira alguma.


O cenário de The Saboteur é a Paris da década de 40, tomada pelos Nazistas. Aqui você pode ir contra a "força policial" que, nesse caso é a força de ocupação nazista e isso faz com que você ajude na libertação da França. Ainda que ter um motivo para atacar legitimamente a força policial do jogo  não seja algo exclusivo de The Saboteur (Just Cause 2 utiliza um governo corrupto e opressor para justificar os ataques ao exército do país), a grande vantagem do jogo é fazer isso com um charme que vai desde a escolha do protagonista, um irlândes beberrão e desbocado até a apresentação gráfica do jogo que é muito criativa ao utilizar as cores para representar as áreas dominadas pelos nazistas.


A história por trás do jogo é um pouco rasa. O protagonista do jogo, Sean Devlin (baseado no herói de guerra William Grover-Williams), é um mecânico beberrão e piloto de corridas, uma figura conhecida entre os grupos de corrida de Paris. Após ser trapaceado de uma corrida no Grand Prix de 1940 em Saarbrücken por Kurt Dierker, um coronel nazista, Sean e seu melhor amigo Jules Rousseau buscam vingança e sabotam o carro de corrida injustamente premiado. Após capturá-los, Dierker executa Jules durante o interrogatório sob a crença de que eles são, na verdade,  agentes britânicos enviados para espioná-lo, mas Sean consegue escapar. O resto do enredo narra luta de Sean para matar Dierker. Ele é recrutado pela Resistência Francesa e seu líder Luc e britânica SOE, que ajudam-no durante toda a história. A guerra em si é usado como um pano de fundo para a história principal, que é sobre a luta de Sean para vingar o assassinato de Jules, proteger a irmã dele Veronique e matar Dierker.


Há algumas falhas e muitas qualidades no jogo. É possível uma mistura grande de estilos no jogo, desde a invasão furtiva de uma área nazista ao ataque frontal com artilharia pesada, passando pela possibilidade de se disfarçar com o uniforme nazista e até mesmo correr algumas corridas. Ainda que dirigir no jogo não seja tão emocionante e perfeito como em GTA e a possibilidade de escalar prédios não seja tão elaborada quanto em Assassin's Creed, o jogo merece mérito por conseguir unir vários estilos em um jogo só. Já foi dito em alguma resenha do jogo que tudo o que The Saboteur apresenta já foi feito melhor em algum outro jogo. Isso até pode ser verdadeiro, mas a questão é que é extremamente divertido poder se aventurar de formas tão variadas em um jogo, mesmo que o produto final precisasse de uma lapidação um pouco maior. Para mim o que atesta a qualidade do jogo como nenhum outro é o fato de que esse foi o primeiro e único jogo do Xbox 360 que de fato completei 100%.
  

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Top 5 Trailers de Video Game de Star Wars

Eu gosto de trailers de video game, mesmo aqueles formados especificamente de CG. Por quê? Porque normalmente eles são incríveis curtas de ação. Porém há uma categoria especial de trailers: a de jogos de Star Wars. Ultimamente o tão aguardado (e tão atrasado) Star Wars- The Old Republic tem nos presenteado com alguns trailers incríveis. Resolvi juntá-los com alguns outros e montar um Top 5. Eles sempre são bacanas e em sua maioria melhores do que a segunda trilogia. O que mais eles têm em comum? Todos sempre são acompanhados pelo pensamento: "Porque não fazem um filme assim..."


5º Force Unleashed 2
                          

4º Force Unleashed 2

3º Star Wars: The Old Republic

2º Star Wars: The Old Republic

1º Star Wars: The Old Republic

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Top 10 Presidentes da Ficção

George Clooney interpreta um forte candidato a líder do mundo livre na tensa trama política "Tudo Pelo Poder" somando-se a isso o fato de que Steven Spielberg está produzindo e dirigindo um filme sobre a vida de Abraham Lincoln com Daniel Day Lewis no papel principal eu diria que presidentes estão em alta. Eu tenho tentado a muito custo não expressar minhas opiniões politícas aqui no blog. Guerrear contra a religião já é cansativo o suficiente e tentar pegar a política junto está além do meu alcance. Entretanto eu não tenho restrições dentro do mundo do cinema e televisão.  e resolvi fazer um Top 10 dos Melhores Presidentes da Ficção, eu sei que muitas pessoas diriam para eu colocar "Lula, O filho do Brasil" mas a verdade é que ficção ou não, eu não assisti o filme.


10 - Thomas Benson - Top Gang 2 - A Missão
Quão legal é um presidente que é completamente louco, falas as coisas mais absurdas e que teve quase todas as partes do seu corpo substituidas por materiais artificias devido a ferimentos de guerra? Caso isso não seja suficiente lembre que esse é também o presidente que enfrenta Saddam cara-a-cara em um duelo com sabres de luz! Isso é que é presidente...

9 - Thomas Wilson - 2012
Mais de um presidente dessa lista teve que lidar com a possibilidade do fim do mundo, ainda que ele não seja o que tem o melhor desempenho ele é firme o suficiente para dizer para a sua administração arranjar tempo mesmo lidando com o Apocalypse e é honrado o bastante para abdicar de sua própria salvação e passar seus últimos momentos com aqueles que o elegeram e confiaram nele.

8 - Andrew Sheppard - Meu Querido Presidente
O Sheppard de Michael Douglas não é apenas carismático, honesto e democrata, ele também é um viúvo em busca de uma nova paixão. E por que o presidente da última super-potência na Terra não poderia namorar? A resposta é simples: porque os republicanos não deixam! Quem mais no mundo poderia terminar um encontro dizendo que tem que ir bombardear a Libia?

7- Dave Kovic - Dave
E se você cidadão comum tivesse, do dia para a noite, a oportunidade de assumir o cargo mais importante do mundo? É o que acontece com Dave Kovic ao posar como sósia do presidente americano e acaba tendo que substituí-lo definitivamente depois que ele sofre um derrame e o Chefe de Pessoal e o Diretor de Comunicações da Casa Branca não querem que o vice-presidente assuma o cargo. Como um cidadão honesto Dave toma medidas que vão contra a opinião de seus "contratantes" mas a favor do povo. E você o que faria?

6 - "Presidente" - Armageddon e A Rocha
Apesar de não ter seu nome revelado, o presidente vivido por Stanley Anderson superou duas graves crises em seus(s) mandato(s). Primeiro a Ilha de Alcatraz é ocupada por militares dissidentes e eles ameaçam jogar gás neurotóxico na Baia de São Francisco caso suas exigências não sejam atendidas. Na segunda crise, ligeiramente mais grave, um meteoro do tamanho do Texas está em rota de colisão com a Terra. É necessário ser no mínimo um bom orador para dar um discurso tão comovente quanto o entregue por ele enquanto acompanhamos a caminhada dos astronautas no caminho para destruir o asteróide.   

5 - Tom Beck - Impacto Profundo
Em uma época em que presidentes não conseguem nem ao menos ter a decência de anunciar as piores notícias aos seus eleitores, nada melhor do que assistir Morgan Freeman dizer ao povo, com toda a elegância que lhe cabe, que o mundo vai acabar! Decretar Lei Marcial, congelamento dos preços, informar que todas as nossas tentativas de destruir o meteóro gigantesco que se aproxima da Terra falharam e ainda dizer ao povo americano que nem todos irão sobreviver é algo difícil para qualquer presidente, a não ser é claro que você seja Morgan Freeman.

4- David Palmer - 24 Horas
David Palmer é uma figura importante dentro do universo de 24 Horas. Suas decisões sem hesitação quando enfrentando ameaças terroristas são o que muitas vezes tornaram Jack Bauer capaz de salvar o dia. Fora das telas muitas pessoas já indicaram que Palmer foi responsável por acostumar o público americano a figura de um presidente negro e teve séria influência na eleição de Barack Obama.

3 - Thomas J. Whitmore - Independence Day
Thoamas J. Withmore é um pai dedicado e um marido zeloso mas quando aliens decidem destruir com as principais cidades do mundo ele precisa se lembrar de seus tempos como piloto de caça e comandar um ataque de escala mundial. Ele também é responsável por um discurso cafona mas eficiente que serve para preparar a todos os seus aliados para encarar alienigenas tecnologicamente superiores (com excessão do anti-vírus deles é claro, que é uma droga).

2 -Josiah Bartlet - The West Wing
Ainda que tenha tido mais tempo (tanto de tela como de mandato, 7 temporadas e uma reeleição) Bartlett tem um cúrriculo impressionante como Líder do mundo livre: a concessão de anistia a imigrantes ilegais das Américas, nomeou o primeiro juiz hispânico para o posto do Supremo Tribunal de Justiça  e a primeira Secretária da Justiça mulher, a negociação de um acordo de paz entre Israel e Palestina, criou milhões de novos empregos, proporcionou forte apoio à energia alternativa, e orquestrou um plano de reforma da Saúde. Com esses resultados em um possível terceiro mandato Batlett conseguiria a erradicação da fome e a paz mundial.


1 - James Marshall - Força Aérea Um
Há presidentes que são considerados duros contra o terrorismo e há aqueles que são considerados mais brandos. Por essa visão míope (e também com um pouco de trapaça) é que Bush derrotou Gore em 2000. Mas mesmo o mais ferrenho inimigo dos terroristas não se apresenta para enfrentá-los mano-a-mano. Quando terroristas invadem o Força Áerea Um e tomam todo o alto escalão do governo americano e a família do presidente como reféns o que resta ao presidente americano fazer? Se esconder em uma cápsula de fuga e esperar pelo melhor... Bom, não se esse presidente é Harrison Ford, ou melhor James Marshall. Marshall é um perito em combate corpo-a-corpo, ex piloto, e já recebeu a Medalha de Honra do Congresso. Além do mais quem não gostaria de um misto de Han Solo e Indiana Jones como presidente?

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Definições - A Favor do Aborto


Hoje em dia, em um tempo no qual somos rápidos em classificar pessoas baseados nos seus posicionamentos a respeito de algumas questões sobre a sociedade como um todo, há algumas questões que eu realmente concordo que fazem com que possamos definir algumas linhas básicas sobre aquele com quem estamos conversando.
Ainda que esse seja um tipo de julgamento apressado e superficial, quantas vezes recorremos a ele no nosso dia-a-dia?
Em um tempo no qual mantemos amizades através do Facebook, contamos nossas atividades rotineiras no Twitter e assistimos videos e comentamos (e muitas vezes debatemos) sobre eles no YouTube ao invés de com a pessoa que está ao nosso lado, esse é o tipo de julgamento predominante. Quantas vezes você já olhou o perfil de uma pessoa no Facebook esperando descobrir que tipo de pessoa era aquela que você ainda não conhecia profundamente.
Obviamente, quando eu tenho tempo de conhecer alguém, entender suas ideologias, princípios e experiências que o levaram a algum tipo de posicionamento esse tipo julgamento se torna incorreto e dispensável. Mas caso você me conheça de vista, compartilhe apenas um rápido papo ou troque uma ideia simplória, até que eu tenha a oportunidade de te conhecer melhor eu vou julgar o tipo de pessoa que você é baseado nas suas opiniões sobre homossexualidade, racismo, aborto, política, religião e outras questões sociais da mesma esfera.
Alguém poderia dizer que já que vamos julgar alguém precipitadamente deveriámos nos focar em questões mais "preto no branco" como: "Como você trata outras pessoas" ou algo mais direto (e ingênuo) como: "Você pratica o bem ou o mal?" Mas a questão é que todos nós mentimos sobre essas perguntas mais básicas.
 Já as perguntas sobre homossexualidade, racismo, aborto, política e religião não tem um certo e errado automático e revelam bastante da sua personalidade enquanto eu não tenho a oportunidade de entendo o ser complexo que você é.
Sendo assim aqui vai uma série de posts denominada "Definições" nos quais eu dou a oportunidade de as pessoas que não me conhecem mas acompanham o meu blog de formarem suas opiniões apressadas e superficiais a meu respeito baseadas nos tópicos que eu sugeri. Vamos começar com o aborto.


Eu sou a favor do aborto e a princípio essa é uma posição difícil de defender. Nas primeiras instâncias não há nada que um método contraceptivo não resolvesse com bem menos estardalhaço mas a minha questão aqui não é com a vida dos fetos. A razão de eu ser a favor do aborto é outra.
Uma vez o meu professor de sociologia me perguntou sobre qual seria a minha opinião a respeito do aborto, eu respondi que era a favor. Depois ele me deu o exemplo de uma criança que nasceu isolada do mundo em uma ilha (possivelmente uma sequência menor de "A Lagoa Azul") e não conseguia se comunicar com o resto de nós, e de repente ela fosse encontrada e reintegrada a nossa sociedade. Eu permitiria que essa criança, já em seus 12 anos, fosse morta. Eu prontamente respondi que não. Ele afirmou então que eu era contra o aborto. Ele seguiu adiante explicando que eu era contra a execução de uma criança, que obviamente deseja viver, mas que ainda não tinha condições de comunicar esse desejo e que tinha que contar com  o empenho de terceiros para garantir que ela sobrevivesse.



A questão que o meu professor sabiamente ignorou naquele dia foi a questão da disputada consciência dessa criança. Eu vou seguir o exemplo dele e manter o mesmo distanciamento dessa questão, já que nem mesmo a ciência consegue chegar a um consenso e eu realmente não me importo com esse ponto. Mas permitam-me explicar o porque eu não me importo falando o porque eu acho que a pessoa que diz que se importa também não se importa. Todos que dizem que a vida começa na concepção e que estão defendendo bebês, porque vocês mulheres que não tem filhos e querem desesperadamente salvar esses embriões nos úteros de outras mulheres não vão até uma clinica de fertilidade e saem de lá portando um belo embrião preenchido com um espermatozoide dentro do seu útero? Esses mesmos embriões serão jogados fora em um prazo de cinco anos (milhares já foram jogados) e ninguém , nem a igreja, nem a polícia, nem políticos dá a mínima para isso. Mas quando a fulana, negra, pobre e sem recursos quer fazer a mesma coisa com o que está dentro dela todas essas máquinas de sabedoria são as primeiras a querer culpar essa mulher e jogá-la na cadeia.
Eu me preocupo com a mulher. É uma escolha dela, que diz respeito ao corpo dela e que ninguém mais deveria botar o bedelho, a não ser é claro o pai da criança, mas mesmo assim em uma proporção menor do que a mãe.
Particularmente eu me sinto na obrigação de esclarecer que eu não faria um aborto, ou obviamente seria extremamente contra uma mulher que carregasse uma criança minha o fizesse. Mas isso não significa que eu não entendo as razões de outras pessoas para tomarem essa atitude.
Acho que o vídeo abaixo, que mereçe toda a divulgação que você puder dar, esclarece o meu ponto:


Então é isso: Oi, eu sou o Vinicio, sou  a favor do aborto. Muito prazer.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...